Alunos Recuperação CERI

Alunos em Recuperação CERI:

RECUPERAÇÃO 01/10: 2001 - aLUNOS: 01 - 06 - 09 - 10 - 12 - 14 - 17 - 20 - 22 - 23 - 24 - 25 - 26 - 29 - 31 - 35

                                     2002 - Alunos: 01 - 06

                                     2003 - Alunos: 14 - 21 - 28

 

RECUPERAÇÃO 02/10 : 801 - Todos menos os alunos 02 - 09 - 15 - 21

                                      901 - Alunos: 01 - 04 - 05 - 13 - 28 - 30

                                      902 - Alunos: 03 - 04 - 05 - 06 - 12 - 14 - 18 - 19 - 21 - 22 - 24 - 26 - 28 - 29

 

 

 

 
 

Grupo de Teatro Nós do Morro

O Nós do Morro é um grupo de teatro do Rio de Janeiro, composto por jovens e adultos moradores do Morro do Vidigal. Foi fundado em 1986, com o objetivo de criar acesso à arte e à cultura às crianças do morro, além de oferecer-lhes formação técnica.

O grupo foi fundado pelo jornalista e ator Guti Fraga, que se uniu a um grupo de jovens moradores do morro para dar início ao projeto Teatro-Comunidade. Foi uma ideia inovadora, já que, até então, a maioria dos projetos culturais voltados para as comunidades carentes do Rio de Janeiro vinham de fora do Brasil, e nem sempre se adaptavam à realidade do público a que se destinavam.

Com o decorrer do tempo, o projeto se consolidou e, hoje em dia, oferece aos jovens cursos de formação nas áreas de teatro (atores e técnicos) e cinema (roteiristas, diretores e técnicos), abrindo e ampliando os horizontes para jovens moradores, ou não, do Morro do Vidigal.

O Nós do Morro reúne mais de 50 pessoas, entre diretores, atores, técnicos, autores e colaboradores, e seu trabalho alterna a montagem de textos clássicos e criações coletivas.

As Artes Cênicas não devem ser abordadas somente artisticamente, mas também como um importante mercado de trabalho e como uma linguagem plural, possibilitando o conhecimento e a compreensão do teatro como fator de identidade na interação sociopolítica e suas relações com os contextos econômicos e mercadológicos de comunidades diversas. E é justamente nessa interação sociopolítica que se baseia o trabalho do grupo Nós do Morro, que propõe através de suas obras e da ação social junto a sua comunidade de origem, a discussão sobre as implicações econômicas da produção teatral e a análise crítica, além de tomar também como referência a projeção midiática (televisiva, cinematográfica, publicitária) de alguns atores do grupo.

Conceito Pop-art

CONCEITO POP-ART

 

     A Pop Art  é uma escola que utiliza em suas representações pictóricas imagens e símbolos de natureza popular. Originado particularmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, este movimento foi assim batizado em 1954, quando o crítico inglês Lawrence Alloway assim o denominou, ao se referir a tudo que era produzido pela cultura em massa no hemisfério ocidental, especialmente aos produtos procedentes da América do Norte.

     Alguns criadores, inspirados no movimento dadaísta liderado por Marcel Duchamp, decidiram, em fins dos anos 50, se apropriar de imagens inerentes ao universo da propaganda norte-americana e convertê-las em matéria-prima de suas obras. Estes ícones abundantes no dia-a-dia do século XX detinham um alto poder imagético.

     A Pop-art representava um retorno da arte figurativa, contrapondo-se ao Expressionismo alemão que até então dominava a cena artística. Agora era a vez da cultura em massa, do culto às imagens televisivas, às fotos, às histórias em quadrinhos, às cenas impressas nas telas dos cinemas, à produção publicitária.

     Na década de 20, os filósofos Horkheimer e Adorno já discorriam sobre a expressão indústria cultural, para expressar a mercantilização de toda criação humana, inclusive a de cunho cultural. Nos anos 60 tudo é produzido massivamente, e cria-se uma aura especial em torno do que é considerado popular. Desta esfera transplantam-se a simbologia e os signos típicos da massa, para que assim rompam-se todas as possíveis barreiras entre a arte e o povo. Há um certo fascínio em torno do modo de vida da população dos EUA.

     Os artistas recorrem à ironia para elaborar uma crítica ao excesso de consumismo que permeia o comportamento social, estetizando os produtos massificados, tais como os provenientes da esfera publicitária, do cinema, dos quadrinhos, e de outras áreas afins. Eles se valem de ferramentas como a tinta acrílica, poliéster, látex, colorações fortes e calorosas, imitando artefatos da rotina popular.

     Estes objetos que integram o dia-a-dia da massa são multiplicados em porte bem maior, o que converte sua concretude real em uma dimensão hiper-real. Enquanto, porém, a Pop-art parece censurar o consumismo, ela igualmente não prescinde dos itens que integram o circuito do consumo capitalista. Exemplo disso são as famosas Sopas Campbell e as garrafas de Coca-Cola criadas pelo ‘papa’ deste movimento, o artista Andy Warhol.

     Este ícone da Pop-art inspirou-se nos mitos modernos, como o representado pela atriz Marilyn Monroe, símbolo do cinema hollywoodiano e do glamour contemporâneo, para produzir suas obras. Ele procurava transmitir sua certeza de que os ídolos cultuados pela sociedade no século XX são imagens despersonalizadas e sem consistência. Para isso o artista utilizava técnicas de reprodução que simulavam o trabalho mecanizado.

     Nesta salada imagética que constitui a pop-art, o que antes era considerado de mau gosto se transforma em modismo, o que era visto como algo reles passa a ter a conotação de um objeto sofisticado. Isto porque estes artefatos ganham um novo significado diante do contexto em que são produzidos, e assumem, assim, uma valoração distinta.

 

 

 
 

Reprodução e Transformação

Reprodução e Transformação

     No mundo atual, estamos muito acostumados com a presença de imagens, textos e sons produzidos nos meios de comunicação. O principal deles é a televisão, que está presente na maioria das casas das pessoas - em 2011, 96,9% dos lares brasileiros tinham pelo menos uma televisão, segundo dados do IBGE.

     Quando assistimos a um filme no cinema ou na televisão, provavelmente não pensamos em como essas formas de comunicação fazem parte de um  momento raro, se comparadas com toda a história da humanidade. Por meio da transformação das imagens em sinais gráficos surgiu a escrita. Métodos para reproduzi-las, no entanto, foram por muitos séculos limitados. Uma imagem até poderia ser copiada, mas isso acontecia artesanalmente, num processo lento, que impedia sua divulgação. O mesmo ocorreu com os textos. Tudo era feito manualmente, pois não havia a possibilidade de reproduzir livros como conhecemos hoje.

     Uma das mais antigas técnicas de reprodução de imagens, e também de textos, é a xilogravura, ainda hoje usada artisticamente, como nas ilustrações de cordel. Acredita-se que tenha surgido na China, não se sabe ao certo quando, inicialmente para estampar tecidos. Depois, foi adaptada ao papel, também invenção chinesa, do ano 105.

     Somente muitos séculos mais tarde, tanto o papel quanto a xilogravura chegaram ao Ocidente. O papel teria começado a ser usado na Europa no século XI, e a xilogravura, se popularizou somente no século XV. Ela passou a ser usada para reproduzir imagens - no início, cartas de baralho e folhetos religiosos - e textos. Cada página de livro era gravada em uma prancha de madeira, letra por letra, em que muitas vezes havia ilustrações. Apesar do imenso trabalho de se gravar página por página, um livro poderia, então, ser reproduzido várias vezes. Não demorou muito e percebeu-se que , se as letras fossem separadas em blocos individuais, os chamados "tipos móveis", seria muito mais fácil imprimir uma página. Os tipos (letras), em madeira ou metal, eram reunidos para formar o texto a ser impresso, o que era feito com a pressão de uma prensa. Foi a origem da imprensa na Europa, atribuída ao alemão Johannes Guttenberg, ocorrida por volta de 1439. Isso provocou uma revolução na reprodução e divulgação da informação, mudando cada vez mais a relação das pessoas com o conhecimento.

     A reprodução das imagens era feita em xilogravura, e ainda no século XV surgiu a gravura em metal. É uma técnica em que a imagem a ser impressa é gravada numa placa de metal, geralmente em cobre, e transferida para o papel depois de receber tinta. As primeiras técnicas consistiam na incisão, com ferramenta de ponta, no metal, criando um sulgo onde se depositava a tinta. A tinta é tirada dali só com pressão da prensa sobre o papel.

     No início, as gravuras foram usadas principalmente como meio de reprodução de imagens feitas com outras técnicas, como pinturas, por exemplo. Mesmo sendo uma imitação exata, a cópia permitia que a pintura de um artista de um país pudesse ser conhecida em outro, o que aumentava a fama dos grandes artistas.

     No fim do século XVIII surgiu uma nova técnica de reprodução de imagens, inventada pelo alemão Alois Senefelder: a litografia. Do grego lito=pedra, e grafia=escrita, é uma gravura cuja matriz é uma pedra. Usa-se pedra calcária para gravar o desenho. Mas diferentemente da xilogravura ou da gravura em metal, na litografia a pedra não recebe incisões. O desenho é feito na superfície da pedra com material gorduroso, lápis ou tinta. Depois de processos químicos que fixam a imagem na matriz, a pedra é entintada para a impressão; feita também por uma prensa que pressiona a tinta contra o papel. A imagem criada pela litografia é muito mais parecida com um desenho de gravura. Foi um processo  muito usado para criar todo tipo de imagens de reprodução: rótulos, documentos, cartazes etc.

     No século XIX, diversas novas invenções e desenvolvimentos de técnicas geraram novas formas de reproduzir textos e imagens, em papel e também em outras superfícies, tornando os processos cada vez mais mecanizados e mais rápidos.

     Uma das principais invenções desse século, que permitiu finalmente o registro visual preciso da realidade, foi a fotografia. Uma busca de tantos artistas ao longo da história chegava ao fim. Mais ou menos ao mesmo tempo, pessoas diferentes realiaram experimentos físicos e químicos em vários lugares, que desencadearam o surgimento dessa técnica de registrar imagens da realidade por meio da luz (foto=luz). A base do processo fotográfico está no registro da imagem projetada com o uso de uma câmara escura sobre uma superfície fotossensível.

     Ao longo do século XIX, por meio das pesquisas de várias pessoas, o processo fotográfico se desenvolveu permitindo a reprodução de uma mesma imagem várias vezes, a partir dos negativos. Ela liberou os artistas de representarem com fidelidade a realidade, o que desencadeou a arte moderna, e também apresentou às pessoas novas formas de enxergar e conhecer o mundo visível, só possíveis pela capacidade de congelar um momento no tempo.

     Desde os tempos mais remotos, existe, no Oriente, o estêncil (pl. estênceis, em inglês stencil) para a aplicação de padrões (modelos, espaços sequenciais) em tecidos, móveis e paredes.

     Na China os recortes em papel (cut-papers) não eram só usados como uma forma independente de artefato, mas também como máscaras para estampa, principalmente em tecidos.

     No Japão o processo com estêncil alcançou grande notabilidade no período Kamamura quando as armaduras dos samurais, as cobertas de cavalos e os estandartes tinham emblemas aplicados por esse processo. Durante os séculos XVII e XVIII ainda se usava esse tipo de impressão na estamparia de tecidos. Aos japoneses é atribuída a solução das “pontes” das máscaras: diz-se que usavam fios de cabelo para segurar uma parte na outra.

     No Ocidente registra-se no século passado, em Lyon, França, o processo (de máscaras, recortes) sendo usado em indústrias têxteis (impressão a la lyonnaise ou pochoir) onde a imagem era impressa através dos vazados, a pincel. No início do século registravam-se as primeiras patentes: 1907 na Inglaterra e 1915 nos Estados Unidos e o números de impressos comerciais cresceu muito. Na América, os móveis, paredes e outras superfícies eram decorados dessa maneira.

     Foram raros os artistas que utilizaram o processo como ferramenta para a execução de gravuras, ou de trabalhos gráficos. Theóphile Steinlein, um artista suíço que vivia em Paris no início do século (morreu em 1923) é um dos poucos exemplos do uso da técnica. Neste período da grande depressão de 30, nos EUA os esforços do WPA - Federal Art Projects, estimularam um grupo de artistas encabeçados por Anthony Velonis a experimentar a técnica com propósitos artísticos. Os materiais e equipamentos baratos, facilmente encontrados sem grandes investimentos foram algumas das razões que estimularam os artistas a experimentar o processo. Entre eles, citamos Bem Shahn, Robert Gwathmey, Harry Stenberg. Tais artistas iniciaram um importante trabalho de transformar um meio mecânico, cujas qualidades gráficas se limitavam às impressões comerciais, numa importante ferramenta para desenvolver seus estilos pessoais. O sentido desse esforço inicial estendeu-se aos artistas dos anos 1950, incluindo os expressionistas abstratos e os action painters, como Jackson Pollock.

     Até Marcel Duchamp, que não era exatamente um artista-gravador, nos deixou um auto-retrato de 1959, uma serigrafia colorida que está no MoMa (Museum of Modern Art, Nova York).

     No fim da segunda guerra mundial, quando os aviões americanos aterrizaram em Colónia (Alemanha), com suas fuselagens decoradas com emblemas e comics em serigrafia, surgiu o interesse europeu pela técnica.

     As barreiras e definições estabelecidas que tratavam a serigrafia como “manifestação gráfica menor” só foram eliminadas no fim dos anos 1950, início dos 1960. O grande responsável por isso foi o processo fotográfico utilizado através da serigrafia e novos conceitos e movimentos artísticos, além do avanço tecnológico. Os primeiros artistas que se utilizaram do processo procuravam tornar mais naturais e menos frias as impressões. Foram ressaltados, entre outros, dois pontos básicos da técnica: (1) sua extrema adaptabilidade que permite a aplicação sobre qualquer superfície inclusive tridimensional, muito conveniente para certas tendências artísticas (2) e suas especificidades gráficas próprias, ou seja características gráficas que apenas a serigrafia pode proporcionar.

     Da necessidade de artistas como Rauschemberg, Rosenquist, Warhol, Lichtenstein, Vasarely, Amrskiemicz, Albers, Indiana e Stella, houve o desenvolvimento contemporâneo do processo em aplicações artísticas. Novos conceitos foram associados às idéias tradicionais e o estigma “comercial” da serigrafia tornou-se uma questão ultrapassada.

 

 

 
 

Arte Germânica

Arte dos povos germânicos

 

     Arte dos povos germânicos ou arte bárbara refere-se à arte dos povos conhecidos genericamente como bárbaros (mongóis, vândalos, alanos, francos, germânicos e suecos entre outros) que, depois da queda do Império Romano, avançaram definitivamente sobre a Europa. Esses grupos, essencialmente nômades, não demoraram a assimilar a cultura e a religião (Cristianismo) dos povos conquistados, ao mesmo tempo que lhes transmitiam seus próprios traços culturais, o que deu origem a uma arte completamente diferente, que assentaria as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX: o estilo românico. Foi também a partir dessa época que artistas e artesãos se organizaram em oficinas supervisionadas pela Igreja, origem das corporações de ofício que perdurariam por quase mil anos. O fato de não possuírem um habitat fixo influenciou grandemente os costumes e expressões artísticas dos bárbaros. Era notável sua destreza naquelas disciplinas que permitiam a fabricação de objetos facilmente transportáveis, fossem eles de luxo ou utilitários. Assim, não é de admirar que tenham sobressaído na ourivesaria, na fundição e moldagem de metais, tanto para a fabricação de armas quanto de jóias, e nas técnicas de decoração correspondentes, como a tauxia ou damasquinagem, a esmaltação, a entalhadura e a filigrana.

Todos esses povos tiveram uma origem comum na civilização celta, que desde o século V a.C. até a dominação romana se estabeleceu na Europa de norte a sul e de leste a oeste. Em suas crônicas, os romanos os descrevem como temíveis guerreiros e hábeis fundidores de metais. Uma vez dominados, uma boa parte da população foi assimilada pelo império e outra fugiu para o norte. Somente quando o império começou a ruir conseguiram penetrar em suas fronteiras e estabelecer numerosos reinos, dos quais se originaram, em parte, as nacionalidades européias.

A Europa entrou assim num dos períodos históricos mais obscuros, a meio caminho entre a religiosidade, agora em parte aceita, dos primeiros cristãos e a beligerância selvagem dos novos senhores. Mais tarde sofreria também o açoite dos vikings dinamarqueses vindos do norte, em perpétua luta contra os francos e os eslavos ocidentais. Por seu lado, a Igreja ia ganhando posições com a proliferação de mosteiros exatamente onde os mais temíveis exércitos não conseguiam vencer as batalhas: as ilhas britânicas e o leste da Europa.

 

 

 
 

Definição de Trilha Sonora

Por Ana Lucia Santana

 

 

     A música é reconhecida há muito tempo como uma arte peculiar, pois pode incentivar certas atitudes ou despertar algumas emoções particulares nos que a ouvem. Com seu potencial sensibilizador, tornou-se ferramenta essencial na construção da técnica narrativa em todas as tradições culturais, sendo assim conectada intimamente à produção e emissão da simbologia desejada.

     Pode-se afirmar, portanto, que a trilha sonora  consiste na instrumentalização da música e das sonoridades como fatores fundamentais na criação de uma história, seja qual for o veículo que irá transmiti-la – cinema, teatro, televisão, entre outros. É a totalidade das composições musicais apresentadas em uma película cinematográfica, nos programas televisivos, em videogames, etc.     Esta definição abrange a música original, ou seja, aquela elaborada exclusivamente para uma produção artística; ou determinadas criações musicais e trechos de obras que já circulavam antes deste trabalho específico.

     Desde o século XIX as películas cinematográficas são exibidas com o acompanhamento de orquestras ou pianos, principalmente na época do cinema mudo, quando os únicos sons produzidos eram os acordes tocados por um pianista ou pelos instrumentistas de uma orquestra.

     Não há um consenso sobre a melhor forma de se conjugar o cinema e a música. Enquanto determinados pesquisadores acreditam que os sons devem se restringir a sua tarefa utilitária e, portanto, precisam estar sujeitos a critérios que definam seu nível funcional, outros consideram a música cinematográfica como um meio de expressão particular, com qualidades e normas estéticas intrínsecas. A trilha sonora não é, assim, secundária a nenhum outro elemento da produção, direção de arte, roteiro, etc.

     Muitas vezes, por desconhecimento destas peculiaridades; pelos interesses que regem o mercado e impõem um número abusivo de gravações, ou a carência de recursos para produzir uma música de qualidade; ou até mesmo pela ignorância da técnica cinematográfica, gera-se uma trilha sonora artisticamente desprovida de valor. Estas inquietações devem ser igualmente estendidas às músicas que se ligam a outros veículos artísticos, como o teatro e a televisão.

     A trilha sonora mais elaborada é a que torna a narrativa mais densa e rica, harmonizando-se com as outras técnicas cinematográficas e gerando uma experiência emocional original. Ela extrai o melhor de compositores clássicos, das suas criações menos conhecidas, que se transformam em peças célebres ao serem ouvidas em determinadas produções; ou é composta pelos frutos mais significativos dos instrumentistas modernos, que muitas vezes conhecem a fama quando têm seus nomes associados aos mestres do cinema.

     Compor uma trilha sonora exige que os responsáveis por ela meditem com cuidado sobre seu desenvolvimento e manejem ferramentas e recursos teóricos compatíveis com o trabalho que está sendo empreendido. Uma produção bem realizada – ao equilibrar cuidadosamente o som, a imagem e as falas dos personagens - permite que a música imprima o caráter de um filme, a sua face específica, seja qual for o estilo musical empregado nesta obra.

     Algumas canções são inseridas na gravação da trilha sonora de um filme sem necessariamente terem sido produzidas para essa obra em particular, ou sem que mesmo tenham sido tocadas ao longo do filme. Elas são como coadjuvantes em meio às músicas mais importantes, que realmente definem esta produção.

 

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_sonora
http://www.animamusic.com.br/ex_apostila.pdf

 
 

O Pós Modernismo

O pós-modernismo  pode ser definido como as características de natureza sócio-cultural e estética, que marcam o capitalismo da era contemporânea, portanto esta expressão pode designar todas as profundas modificações que se desenrolam nas esferas científica, artística e social, dos anos 50 até os dias atuais.

Este movimento, que também pode ser chamado de pós-industrial ou financeiro, predomina mundialmente desde o fim do Modernismo. Ele é, sem dúvida, caracterizado pela avalanche recente de inovações tecnológicas, pela subversão dos meios de comunicação e da informática, com a crescente influência do universo virtual, e pelo desmedido apelo consumista que seduz o homem pós-moderno.

Não é fácil, porém, definir exatamente o sentido deste termo, seu alcance e, principalmente, os limites temporais, pois os pesquisadores carecem justamente do imprescindível distanciamento histórico para melhor analisá-lo, o que é muito difícil, já que o Pós-Modernismo é um processo ainda em desenvolvimento no contexto histórico em que vivemos.

Alguns pesquisadores, como o francês Jean-François Lyotard, consideram que a Ciência perdeu muito de seu crédito como geradora da verdade absoluta, portanto este processo contemporâneo é qualificado igualmente como o sepulcro de todas as justificativas e assertivas imperativas. Nada mais é certo, tudo é relativo e impreciso. Já o marxista Fredric Jameson crê que este período histórico nada mais é que a terceira etapa do capitalismo.

O Homem pós-moderno habita em um universo imagético, repleto de signos e ícones, privilegiados em detrimento dos objetos; a simulação substitui a realidade, e elege-se o hiper-realismo - também conhecido como foto-realismo, e que pretende transpor para o universo das imagens uma realidade objetiva – como expressão máxima da contemporaneidade e das incertezas humanas.

O hiper-realismo, porém, sendo uma condição ilusória, entra em choque com a existência cotidiana concreta, o que provoca na psique do Homem uma certa perturbação, pois em um determinado momento é difícil estabelecer as fronteiras entre real e ficção. Esta técnica pode, facilmente, driblar a vigilância tanto do emissor da mensagem, quanto de seu receptor, que perdem, assim, o domínio sobre ela. Este é o universo da espetacularização do noticiário, o qual é, muitas vezes, distorcido em benefício do show protagonizado pela mídia.

Tudo é fluido na pós-modernidade, daí o termo preferido pelo polonês Zygmunt Bauman, que tornou popular esta expressão, e prefere traduzi-la como ‘modernidade líquida’, uma vez que nada mais é realmente concreto na era atual. Tempo e espaço são reduzidos a fragmentos; a individualidade predomina sobre o coletivo e o ser humano é guiado pela ética do prazer imediato como objetivo prioritário, denominado hedonismo.

A humanidade é induzida é levar sua liberdade ao extremo, colocada diante de uma opção infinita de probabilidades, desde que sua escolha recaia sempre no circuito perverso do consumismo. Daí a subjetividade também ser incessantemente fracionada. Resta saber por quais caminhos se desdobrará o Pós-Modernismo, se ele também sofrerá uma ruptura inevitável, se será, enfim, substituído por outro movimento sócio-cultural.

 
 

Teatro do oprimido

Teatro do Oprimido (TO) é um método teatral que reúne exercícios, jogos e técnicas teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Os seus principais objetivos são a democratização dos meios de produção teatral, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade através do diálogo (tal como Paulo Freire pensou a educação) e do teatro. Ao mesmo tempo, traz toda uma nova técnica para a preparação do ator que tem grande repercussão mundial.

A sua origem remete ao Brasil das décadas de 60 e 70, mas o termo é citado textualmente pela primeira vez na obra Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Este livro reúne uma série de artigos publicados por Boal entre 1962 e 1973, e pela primeira vez sistematiza o corpo de idéias desse teatrólogo.

No começo dos anos sessenta Boal era diretor do Teatro de Arena de São Paulo. Um dia, durante uma viagem pelo nordeste, estavam apresentando para uma liga camponesa um musical sobre a questão agrária que terminava exortando os sem terras a lutarem e darem o sangue pela terra. Ao final do espetáculo um sem terra convidou o grupo para ir enfrentar os jagunços que tinham desalojado um companheiro deles. O grupo recusou e, neste momento, Boal percebeu que o teatro que realizava dava conselhos que o teatro deveria ser um diálogo e não um monólogo.

Até este momento tudo não passava de uma idéia a ser desenvolvida. Somente em 1971 no Brasil, nasceu a primeira técnica do Teatro do Oprimido: o Teatro Jornal. Continuando a crescer, o TO desenvolveu o Teatro Invisível na Argentina, como atividade política, e o Teatro Imagem, para estabelecer um diálogo entre as Nações Indígenas e os descendentes de espanhóis na Colômbia, na Venezuela, no México... Hoje, essas formas são usadas em todos os tipos de diálogos.

Na Europa, o TO se expandiu e veio à luz o Arco-Íris do Desejo — inicialmente para entender problemas psicológicos, mais tarde para criar personagens em quaisquer peças. De volta ao Brasil, nasceu o Teatro Legislativo, para ajudar a transformar o Desejo da população em Lei — o que chegou a acontecer 13 vezes. Agora, o Teatro Subjuntivo está, pouco a pouco, vindo à luz.

O TO era usado por camponeses e operários; depois, por professores e estudantes; agora, também por artistas, trabalhadores sociais, psicoterapeutas, ONGs. Primeiro, em lugares pequenos e quase clandestinos. Agora, nas ruas, escolas, igrejas, sindicatos, teatros regulares, prisões...

Além da arte cênica propriamente, também existe a finalidade política da conscientização, onde o teatro torna-se o veículo para a organização, debate dos problemas, além de possibilitar, com suas técnicas, a formação de sujeitos sociais que possam fazer-se veículo multiplicador da defesa por direitos e cidadania para a comunidade onde o Teatro do Oprimido está a ser aplicado.

Aplicado no Brasil, em parceria com diversas ONGs, como as católicas Pastoral Carcerária1 e CEBs (Comunidades Eclesiais de Base), ou movimentos sociais, como o MST, as técnicas de Boal ganharam mundo, sendo suas obras traduzidas em mais de 20 idiomas, e ganhando aplicação por parte de populações oprimidas nas mais diversas comunidades, como recentemente entre os palestinos

 
 

Dadaísmo

 Dadaísmo

 

 

      Nasce em Zurique , em 1916 ,  através de um manifesto assinado principalmente por Tristan Tzara .

      Caracterizado pelo desprezo dos valores Humanos , demonstrado pela guerra , é um protesto ironizando e negando os conhecimentos e habilidades da estética tradicional .

      O Dadaísmo é a antiarte , suscitando valores novos , caracterizada pela extravagância , quebra  do convencional , espontaneidade , absurdo estético . É o protesto do homem contra a destruição de sua cultura pela guerra .

 
 

A Dança - Mercado de trabalho

                                                          O Profissional da Dança

     É a sequência de movimentos corporais, executados de maneira rítmica e ao som de música, com a finalidade de narrar uma história ou expressar uma ideia ou emoção. O profissional de Dança monta e dirige espetáculos musicais para teatro, cinema ou TV e também atua como bailarino, fazendo parte de um corpo de baile. O profissional pode trabalhar, ainda, em coreografia, definindo os passos e os movimentos que os bailarinos devem executar no palco. Instituições penais e de saúde costumam contratar esse bacharel para ajudar na recuperação e na reintegração de adolescentes, crianças e portadores de deficiência física e mental. Para atuar como bailarino profissional, é preciso atestado de capacitação profissional fornecido pelos sindicatos da categoria. Para obter o documento, é necessário passar por uma análise de currículo e prova prática. Quem faz licenciatura está habilitado para dar aulas de dança ou expressão corporal na educação básica ou em cursos livres.

     Entre 2002 e 2012, as graduações em Dança saltaram de dez para mais de 30. Entre os motivos estão a expansão dos cursos superiores, a organização da própria classe, o fortalecimento da dança como área de produção de conhecimento e a economia aquecida, que permite que o artista sobreviva com seu trabalho. O Ministério da Cultura estima que 56% das cidades brasileiras possuam grupos de dança. A meta do órgão para os próximos anos é subir esse percentual para 73%.

                      

                                                                Mercado de Trabalho

     As leis de incentivo cultural impulsionam a demanda por bacharéis. “O mercado está em alta, principalmente pela cultura que valoriza o corpo saudável”, diz Angel Vianna, coordenadora do curso na Faculdade Angel Vianna. Além disso, a maioria dos grandes espetáculos musicais que são hoje montados no Brasil exige a formação universitária do candidato a uma vaga. Tanto o bailarino quanto o coreógrafo encontram trabalho em companhias de dança, corpos de baile e grupos de balé para TV e cinema.        Ainda é recente a inclusão do licenciado em concursos públicos para dar aulas em escolas e cursos livres. Porém, essa é uma tendência que deve avançar nos próximos anos. No Rio de Janeiro já há uma lei que obriga todas as escolas que oferecem aulas de dança a contratar professores licenciados. As melhores chances estão nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, pela grande concentração de atividades e culturais. Fora dos grandes centros, o profissional encontra um mercado restrito, mas com chance de expansão. “Faltam espaços públicos e privados para a dança. Hoje, o que se vê é uma situação estável, propensa a crescimento, mas um mercado ainda pequeno. Esta discussão envolve prefeituras, estados e secretarias de educação”, diz Meireane Rodrigues Ribeiro de Carvalho, coordenadora do curso na UEA.

Salário inicial: R$ 1.280,00 para bailarino e R$ 2.630,00 para coreógrafo (fonte: Sinddança SP); R$ 1.567,00 por 40 horas semanais, para professor da educação básica na rede pública (fonte: MEC).

 

                        O que você pode fazer?

 

Bailado

-Criar e executar coreografas, individualmente ou em conjunto.

Coreografia

-Planejar e definir a sequência de movimentos que serão executados pelos bailarinos.

Direção

-Criar e coordenar apresentações de balé. Escolher e dirigir os dançarinos e definir com os assistentes a cenografia, os figurinos e a iluminação do espetáculo.

Ensino

-Com licenciatura, dar aulas de dança em escolas de ensinos fundamental e médio, além dos cursos livres.

Preparação corporal

-Orientar e ensaiar bailarinos e outros artistas para um espetáculo de dança ou teatro. --Coordenar workshops e cursos sobre o tema.

Produção

-Viabilizar a exibição de espetáculos de dança, conseguindo patrocínios, administrando o orçamento e providenciando os locais de ensaio e os materiais necessários para a sua realização.

 

Fonte> Guiadoestudante.abrill.com.br

 

 
 

A Dança - Históia

 

                                           História

     A dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do teatro e da música. No antigo Egito já se realizava as chamadas danças astroteológicas em homenagem a Osíris. Na Grécia, a dança era frequentemente vinculada aos jogos, em especial aos olímpicos. A dança se caracteriza pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia) ou improvisados (dança livre). Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela.

A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculando das particularidades do teatro.

Atualmente, a dança se manifesta nas ruas em eventos como "Dança em Trânsito", sob a forma de vídeo, no chamado "vídeodança", e em qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico.

     A história da dança cênica representa uma mudança de significação dos propósitos artísticos através do tempo.

     Com o Balé Clássico, as narrativas e ambientes ilusórios é que guiavam a cena. Com as transformações sociais da época moderna, começou-se a questionar certos virtuosismos presentes no balé e começaram a aparecer diferentes movimentos de Dança Moderna. É importante notar que nesse momento, o contexto social inferia muito nas realizações artísticas, fazendo com que então a Dança Moderna Americana acabasse por se tornar bem diferente da Dança Moderna Europeia, mesmo que tendo alguns elementos em comum.

     A dança contemporânea como nova manifestação artística, sofrendo influências tanto de todos os movimentos passados, como das novas possibilidades tecnológicas (vídeo, instalações). Foi essa também muito influenciada pelas novas condições sociais - individualismo crescente, urbanização, propagação e importâncias da mídia, fazendo surgir novas propostas de arte, provocando também fusões com outras áreas artísticas como o teatro por exemplo.

                                      

                                                          

 

 
 

Jingle

                                         JINGLE

Um jingle é uma mensagem publicitária musicada e elaborada com um refrão simples e de curta duração, a fim de ser lembrado com facilidade. É uma música feita exclusivamente para um produto ou empresa. É geralmente uma peça de áudio ou vídeo utilizada por emissoras de rádio ou TV para identificação da marca, canal, frequência. Pode ser falada ou cantada.

Um jingle é um slogan memorável que adota em sua letra preferencialmente o viés apolíneo (emoção), rimas para facilitar a memorização e palavras do universo do produto e de seu público. Em relação à música, é feito com uma melodia cativante, que leva em conta o imaginário auditivo da população e o contexto cultural da época. Sua transmissão normalmente ocorre nos rádios e, algumas vezes, em comerciais de televisão. Um jingle eficiente é feito para "prender" na memória das pessoas, por isso é tão comum que as pessoas se lembrem de jingles que não são mais transmitidos há décadas.

O primeiro jingle foi produzido em 1926, nos EUA, para um cereal matinal chamado Wheaties, cujo slogan principal é "Para um café da manhã de campeões". O auge do jingle foi na década de 50, nos EUA, no boom econômico. Era usado em diversos produtos, como cereais matinais, doces, tabaco, bebidas alcoólicas, carros e produtos de higiene pessoal.

A propaganda já existia em algumas emissoras de rádio no Brasil, na forma de merchandising, sem formato e frequência definidos. Em 1932, Ademar Casé, que injustamente ficou rotulado como "o homem que prostituiu o rádio no Brasil", veiculou em seu programa de variedades o primeiro jingle do rádio no Brasil.

Nássara, um dos redatores do programa, compôs o primeiro jingle no Brasil. Albino, um senhor português, dono da Padaria Bragança, foi abordado por Casé para ter seu comércio anunciado. Como Albino não se interessava pelo negócio, Ademar Casé lançou a proposta de anunciar sem compromisso, ou seja, Albino só pagaria se gostasse. Nássara, aproveitando a nacionalidade do cliente, fez três quadrinhas em ritmo de fado, que foi cantado com sotaque português na voz de Luís Barbosa, nascendo assim o jingle da Padaria Bragança:

Oh, padeiro desta rua, tenha sempre na lembrança, não me traga outro pão que não seja o pão Bragança;/

Pão inimigo da fome. Fome inimiga do pão, enquanto os dois não se matam, a gente não fica na mão;/

De noite, quando me deito e faço a oração, peço com todo o respeito que nunca me falte o pão".

Hoje em dia, com o custo crescente das licenças de músicas já existentes, diversas empresas redescobrem o jingle, que é feito especialmente para o produto como uma forma mais barata de produzir seus comerciais, como, por exemplo, músicas para políticos, festas, datas comemorativas, supermercados, lojas ou shopping centers.

No Brasil, existem muitos estúdios que se dedicam a essa atividade. A construção de um jingle tem seu início na venda. Em reunião, a agência de propaganda coleta o máximo de informações a respeito do produto e encaminha um briefing ao responsável pela criação. Uma vez criado, o mesmo retorna ao cliente para apreciação e efetiva aprovação, após a qual dá-se início à produção, com a escolha do arranjador, cantores e instrumentistas. Atualmente, o Brasil destaca-se pela criação de jingles.

O springle surgiu há pouco tempo no meio publicitário. Ele nada mais é do que a junção do spot com o jingle, ou seja, tem partes cantadas e partes faladas.

No Brasil, o jingle é conhecido por vinheta

 

 
 

O Expressionismo

3. Expressionismo

 

      

     Movimento artístico surgido em Munique, a partir de 1910, propondo a arte como a expressão do mundo interior do artista. Seu criador é o grupo “Die Brucke” ( a ponte ).  Explorava a expressividade da imagem vista, distorcendo a figura se necessário.

      Utilizava-se de cores fortes, contornos abruptos, atmosfera densa e carregada, quase irreal.  Trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando sentimentos humanos”. O retrato de um mesmo local ou figura humana poderia variar de acordo com o sentimento existente.

      Os artistas trabalhavam as impressões sensoriais e o público se sentia incomodado, pois o expressionismo acarretou o distanciamento da beleza. Os expressionistas acreditavam que a insistência na harmonia e beleza estava ligado a uma recusa da sinceridade. O movimento é caracterizado pelo trabalho de Edvard Munch, Van Gogh, James Ensor e Oskar Kokoschka dentre outros.

     É importante ressaltar o caráter expressionista do trabalho de Cândido Portinari no Brasil, na fase em que se dedicou à representação dos retirantes nordestinos, assim como o trabalho dos muralistas mexicanos Siqueiros, Orozco e Rivera, que trataram dos problemas sociais de sua terra.

 

 

Bibliografia – Arte de Educar – Paula Belfort Mattos

                 Integrando as Artes – Luz M. Abrahão

                                                  Aurélio T. Gonçalves

                                                  Everaldo Melo      

 
 

o fAUVISMO

4. Fauvismo

 

 

      Este movimento teve início em 1905, em Paris, no salão de Outono, e seu ponto de partida foi à busca da simplicidade nas estruturas da composição.

      A construção de rostos e objetos eram estruturados a partir de poucos e simples elementos.  Os fauvistas eram impacientes com a sutileza, buscando sempre a utilização de cores intensas e harmonias audaciosas.  Usando cores puras, violentas, a pintura “fauve” preconiza a liberdade na interpretação da natureza. O artista cria um mundo de cores novas e originais

     Usavam contornos simples e cores vivas, primárias e saturadas. O espaço era determinado pela cor, uma vez que o uso de luz para estabelecer a profundidade havia sido abolido. Os artistas procuravam retratar as sensações através da estilização das formas.

     O fauvismo pode ser considerado de fundamental importância para a efetivação do Abstracionismo. Os principais artistas que participaram deste movimento foram Henri Matisse e Vlaminck. O nome foi dado pelo crítico Louis Vauxcelles. O Fauvismo tem Gauguin como seu precursor.

 

 

Bibliografia – Arte de Educar – Paula Belfort Mattos

                 Integrando as Artes – Luz M. Abrahão

                                                  Aurélio T. Gonçalves

                                                  Everaldo Melo      

 
 

O Cubismo

O CUBISMO

 

 

     O  Cubismo, o primeiro dos novos movimentos artísticos do século XX, foi um movimento decisivo na história da arte. Era uma nova maneira de representar o tema de uma pintura.

     Ao longo dos tempos, os artistas tentaram solucionar o problema da representação do mundo tridimensional na superfície plana de uma tela ou painel. A partir do século XV, eles vinham obedecendo às regras do desenho em perspectiva, segundo as quais as coisas em primeiro plano são maiores e as coisas distantes, menores. Com isso, dava-se uma ilusão de profundidade aos quadros. Mais tarde, no século XIX, o artista francës Paul  Cézanne experimentou um novo método. Estudou cuidadosamente a paisagem natural, identificando as formas geométricas em casas, árvores ou montanhas, mas vendo-as não necessariamente de um único ponto de vista. Talvez seja isso o que verdadeiramente ocorre na visão comum, na qual os olhos das pessoas nunca permanecem imóveis. Então Cézanne redistribuía essas formas numa composição dos objetos que queria descrever. O olhar do espectador reconhece as formas separadas, mas a paisagem total é agrupada na mente. Esse é um processo que ocorre sempre que olhamos para as coisas, mas constitui uma nova maneira de organizar uma pintura, com o abandono da perspectiva tradicional. Em 1904, realizou-se em Paris  uma grande exposição da obra de Cézanne. Causou um enorme impacto e encorajou os jovens pintores a procurarem novas idéias. Ao mesmo tempo, eram expostas obras de Vicent van Gogh e Paul Gauguin, e a simplicidade e força de seus trabalhos fizeram com que as atenções dos artistas se voltassem para os primórdios da arte. Surgiu um novo interesse pela arte africana e pelas pinturas rupestres. Os artistas, porém, passaram a olhar com admiração a força e a simplicidade de objetos cerimoniais primitivos, buscando neles renovação e inspiração na arte africana.

     O artista que pintou o primeiro quadro cubista, o espanhol Pablo Picasso, foi um dos primeiros a voltar-se para o passado pré-histórico.

     Quando Georges Braque viu pela primeira vez a obra de Picasso, ficou atônito. Braque abandonou a perspectiva e construiu formas com cores. Iluminou cada forma separadamente, em vez de representar uma paisagem onde a luz provém de um só ponto.

     Assim, Braque e  Picasso tinham algo em comum: ambos estavam substituindo a perspectiva tradicional e sua ilusão de três dimensões por um espaço pictórico bem menos profundo. Mostravam figuras e objetos como se estes fossem puxados para a superfície da tela.

     O Cubismo divide-se em fases:

 

FASE TRANSIÇÃO : 1ª       FASE 1907 -  1909  - Picasso e Braque trabalham sobre influência de Cézanne. Toda a ilusão de profundidade foi eliminada e os elementos da cena foram trazidos para diante , empilhados como objetos numa caixa.

 

CUBISMO ANALÍTICO: 2ª fase 1909-1911 - caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinando-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. A superposição das formas coloca o tempo na pintura. Neste momento é criado no cubismo a quarta dimensão, a inclusão do tempo na obra de arte. O tema, torna-se ainda menos importante. Escolhido o tema, conceberam a idéia de vê-lo de todos os lados e, depois, apresentarem  todas essas facetas simultaneamente numa só imagem.

 

CUBISMO SINTÉTICO: 3ª FASE 1911 -1916 - Tornando menos fragmentada a decomposição das formas, o cubismo passa à fase sintética. As formas reunidas formam uma síntese de elementos. A figura é dividida em planos, segmentos e zonas de cor numa escala de tons. O movimento e a simultaneidade perdem seu valor. Vê-se a figura apenas de um ângulo. Entretanto há mais riqueza de cor. Encontramos letras, palavras inteiras, números e ocasionalmente objetos reais introduzidos em pinturas. 

  

 
 

O Pós-Impressionismo

PÓS IMPRESSIONISMO

 

 

     Movimento de transição, onde os artistas considerados pós-impressionistas buscaram inicialmente os mesmos princípios impressionistas, mas que se destacaram por ampliar suas pesquisas de composição e cromáticas, na busca de novas representações. Paul Cézanne defendeu ser possível se evidenciar, na natureza, formas geométricas de cones, esferas e cilindros e suas pesquisas foram de fundamental importância para o desenvolvimento do Cubismo. Paul Gaguin buscou a simplificação das formas e das cores e seus estudos resultaram no Fauvismo. Vicent Van Gogh usou a arte para expressar seu estado emocional, abrindo espaço para o desenvolvimento do Expressionismo.

 
 

ARTE ROMÂNICA

A  arte Românica

 

Estilo predominante do século XI ao fim do século XII, tem na Ordem de São Bento o seu maior centro de unificação. Sua área de influência foi a Itália, Espanha, Alemanha.

 

 

Arquitetura:

 

- abóboda em substituição ao telhado das basílicas;

- aberturas raras e estreitas terminan em arco pleno e ornada por colunelos;

- torres que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada; às vezes, são separadas do corpo da igreja.

 

Pintura:

 

- caracterizada por técnica pobre, figuras com articulações quebradas, uniformes, corpos longos e curvos para a frente.

 

Escultura:

 

- Imitação de formas rudes, figuras curtas ou alongadas, ausência de movimentos naturais.

 
 

ARTE BIZANTINA

Arte – Prof.Rosenberg           7º ANO – Texto 1

 

 

 

A Arte e a Idade Média

 

             

Na idade Média, a arte tem suas raízes na época conhecida como paleocristã. Trazendo profundas modificações no comportamento humano, o Cristianismo promoveu profundas modificações na arte, que se voltou para a valorização do espírito.

 

A arte Bizantina

 

 

     Constantino fundou  em Bizâncio a Roma Nova e denominou-a Constantinopla, que foi marcada por grande riqueza, propiciada pelo comércio externo e interno nesta região. A arte bizantina esteve ligada à composição de superfícies de mosaicos.

     Quanto menores os cubos utilizados, desenhos mais variados eram permitidos. O Cesaropapismo foi a forma de governo adotada pelo império bizantino e ficou evidenciada nas manifestações artísticas que mostravam uma arte inteiramente centralizada na corte, expressando a autoridade absoluta, uma grandeza sobre humana e uma inacessibilidade mística.

     Na arte bizantina, Cristo foi representado como rei e Maria como rainha. Antes da Igreja cristã ser aceita pelo grande império, os ritos pelos mártires eram discretos. Com o triunfo da igreja houve uma transformação evidente, cada espaço religioso passou a representar o orgulho que tinha por seus mártires. Por dez séculos, os mosaicos foram a base da decoração das igrejas orientais. Estas figuras tornaram-se objeto de devoção e ícone.

 

 

 

 

Arquitetura - Caracterizada por:

- Arcadas sobre colunas e cúpulas sobre pendentes;

- decoração florística e faunística;

 

Tem na arquitetura o seu ponto alto, tendo sido notáveis os templos:

 

- Igreja do Santo Sepulcro, na Palestina, mandada construir por Santa Helena, mãe do imperador Constantino;

- basílica dos Mártires, no rochedo do Gólgota;

- Igrejas de Santa Irene e dos Santos Apóstolos;

- Igreja de São Marcos, em Veneza.

 

 

 

 

 

Pintura:

 

- gesto paralelo das figuras;

- figuras chatas, em duas dimensões, pescoço longo, braços, pés e cabeça      pequenos, magreza;

- altura excessiva;

- preferência pela atitude e não pela ação, no gesto do corpo;

- figuras angélicas, proféticas, apostólicas;

- ausência de paisagem, fundo escuro, predomínio das figuras agrupadas, em procissão;

- predomínio do mosaico, a arte de maior teor bizantino.

 

Escultura:

 

- Influenciada pela tradição helênica e pelo Cristianismo, a escultura bizantina revela o gosto e o prestígio do efeito monumental.

 
 

O QUE É CULTURA?

O que é Cultura:

Cultura significa cultivar, e vem do latim colere. Genericamente a cultura é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo homem não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade como membro dela que é.

Cada país tem a sua própria cultura, que é influenciada por vários fatores. A cultura brasileira é marcada pela boa disposição e alegria, e isso se reflete também na música, no caso do samba, que também faz parte da cultura brasileira. No caso da cultura portuguesa, o fado é o patrimônio musical mais famoso, que reflete uma característica do povo português: o saudosismo.

Cultura na língua latina, entre os romanos tinha o sentido de agricultura, que se referia ao cultivo da terra para a produção, e ainda hoje é conservado desta forma quando é referida a cultura da soja, a cultura do arroz etc.

Cultura também é definida em ciências sociais como um conjunto de idéias, comportamentos, símbolos e práticas sociais, aprendidos de geração em geração através da vida em sociedade. Seria a herança social da humanidade ou ainda de forma específica, uma determinada variante da herança social. Já em biologia a cultura é uma criação especial de organismos para fins determinados.

A principal característica da cultura é o mecanismo adaptativo que é a capacidade, que os indivíduos têm de responder ao meio de acordo com mudança de hábitos, mais até que possivelmente uma evolução biológica. A cultura é também um mecanismo cumulativo porque as modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, aonde vai se transformando perdendo e incorporando outros aspetos procurando assim melhorar a vivência das novas gerações.

O conceito de cultura organizacional remete para o conjunto de normas, padrões e condições que definem a forma de atuação de uma organização ou empresa.

A cultura é um conceito que está sempre em desenvolvimento, pois com o passar do tempo ela é influenciada por novas maneiras de pensar inerentes ao desenvolvimento do ser humano.

Cultura na Filosofia

De acordo com a filosofia a cultura é o conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza ou o comportamento natural. É uma atitude de interpretação pessoal e coerente da realidade, destinada a posições suscetíveis de valor íntimo, argumentação e aperfeiçoamento. Além dessa condição pessoal, cultura envolve sempre uma exigência global e uma justificação satisfatória, sobretudo para o próprio. Podemos dizer que há cultura quando essa interpretação pessoal e global se liga a um esforço de informação no sentido de aprofundar a posição adotada de modo a poder intervir em debates. Essa dimensão pessoal da cultura, como síntese ou atitude interior, é indispensável.

Cultura na Antropologia

Cultura na antropologia é compreendida como a totalidade dos padrões aprendidos e desenvolvidos pelo ser humano. A cultura como antropologia tem como objetivo representar o saber experiente de uma comunidade, saber obtido graças à sua organização espacial, na ocupação do seu tempo, na manutenção e defesa das suas formas de relação humana. Estas manifestações constituem aquilo que é denominado como a sua alma cultural, os ideais estéticos e diferentes formas de apresentação.

Cultura Popular

A cultura popular é algo criado por um determinado povo, sendo que esse povo tem parte ativa nessa criação. Pode ser literatura, música, arte etc. A cultura popular é influenciada pelas crenças do povo em questão e é formada graças ao contato entre indivíduos de certas regiões

 
 

O QUE É SOCIEDADE?

O que é Sociedade:

Sociedade é um conjunto de seres que convivem de forma organizada. A palavra vem do Latim societas, que significa "associação amistosa com outros".

As sociedades humanas são objeto de estudo da Sociologia e da Antropologia, enquanto as sociedades animais são estudadas pela Sociobiologia e pela Etologia.

O conceito de sociedade pressupõe uma convivência e atividade conjunta do homem, ordenada ou organizada conscientemente. Constitui o objeto geral do estudo das antigas ciências do estado, chamadas hoje de ciências sociais. O conceito de sociedade se contrapõe ao de comunidade ao considerar as relações sociais como vínculos de interesses conscientes e estabelecidos, enquanto as relações comunitárias se consideram como articulações orgânicas de formação natural.

Uma sociedade humana é um coletivo de cidadãos de um país, sujeitos à mesma autoridade política, às mesmas leis e normas de conduta, organizados socialmente e governados por entidades que zelam pelo bem-estar desse grupo.

Os membros de uma sociedade podem ser de diferentes grupos étnicos. Também podem pertencer a diferentes níveis ou classes sociais. O que caracteriza a sociedade é a partilha de interesses entre os membros e a preocupação mútua direcionadas a um objetivo comum.

O termo sociedade também pode se referir a um sistema institucional formado por sócios que participam no capital de uma empresa, por exemplo, sociedade anônima, sociedade civil, sociedade por cotas, etc. Nesta vertente de negócios, uma sociedade é um contrato pelo qual duas ou mais pessoas se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício em comum de certa atividade econômica, a fim de repartirem os lucros resultantes dessa atividade.

Um grupo de pessoas com interesses comuns, que se organizam em torno de uma atividade, obedecendo a determinadas normas e regulamentos, também se denomina sociedade, por exemplo: sociedade de física, sociedade de comerciantes, etc.

 

 
 

O IMPRESSIONISMO

O Impressionismo

 

      Refletindo um estilo que inicia as pesquisas modernas , aliadas aos valores plásticos da arte , o Impressionismo reflete também a transitoriedade e as mudanças que ocorrem no mundo físico na criação artística .

      O Impressionismo propõe-se a :

 

-  captar , pela observação , as constantes modificações que a luz solar produz na natureza ;

-  aplicar nas artes as teorias de Chevreul e Helmholtz , no campo da ótica ;

-  registrar os instantâneos , os movimentos fugazes  , as variações da luz que produzem a variabilidade da cor na natureza.

 

      Para tanto , o artista deixa o ateliê e pinta ao ar livre .

      Como precursores do movimento podemos citar os ingleses Constable e Turner , que pintaram paisagens de Londres sob o efeito do nevoeiro .

      Sob a influência deles , Monet e Manet iniciam o movimento .

      O nome vem do crítico Louis Leroy quando contemplava um quadro de Monet  -  Impressão do sol nascente   -  numa exposição em que figuravam , além de Monet , Renoir , Cézanne , Pissarro e outros .

      Louis Leroy ridicularizava , na ocasião , a tela  , dizendo que ela se contentava em dar apenas  “ Impressão “  de uma realidade .

               

      O Impressionismo apresenta  as seguintes características :

 

-  diluição de contornos pelo efeito da luz difusa sobre o objetivo ou paisagem

-  distinção da forma espacial pela cor ou mancha de luz projetada sobre o objeto :  por isso, ausência de efeito linear .

-  não há cor local e imutável : as mutações da luz  mudam as cores de um determinado objeto  e as aparências cromáticas são determinadas pela             incidência de luz projetada ;

-  pintura de efeitos luminosos da natureza ;

-  transformação das figuras em massas coloridas ( o que realmente interessa são as modificações que a luz vai produzir nelas );

-  menos profundidade no espaço e leve cor transparente .

 

     O impressionismo foi fundamentado na decomposição óptica das cores, ou seja, tinha um caráter científico. O objetivo era transmitir a impressão do que se vê e, para isto, a sensação tornou-se o ponto de partida. O estilo encontrou em cada artista uma interpretação diferente, sendo que o único ideal, que os unia, era o de captar a imagem vista como se fosse um instantâneo. O movimento teve como marco inicial o ano de 1874.

     Os artistas acabaram com as regras de composição do ateliê e buscaram a elaboração de uma pintura que representava a impressão visual momentânea e flagrante. Captaram as impressões de luz, cor e forma, diluindo os contornos e abolindo os tons sombrios. Aplicaram o conceito da mistura óptica das cores, desenvolveram o gosto pelos tons claros e a aversão pelo preto, trabalharam com contrastes de cores e acabaram com o delineamento das formas, deixando as marcas do pincel expressas na tela.

     O impressionismo nos chamou a atenção para o fato que, ao observarmos uma imagem ao ar livre, não vemos elementos individuais e sim uma brilhante mistura de matizes que se combinam em nossa mente. Para captar a imagem passageira, os pintores tinham que trabalhar em pinceladas rápidas, o que muitas vezes tornava a imagem de difícil visualização. Levou tempo para o público perceber que só ao olhar de longe é que se pode entender um quadro impressionista.

     A natureza foi para os impressionistas o meio de percepção de uma nova realidade, onde passaram a evidenciar o caráter eminentemente visual da pintura, a análise e decomposição das cores através da presença da luz e a concepção dinâmica do universo. Devido à observação da natureza, os impressionistas perceberam que as sombras são luminosas, que a linha é uma abstração humana e que a forma é dada pela cor.

     Um dos elementos que facilitou o desenvolvimento e a aceitação do impressionismo foi a fotografia, que ajudou a descobrir o encanto da cena fortuita e do ângulo inesperado, impulsionando os artistas para novas explorações. Outro elemento foi a aprendizagem de uma nova forma de visualizar o mundo, evidenciada através da cromotipia japonesa que chegava aos franceses nas embalagens de caixas de chá.

     Na arte oriental, temas simples do cotidiano sempre foram objetos de representação. O oriental sempre viu nas coisas simples a essência da vida, enquanto o homem do ocidente manteve sua predileção por temas nobres, heróicos ou históricos. A partir do impressionismo, esta visão se alterou e o artista aprendeu com o oriental a observar a vida a partir de outros prismas.

 

 
 

O Barroco

O  BARROCO                                                                    

      O Barroco foi um tipo de manifestação artística entre os séculos XVI e XVIII. No Brasil, podemos encontrar arte barroca até meados do século XIX. Foi um período marcado pela luta entre a igreja católica e a protestante.

      Os jesuítas são os principais divulgadores do Barroco , espalhando seus templos por todo o mundo , na luta contra a Reforma.

      A igreja católica procurava envolver o povo pela emoção, realizando uma propaganda religiosa através da arte. Exploravam a dramaticidade através do aspecto teatral das obras e do gosto pelas cenas de martírio. Trabalharam o sensualismo, usando o mundo das aparências através da textura da seda, do cetim e do veludo.

     Já a igreja protestante assumiu uma postura mais racional, com interesse político, onde a arte foi caracterizada por retratos da realidade e por temas corriqueiros do cotidiano.      

     O nome barroco se deve à crítica neoclassicista para depreciar a arte que lhe antecedeu , arte livre e exuberante .

      Um dos principais aspectos da estética barroca é o sentido religioso , o misticismo , a exuberância de um caráter ascensional . A presença de Deus se agiganta , sufocando o próprio homem.

      Caracterizou-se pelo movimento sinuoso e retorcido das formas, pela exuberância de detalhes e ornamentos sem função prática. Muita ostentação, abuso das linhas curvas e sinuosas, sendo que a elipse e o ¨s¨foram as principais formas utilizadas neste período.    

      É uma época de conflitos espirituais , filosóficos e morais . O homem se coloca em constante dualismo : paganismo  X   cristianismo e espírito   X  matéria . A arte levava o espectador a um extremo de emoção. O emocional  sobrepõe o  racional ; a busca de efeitos decorativos e visuais , através de curvas , contracurvas , colunas retorcidas , movimentação de formas , abundância de elementos decorativos , contrastes ; formas livres , fuga do geométrico , predomínio do vertical ; entrelaçamento da arquitetura e da escultura  ; violentos contrastes de luz e sombra , figura vindo para a frente , contrastando com o fundo escuro ; pintura de tetos com efeito ilusionistas , dando-nos às vezes a impressão de ver o céu , tal a aparência de profundidade conseguida .

       A pintura dava ênfase sobre a luz e a cor, desprezando o equilíbrio simples. Em todo o barroco houve preferência por composições complicadas e uso de formas sinuosas, marcadas por pinceladas impulsivas e pastosas. O tom castanho predominou e era acentuado pelo contraste claro-escuro e pelo antagonismo da luz e sombra. Dentre os pintores destacaram-se Caravaggio, Rubens, Velásquez, Van Dyck, Frans Hals, Verneer e Rembrandt.

      A arquitetura era caracterizada por elementos supérfluos e por sua repetição. As formas das construções clássicas foram usadas e combinadas entre si. Romperam com o movimento ritmado do Renascimento, introduzindo volutas e cimalhas curvas em suas fachadas o que impunha à arquitetura a idéia de movimentação e dinamismo. Os arquitetos que se destacaram foram Bernini e Barromini.

A escultura procurou ser sensual, apelativa e emocial, mostrando um profundo conhecimento do corpo humano. Representou figuras dotadas de movimento, gestos violentos e contorcidos e roupagens revoluteadas, aumentando o efeito de excitação e movimento. Nesta área devemos destacar as produções do também arquiteto Bernini.

     O Barroco teve grandes manifestações plásticas no Brasil e o principal nome a ser destacado é o de Antônio Francisco Lisboa  ( o Aleijadinho ), por suas produções escultóricas, arquitetônicas e decorativas, onde trabalhou a forma barroca com grande qualidade expressiva.

     Na França  , o Barroco tem como obra mais importante , na arquitetura , o palácio de Versailles , obra de Luís de Vau e Júlio Monsart .

     Na península Ibérica , o Barroco adquire prestígio ,  principalmente na Espanha . Na escultura destacam-se Alonso Cano , Martinez Montañes e Gregório Hernández . Na pintura , José     Ribera, considerado “o Caravaggio espanhol “, Murilo e Velásquez, um dos maiores gênios da pintura universal .

     Nos países baixos , destacam-se os pintores holandeses Franz Hals e Rembrandt e os Belgas Van Dick e Rubens .

 

 

Considerações:

 

-  Gian Lorenzo Bernini ( 1590-1680) , arquiteto , urbanista , decorador e escultor . Sua principal obra é a praça de São Pedro  , no Vaticano ,com a famosa colunata .

-  Tintoretto, precursor do novo estilo .

-  Caravaggio ( 1573-1610) , grande decorador e pintor barroco  , famoso pelo realismo  e inspiração popular de seus personagens .                       

-  Andrea de Pozzo ( 1642-1709) , decorador de tetos , famoso pela técnica ilusionista , e autor do painel da “Chiesa Gesu” , em Roma , principal templo jesuíta .

 

                          Rosenberg e Nea

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ARTE INDÍGENA BRASILEIRA - II

                                                                                                                                                                 A ALDEIA CABE NO COCAR

     A disposição e as cores das penas do cocar não são aleatórias. Além de bonito, ele indica a posição de chefe dentro do grupo e simboliza a própria ordenação da vida em uma aldeia Kayapó. Em forma de arco, uma grande roda a girar entre o presente e o passado. "É uma lógica de manutenção e não de progresso", explica Luis Donisete Grupioni. A aldeia também é disposta assim. Lá, cada um tem seu lugar e sua função determinados. 

TRANÇADOS E CERÂMICA

A variedade de plantas que são apropriadas ao trançado no Brasil dá ao índio uma inesgotável fonte de matéria prima. É trançando que o índio constrói a sua casa e uma grande variedade de utensílios, como cestos para uso doméstico, para transporte de alimentos e objetos trançados para ajudar no preparo de alimentos (peneiras), armadilhas para caça e pesca, abanos para aliviar o calor e avivar o fogo, objetos de adorno pessoal (cocares, tangas, pulseiras), redes para pescar e dormir, instrumentos musicais para uso em rituais religiosos, etc. Tudo isso sem perder a beleza e feito com muita perfeição.
A cerâmica destacou-se principalmente pela sua utilidade, buscando a sua forma, nas cores e na decoração exterior, o seu ponto alto ocorreu na ilha de Marajó.

 

 

 
 

ARTE INDÍGENA BRASILEIRA - I

Arte indígena no Brasil

     Do período entre 5000 a.C. e 1100, há vestígios de culturas amazônicas com alto grau de sofisticação na fabricação e decoração de artefatos de cerâmica, como as da ilha de Marajó e da bacia do rio Tapajós, onde se registra a presença de complexos vasos antropomorfos e zoomorfos, com suportes e apliques ornamentais. Ainda no contexto amazônico, são dignos de nota as estatuetas de terracota, sobretudo com representações femininas e de animais, e os objetos de pedra, como os pingentes representando batráquios (muiraquitãs)

     São igualmente importantes as cerâmicas encontradas na costa maranhense (tradição Mina, c. 3200 a.C.) e no litoral baiano (tradição Periperi, c. 880 a.C.), com difusão ampla e diversificada, atingindo certas áreas meridionais já em plena era cristã. Mais simples em sua composição do que as cerâmicas amazônicas, essas peças sobressaem pela diversidade de técnicas decorativas, que vão da pintura, incisão e excisão até o escovamento, corrugação, ungulação, etc.

     De forma genérica, a arte plumária indígena e a pintura corporal atingem grande complexidade em termos de cor e desenho, utilizando penas e pigmentos vegetais como matéria-prima. Por fim, destaca-se a confecção de adornos peitorais, labiais e auriculares, encontrados em diversas culturas diferentes espalhadas por todo o território brasileiro.

     Os olhos e as mentes intelectuais da humanidade começaram no séc. XX a reconhecer os povos nativos como culturas diferentes das civilizações oficiais e vislumbraram contribuições sociais e ambientais deixadas pelos guerreiros que tiveram o sonho como professores. Mas a maior contribuição que os povos da floresta podem deixar ao homem branco é a prática de ser uno com a natureza interna de si. A Tradição do Sol, da Lua e da Grande Mãe ensinam que tudo se desdobra de uma fonte única, formando uma trama sagrada de relações e inter-relações, de modo que tudo se conecta a tudo. O pulsar de uma estrela na noite é o mesmo que do coração. Homens, árvores, serras, rios e mares são um corpo, com ações interdependentes. Esse conceito só pode ser compreendido através do coração, ou seja, da natureza interna de cada um. Quando o humano das cidades petrificadas largarem as armas do intelecto, essa contribuição será compreendida. Nesse momento entraremos no Ciclo da Unicidade, e a Terra sem Males se manifestará no reino humano. 
      O que é índio? Um índio não chama nem a si mesmo de índio esse nome veio trazido pelos colonizadores no séc. XVI. O índio mais antigo desta terra hoje chamada Brasil se autodenomina Tupy, que significa "Tu" (som) e "py" (pé), ou seja, o som-de-pé, de modo que o índio é uma qualidade de espírito posta em uma harmonia de forma.

 

     Qual a origem dos índios? Conforme o mito Tupy-Guarani, o Criador, cujo coração é o Sol, /tataravô desse Sol que vemos, soprou seu cachimbo sagrado e da fumaça desse cachimbo se fez a Mãe Terra. Chamou sete anciães e disse: ‘Gostaria que criassem ali uma humanidade’. Os anciães navegaram em uma canoa que era como cobra de fogo pelo céu; e a cobra-canoa levou-os até a Terra. Logo eles criaram o primeiro ser humano e disseram: ‘Você é o guardião da roça’. Estava criado o homem. O primeiro homem desceu do céu através do arco-íris em que os anciães se transformaram. Seu nome era Nanderuvuçu, o nosso Pai Antepassado, o que viria a ser o Sol. E logo os anciães fizeram surgir da Águas do Grande Rio Nanderykei-cy, a nossa Mãe Antepassada. Depois eles geraram a humanidade, um se transformou no Sol, e a outra, na Lua. São nossos tataravós 

     

                                                                                                                                                                                                      ARQUITETURA

     Taba ou Aldeia é a reunião de 4 a 10 ocas, em cada oca vivem várias famílias (ascendentes e descendentes), geralmente entre 300 a 400 pessoas. O lugar ideal para erguer a taba deve ser bem ventilado, dominando visualmente a vizinhança, próxima de rios e da mata. A terra, própria para o cultivo da mandioca e do milho. 
     No centro da aldeia fica a ocara, a praça. Ali se reunem os conselheiros, as mulheres preparam as bebidas rituais, têm lugar as grandes festas. Dessa praça partem trilhas chamadas  pucu que levam a roça, ao campo e ao bosque.
Destinada a durar no máximo 5 anos a oca é erguida com varas, fechada e coberta com palhas ou folhas. Não recebe reparos e quando inabitável os ocupantes a abandonam. Não possuem janelas, têm uma abertura em cada extremidade e em seu interior não tem nenhuma parede ou divisão aparente. Vivem de modo harmonioso.

                                                                                                                                                                             PINTURA CORPORAL E ARTE PLUMÁRIA

     Pintam o corpo para enfeitá-lo e também para defende-lo contra o sol, os insetos e os espíritos maus. E para revelar de quem se trata, como está se sentindo e o que pretende. As cores e os desenhos ‘falam’, dão recados. Boa tinta, boa pintura, bom desenho garantem boa sorte na caça, na guerra, na pesca, na viagem. Cada tribo e cada família desenvolvem padrões de pintura fiéis ao seu modo de ser. Nos dias comuns a pintura pode ser bastante simples, porém nas festas, nos combates, mostra-se requintada, cobrindo também a testa, as faces e o nariz. A pintura corporal é função feminina, a mulher pinta os corpos dos filhos e do marido.
     Assim como a pintura corporal a arte plumária serve para enfeites: mantos, máscaras, cocares, e  passam aos seus portadores elegância e magestade. 

                                                                                                                           


 

 
 

O REALISMO

O REALISMO

 

           O movimento que dominou  a segunda metade do século XlX ,o Realismo coincide com o cientificismo , valorizando o objetivo , o sóbrio, o minucioso , expressão da realidade e dos aspectos descritivos .

      Na arquitetura , os artistas se beneficiam do extraordinário avanço da técnica , e de materiais até então inexplorados , como o vidro  ,o ferro , o concreto armado .

      Na Inglaterra se faz a primeira ponte de estrutura metálica , a ponte de ferro sobre o rio Severn, construída pelo inglês Wilkinsom, em 1755.

      Em 1843, o francês Labrouste faz com ferro e aço a cobertura do salão da Biblioteca Santa Genoveva , em Paris .

      Em 1851, em Londres , o Inglês Paxton faz o monumental “ Palácio de cristal “, em ferro e vidro .

      Em 1889, Gustavo Eiffel levanta , em Paris , a famosa torre , hoje logotipo da “ cidade Luz”.

      Em Chicago é construído o primeiro arranha - céu , pelo engenheiro Jenney , o “Home Insurance Building”.

      Na escultura , o francês Rodin é o principal nome . Sua estátua de São João Batista demonstra o realismo e ao técnica que levam o autor a ser considerado o iniciador da escultura moderna .

      Na pintura, a “Escola de Bartizon “marca a passagem do Romantismo para o Realismo . Nela encontramos também os percursores do impressionismo e da arte moderna .

      Pregava a valorização das possibilidades artísticas de representar a realidade. Neste movimento, os artistas optaram por representar as imagens do cotidiano de um modo real, aproveitando as sensações da luz e da cor. Os temas utilizados foram os populares, ligados à realidade visível e ao presente. Dentre os pintores realistas destacaram-se Corot, Courbet, Millet e Daumier.

      Os arquitetos do período encaravam os novos materiais surgidos com a industrialização, como possibilidades de inovações na estrutura dos edifícios, mas eram incapazes de dar-lhes formas coerentes, o que resulta em composições de características ecléticas.  

       O século XIX foi marcado por descobrimentos técnicos e a industrialização exerceu influência em todos os campos. A arte se adaptou aos métodos de observação objetiva da ciência e tinha a ambição de resolver o problema social decorrente dos progressos mecânicos.

 
 

ARTE CONTEMPORÂNEA - PARTE II

Arte Contemporânea – Parte II

Hard-edge

 

     Hard-edge painting é um estilo de pintura em que há transições abruptas de cor entre as áreas coloridas, as quais geralmente são de uma única cor. É um estilo relacionado a OP art. Hard-edge painting ( pintura com contorno marcado ) surgiu em Nova York, adotando o rigor do controle da técnica em função da liberdade sugerida pelo Expresionismo Abstrato. A pintura Hard Edge usa formas simples e contornos rígidos. Os quadros são precisos e frios, como se feitos à máquina. Foi neste estilo de arte que os artistas passaram a usar telas em que seus formatos de triângulos, círculos e outras formas irregulares passaram a  tornar-se parte da composição. O termo foi inventado pelo escritor Jules Langsner em 1959 para descrever o trabalho dos pintores da Califórnia, que , em sua reação às formas ou pinturas gestual do expressionismo abstrato, aprovou uma aplicação de pintura impessoal e conscientemente áreas delimitadas de cor com particular nitidez e clareza.

      Por volta de 1948, o Expressionismo Abstrato entrou em cena com força total. Emocional, impulsivo, trazida nas pinceladas a assinatura do pintor. Os pintores hard edge ( margem dura ) limparam a arte, eliminando o ato dos pintores de ação. O hard edge abstraiu o Expressionismo do Expressionismo Abstrato. Em vez de abstração espontânea, subjetiva, a nova tendência oferecia uma abstração calculada, impessoal. Frank Stella o resume da melhor maneira:”O que você vê é o que você vê.” Principais representantes: Josef Albers, Kenneth Noland, Ellsworth Kelly e Frank Stella.

 

Minimalismo

 

    Para o artista moderno, a conclusão inevitável da necessidade de reduzir a arte ao básico foi o Minimalismo. Seus fundadores foram escultores americanos, como Donald Judd, que definiu o Minimalismo como “se livrar daquilo que as pessoas costumavam achar essencial à arte”. Os minimalistas, tal como os pintores hard edge, erradicaram a marca pessoal, toda emoção, toda imagem e mensagem. Para obter um efeito tão “puro” e anônimo, usavam materiais pré-fabricados em formas geométricas simples, como caixas de metal e tijolos.

     O Minimalismo foi uma reação contra a presunção do Expressionismo Abstrato e a vulgaridade do pop. Tendo eliminado a personalização e o consumismo, o legado dos minimalistas foram formas mecânicas frias para o espectador fazer delas o que os artistas fariam. Prateleiras de metal numa parede ou vidraças no chão da galeria e uma prancha encostada na parede são arte minimalista. Principais artistas: Donald Judd, Carlandre, Dan Flavin, Sol Le Witt, Robert Morris, Richard Serra.

Arte Comentada da Pré-História ao Pós-Moderno - Carol Strickland - Ediouro

 
 

ARTE CONTEMPORÂNEA - PARTE I

Arte Contemporânea - Parte I

     O problema de avaliar a arte contemporânea é que ela ainda está viva e em crescimento. A história irá dizer quem viverá na memória e quem desaparecerá. O que é claro, entretanto, é que desde 1960 os movimentos vêm e vão  num piscar de olhos. O fio condutor comum a todos é a oposição ao Expressionismo Abstrato. É como se a sombra projetada por Jackson Pollock se estendesse tão longe que os ramos futuros tivessem que se esgueirar por baixo da árvore até encontrarem seu próprio lugar ao sol. Os pintores hard edge e os escultores minimalistas, criando formas semelhantes a máquinas, aniquilaram o culto à personalidade da pintura de ação.  Os artistas pop abraçaram as imagens comerciais, os conceitualistas reduziram a idéia de arte feita à mão ao nível zero, deixando a arte existir mais na mente do que na tela. Todos esses movimentos se centralizaram em Nova York, onde era possível pensar que a pintura estava morta e acabada.

     Mas por volta de 1980, a Europa voltou à cena. Pintores alemães e italianos, conhecidos como neo-expressionistas, devolveram a figura à pintura e imagens reconhecíveis à corrente artística principal, infundindo em suas telas intensas, emocionais, preocupações autobiográficas e sociais. Na arte pós-moderna da geração seguinte, tudo era avidez. Todas as formas, os materiais e os conteúdos possíveis foram expandidos a tal ponto que nada parecia além dos limites, e os artistas se viam diante do desafio da verdadeira originalidade e não da simples novidade. À medida que o século XX caminha para seu término, a arte se torna mais internacional, sem uma área geográfica dominante, e mais diversificada que nunca. Depois de um século de experimentação, o legado é a liberdade total.

 

Arte Comentada da Pré-História ao Pós-Moderno - Carol Strickland - Ediouro

 

 
 

O ROMANTISMO

O ROMANTISMO

 

      O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico, de grande importância pelas mudanças que provocou no campo da criação. Pela primeira vez até então o artista não procurou representar os padrões de beleza consagrados, mas procurou antes de tudo exprimir os seus sentimentos. Buscou a liberdade individual. O romântico fugiu do contato com a realidade, deixando a visão subjetiva prevalecer. Considerou desumano o processo industrial, a preocupação com o lucro, a busca do máximo aproveitamento do tempo de trabalho e o acúmulo de capital. Para expressar sua desilusão se concentrou em temas de amores infelizes , cenas de loucuras, traições e tumultos passionais. Em outras ocasiões, na fuga da realidade, o artista optou por se concentrar nas representações da natureza, como sendo a salvação para o homem do período industrial, ou ainda por um apego a momentos passados, envocando o saudosismo de um momento não vivenciado. Este apego ao passado foi evidenciado nas soluções arquitetônicas do período, onde o período gótico foi visto como uma solução racional. Apareceu então o neogótico. As regras fixas e definidas deixaram de ser usadas, tanto na pintura como na escultura, mas foi na pintura que o movimento mostrou os seus grandes mestres: os franceses Gericault e Delacroix e os ingleses Constable e Turner e o espanhol Francisco de Goya.

      Como resumo podemos definir o movimento apresentando  características  variadas : um acentuado subjetivismo , imaginação criadora , inspiração , volta ao passado ,valorização das coisas da terra ,  dos heróis, dos feitos , senso de mistério , valorização do sobrenatural . O Romantismo explode no primeiro quartel do século XlX .

      O artista romântico cultua  a natureza , pois ela representa um motivo constante para as suas evasões , para suas meditações , um lugar de refrigério para a imaginação .

      Na pintura , a liberdade de composição se revela na exuberância da cor , nos contrastes de luz e sombra , num retorno ao Barroco , nas pinceladas livres , irregulares .

      Na arquitetura , revaloriza-se o gótico , o estilo considerado genuinamente europeu .

      Na escultura , o dinamismo e o domínio da massa caracterizam o movimento , como se vê no francês Rude, autor de A  Marcelhesa   -  Grupo em alto - relevo no arco do Triunfo de Paris .

      No folclore , o Romantismo descobre o rico e imenso  tesouro com que firma o nacionalismo .

 
 

Arte Pré-Colombiana

Arte pré-colombiana

Definição
Consideram-se arte pré-colombiana as manifestações artísticas dos povos nativos da América espanhola antes da chegada de Cristóvão Colombo, em 1492. Tudo o que resta das grandes civilizações do período anterior à colonização do continente americano pelos europeus é sua "arte". Neste caso "arte" compreende objetos com funções definidas, em geral mágica ou religiosa, e também artigos simplesmente belos, criados para decoração. Fazem parte do universo artístico dessas civilizações tanto os templos e casas quanto as esculturas, relevos, pinturas, utensílios domésticos, objetos ornamentais, amuletos e tecidos. De autoria desconhecida, as obras são realizadas por artífices, cuja tarefa é transpor para os materiais (pedra, barro, metal etc.) padrões de representação predeterminados pelas crenças ou ciências de cada povo. Entre os estudiosos, a identificação, a interpretação e a comparação dos sistemas de representação dos povos ameríndios servem para classificá-los e decifrar um pouco de sua cultura como um todo.

Descobertas arqueológicas indicam que o homem está presente na América há pelo menos 20 mil anos. Contudo, são três as principais civilizações ameríndias conhecidas. A mais antiga, maia, surge na península de Yucatán, na América Central, por volta de 2.600 a.C., e ocupa a região mesoamericana. Quando os espanhóis iniciam a colonização da América, esse povo já se encontra em declínio. Bem mais recente, o império asteca inicia-se em 1376 e vai até 1521, quando Tenochtitlán, a capital do império, é conquistada e destruída pelos espanhóis, que sobre ela edificam a atual Cidade do México. A terceira maior civilização pré-colombiana, a inca, se desenvolve nos Andes, na América do Sul, nas regiões atuais do Peru, Bolívia, Equador, expandindo-se a partes da Colômbia, Chile e Argentina. Nota-se que esses três povos coexistem ou são precedidos e influenciados por culturas importantes, como aimará, chavín, mixteca, moche, nasca, olmeca, tolteca, teotihuacán, zapoteca e outras.

O período clássico da cultura maia ocorre entre os anos 300 e 900 d.C. Excelentes arquitetos, escultores e pintores, os maias são chamados de "intelectuais do Novo Mundo" por causa dos avançados sistemas numéricos e astronômicos, da escrita hieroglífica e de seu complexo calendário. Em esculturas e pinturas, utilizam tanto os padrões geométricos e zoomórficos estilizados quanto figuras humanas. O que pode parecer simples elemento decorativo, na verdade é a expressão dos sistemas lingüístico e numérico desse povo. Não conhecem a metalurgia e trabalham sobretudo com pedra e argila. Os exemplares mais significativos da pintura maia encontram-se em seus códices iluminados. Sabe-se que para eles toda cor é símbolo de algo (preta é a cor da guerra, amarela da fecundidade etc.) bem como a cada deus corresponde um algarismo. Itzama é o principal deus dos maias, considerado o criador do calendário, da escrita e do sistema numérico.

O povo maia se destaca pela organização de suas cidades e construções. Estas são edificadas ao redor de pátios e diferem conforme a função administrativa. Em geral são pouco elevadas e contrastam com os templos muito altos, construídos sobre elevadas pirâmides maciças de pedra. Esse material é cuidadosamente talhado, a fim de que as edificações tenham encaixes perfeitos. Os maias são responsáveis pela criação das "falsas abóbadas", utilizadas para cobrir corredores, quartos e jazigos. Todos os monumentos, templos e palácios são abundantemente decorados: esse povo tem horror a espaços vazios; em geral ornamentos e hieróglifos envolvem personagens representadas, e são compostos segundo um elevado sentido de simetria. O Palácio do Governador, em Uxmal (México), os templos, edifícios e esculturas monumentais das cidades de Copán (Honduras) e Tikal (Guatemala) estão entre as principais ruínas maias.

Os astecas, ou mexicas, herdam alguns elementos da cultura maia, como os templos edificados em plataformas sobre pirâmides. Também entram em contato com os toltecas antes de se instalar na margem ocidental do lago Texcoco, e fundar Tenochtitlán. A cidade é construída tanto em terra firme quanto em pequenas ilhas artificiais dentro do lago, historicamente conhecida como a "Veneza americana". O centro político, religioso e econômico é a construção chamada "Templo Maior". Povo guerreiro, o militarismo predomina em todos os aspectos da vida entre eles. Os principais deuses patrocinam as conquistas guerreiras; os ritos e a arte litúrgica envolvem o sacrifício de prisioneiros; as expressões plásticas insistem na iconografia relacionada com a guerra. Por isso, muitas das esculturas astecas têm ar macabro: é comum encontrar máscaras de crânios humanos decorados com barro ou crânios e cabeças de pedra com as órbitas vazias. As esculturas são sólidas, feitas em blocos maciços desbastados e de formas estilizadas. Os artistas e artesãos astecas têm grande habilidade manual: trabalham os metais e as pedras preciosas; dedicam-se à arte plumária e à fabricação de tecidos com motivos geométricos num rico colorido; executam pinturas murais e miniaturas em faixas de pele de veado ou feltro fino.

Os incas se desenvolvem em torno do lago Titicaca, na região dos Andes centrais peruanos. Iniciam processo de expansão e hegemonia em 1438 na capital, Cuzco, sul do Peru, dando origem ao império inca ou tawantinsuyo, em língua quéchua. Povo agrícola, os incas inventam o quipu, sistema contábil baseado em cordas de cores e tamanhos diversos, e não desenvolvem uma linguagem escrita. Na arquitetura dão preferência ao simples e funcional, sem muita decoração. Destacam-se pela organização e edificação das cidades (com plantas regulares em xadrez ou em forma oval), precedida por um trabalho de planificação e engenharia (utilizam principalmente técnica de encaixe de pedras para construir). Na cerâmica apreciam as formas puras trabalhadas com motivos geométricos e diversas cores. Os tecidos são ricos no colorido e decorados com desenhos estilizados. Sabem trabalhar com destreza o ouro e a prata, que utilizam na decoração de portas e muros ou como artefatos de adorno, e em objetos litúrgicos.

Fonte: Itaú Cultural

 
 

20 - COMPOSIÇÃO

COMPOSIÇÃO

     Distribuição e organização harmoniosa dos elementos que formam um todo.

COMPOSIÇÃO ABSTRATA

     Composição em que as formas não são naturalmente definidas, afastando-se da representação do real, através de uma interpretação livre do artista, independente de tema e assunto.

COMPOSIÇÃO FIGURATIVA

     Obra que procura apresentar de maneira mais ou menos definida aspectos reconhecíveis da realidade natural.

HARMONIA

     Emprego adequado de formas e cores, de maneira a possibilitar maior expressividade na composição artística. No que se refere às cores, temos harmonia por contraste, por analogia, por monocromia, etc.

MONOCROMIA

     Arte feita com uma única cor, com variações de tonalidades.

POLICROMIA

     Arte feita com várias cores.

SIMETRIA

     Propriedades de uma ou mais figuras cujos pontos são eqüidistantes de um eixo.

TEXTURA

     Características de uma determinada superfície, levando em consideração a aspereza, brilho, cor, trama, etc., do material.

Fonte: A ARTE DE EDUCAR – Cartilha de Arte e Educação

             Prof. Paula Belfort Mattos

19 - Movimento

MOVIMENTO

     Falar de movimento em pintura, arquitetura ou fotografia é metafórico. Diz-se que uma pintura tem movimento quando sua composição dirige a atenção do contemplador de um ponto a outro da superfície pintada, ordenadamente, de acordo com o designo do artista. Não se trata de representação de figuras em movimento, mas que a própria composição da obra confira a esta um movimento interno e virtual. O movimento então se caracteriza por uma atração visual. Todas as coisas e acontecimentos localizam-se no tampo, havendo também movimento na linha do tempo, caracterizado pelo envelhecimento dos objetos.

     O movimento pode ser percebido em função do tempo e também do espaço, sendo que qualquer experiência de tempo pressupõe um tipo de ordem. Na música, uma nota vem atrás da outra e cria uma seqüência rítmica. Em uma peça teatral a seqüência também é essencial. Já na pintura não existe um início e um fim, embora possa haver direcionamento em sua leitura.

     As esculturas que foram idealizadas como objetos completamente estáticos ganharam movimento pela primeira através das estruturas dos móbiles idealizados por Alexander Calder. Os móbiles são esculturas móveis, não seqüenciais, e seus movimentos não tem progressão. O movimento depende do referencial e só pode ser percebido dentro de certos limites de velocidade. No cinema com a exposição de um mínimo de cerca de vinte quadros por segundo, pode-se ver um movimento contínuo. Ele nos possibilita a aceleração do movimento natural. Em painéis luminosos, o acender e apagar das lâmpadas dão a idéia de movimento. Um objeto em movimento preserva sua identidade quanto menos mudar seu tamanho, forma, claridade, cor ou velocidade.

Fonte: A ARTE DE EDUCAR – Cartilha de Arte e Educação

          Prof. Paula Belfort Mattos

18 - Luz

LUZ

     A luz está dividida em duas disciplinas distintas: Óptica Geométrica, que trata da trajetória dos raios luminosos independentemente da natureza da luz e da Óptica Física, que busca a interpretação dos fenômenos que estão associados à própria natureza da luz, fundamentada nas tradições eletromagnéticas.

     Podemos dizer que nem todas as luzes são visíveis e que nem todas as sensações luminosas são provocadas pela luz. A partir do século XVI, as pesquisas em torno dos fenômenos cromáticos tornaram-se cada vez mais precisos, à procura de definições inequivocadas, se possível matemáticas.

     Newton interceptou um raio de luz com um prisma, fazendo surgir cores do espectro e realizou uma operação adicional em que as cores, ao atravessar um segundo prisma, ou uma lente convergente, recompunham a luz branca original.

     O olho recebe a intensidade resultante da luz, o que nos permite perceber a forma, a cor, o espaço e o movimento. Os objetos são emissores e refletores de luz. Um objeto brilhante é visto como uma fonte que propaga energia luminosa que lhe é própria.

     Os gradientes criam profundidades, os de claridade são os mais eficientes. As transições súbitas de claridade ajudam a produzir saltos de distância e a distribuição de claridade ajuda a definir a orientação dos objetos no espaço. A combinação de fontes de luz, num todo organizado, resulta em ordem visual.

     Sombra é a percepção resultante da escassez da luz, que pode tanto ser parcial como total. As sombras são identificadas como próprias ou projetadas. A própria serve para definir volume enquanto a projetada é resultante da imposição de um objeto sobre outro. Ambas definem espaço, definem as formas e a posição espacial das coisas.

     Na Renascença, a luz era usada como meio de modelar o volume. Na última ceia de Leonardo da Vinci é incidente. Ela parte de uma direção e dá toques de claridade a cada figura. Nas obras de Caravaggio, artista do período Barroco, a luz é fortemente focalizada, evidenciado a técnica do claro/escuro.

17 - Espaço

ESPAÇO

     Perspectiva é a representação convencional de objetos ou realidades tridimensionais sobre uma superfície, de forma que, de alguma maneira se note sua tridimensionalidade, isto é, que estejam organizados e articulados de forma a não parecer objetos e realidades planas. A pintura sempre se deparou com o problema da representação de objetos tridimensionais no plano. Historicamente, foram os avanços da ciências ótica no Renascimento que tornou possível abandonar o estudo da perspectiva cônica, que leva até à pintura as leis próprias da visão humana, com suas limitações e relatividade. Mas esta sujeição às leis da perspectiva cônica não é o único meio que o artista tem para organizar o espaço interior da sua pintura.

     Três dimensões delimitam um espaço, sendo que todos os elementos mantém uma relação com o espaço que ocupa. A linha, que envolve uma área, cria um objeto visual e se esta linha for de contorno, ela induz à uma superfície plana.

     Os artistas modernos buscam desmaterializar os objetos e minimizar o espaço. A sobreposição cria uma sequência de objetos visuais na dimensão da profundidade. Na perspectiva isométrica, a obliqüidade é suficiente para representar a profundidade e a forma pictórica não se desenvolve a partir de uma fiel imitação da natureza. Ao se abandonar o paralelismo da perspectiva isométrica, obtém-se um efeito de profundidade de forma correspondentemente mais forte. Na perspectiva isométrica tudo é visto de um mesmo  lado. A perspectiva convergente ou central esconde as faces laterais e é o modo mais real de representação. Nela o observador se aproxima da cena, observando um mundo centralizado.

 

16 - Dinâmica

DINÂMICA

     Todo objeto visual é uma questão eminentemente dinâmica e, pela sua ótica, tornamos claro que um edifício é mais que um aglomerado de pedras conformadas de vários modos. O efeito dinâmico depende não apenas das condições locais no momento de contato, mas do contexto mais amplo do episódio global.

     O princípio de simplicidade afirma eu qualquer padrão visual tenderá para a configuração mais simples possível, mas ela pode nos levar a decisões unilaterais, que não satisfazem. Certas propriedades perceptivas se associam com movimentos e com objetos que se movem. Não só a forma, mas os intervalos entre os objetos também são dinâmicos.

     Uma posição oblíqua por parte dos objetos sugere movimento potencial ou real porque deriva das posições de repouso. O movimento, a expansão, a contratação e o processo de crescimento se manifestam como formas dinâmicas. A caligrafia é um dos diagramas vivo de forças psicológicas.

     A linha oblíqua é o recurso mais elementar e efetivo para se obter tensão dirigida: ela permite estabelecer a distinção entre ação e repouso. O efeito da obliqüidade pode ser reforçado pelo conhecimento que se tem da posição normal do objeto. A dinâmica é uma parte integrante do que um observador vê.

 

Fonte: A ARTE DE EDUCAR – Cartilha de Arte e Educação

    Prof. Paula Belfort Mattos

 
 

15 - A Cor

COR

     A cor não tem existência material: é apenas sensação produzida por certas organizações nervosas sob a ação da luz, mais precisamente, é a sensação provocada pela ação da luz sobre o órgão da visão.

     Nós vivemos em um cromatismo intenso e a cor faz parte do nosso dia-a-dia. Nas artes visuais, a cor não é apenas um elemento decorativo ou estético, mas, sobretudo, o fundamento da expressão.

     As cores são capazes de nos transmitir diversas sensações, criar espaços, dar volume a um objeto, aproximá-lo ou distanciá-lo. O volume de um objeto pode ser alterado simplesmente pela cor que for empregada em sua representação. Uma superfície branca sempre parece maior e mais clara que uma mais escura.

     Uma composição pode parecer equilibrada ou desequilibrada pelo jogo das cores que atuam.

Classificação das cores

     A cor apresenta uma infinidade de variedades, geradas por particularidades dos estímulos, mais relacionadas à percepção do que à sensação. A classificação e nomenclatura das cores evidenciaram as relações entre todas elas.

     Cores Primárias: são também chamadas cores puras. É cada uma das três cores indecomponíveis que, misturadas em proporções variáveis, produzem todas as cores do espectro. Para os que trabalham com cor-luz, as primárias são: vermelho, verde e azul-violetado. A mistura das três luzes coloridas produz o branco, denominando-se o fenômeno síntese aditiva. Para os que trabalham com cor-pigmento, químicos e artistas que trabalham com substâncias corantes, as primárias são: vermelho, amarelo e azul. A mistura das cores-pigmento produz o cinza-neutro por síntese subtrativa.

     Nas artes gráficas as cores primárias são: magenta, amarelo e ciano. A mistura das três cores também produz o cinza-neutro por síntese subtrativa.

     Cores complementares: são aquelas que cuja mistura produz o branco. Toda cor simples é complementar de outra cor simples, formando os seguintes pares: vermelho e azul-esverdeado, amarelo e anil, azul e laranja. Em física, cores complementares significam par de cores, complementando uma à outra.

     As cores secundárias são formadas pela mistura de duas cores primárias. Assim, a mistura do vermelho com o amarelo resulta no laranja; a mistura do vermelho com o azul resulta no violeta e a mistura do amarelo com o azul resulta no verde.

     As cores terciárias resultam da mistura de uma cor primária com uma cor secundária. São elas: amarelo-alaranjado, vermelho-alaranjado, vermelho-arroxeado, azul-arroxeado, azul-esverdeado, amarelo-esverdeado.

     Cores análogas são as cores vizinhas no círculo cromático. Nelas há uma cor básica, por exemplo, azul esverdeado, azul, azul violeta (elas têm em comum o azul).

     Cores neutras caracterizam-se pela não predominância de tonalidades quentes ou frias. São consideradas neutras: cinza, bege, marron e ainda o preto e o branco.

     As cores têm a capacidade de parecerem “quentes” ou “frias”, mas isto pode se modificar de acordo com o contexto. As cores quentes são o vermelho e o amarelo e suas diversas tonalidades; são espontaneamente associadas a calor, fogo e sol. As cores quentes têm a conotação de proximidade, densidade, opacidade e materialidade. As cores frias que são o azul e o verde e suas diversas tonalidades associamos a gelo, céu, frio. As cores frias conotam, distância, transparência, imaterialidades.

     As cores têm força expressiva e os artistas tiram proveito disso para causar tensões. Um outro aspecto que associa à cor é a idéia de som. Toda vez que observarmos alguma coisa, também temos a sensação de ouví-la, ou seja, ao visualizarmos um quadro de pastagem, temos a sensação de estar ouvindo o barulho do vento: já um quadro de mar revolto, nos dá a nítida impressão de ouvir a fúria do mar. Regra geral, as cores harmoniosas nos trazem a sensação de paz, de calma. Já as cores vivas nos transmitem uma idéia sonora, com mais agitação e ruído. Estes conceitos sempre vão variar de acordo com o contexto.

Fonte: A ARTE DE EDUCAR – Cartilha de Arte e Educação

               Prof. Paula Belfort Mattos

 

 
 

14- A História da música no Brasil - parte VI

     Com o fim do programa Jovem Guarda, o cantor Roberto Carlos aproximou-se de um estilo mais romântico, consolidando-se ainda mais sua posição de artista mais popular do país. Na mesma tendência e com bastante popularidade, artistas como Odair José e Waldick Soriano eram tachados como "cafonas" por críticos do gênero.  Durante os anos oitenta nascia dentro do rock brasileiro o movimento BRock, com o surgimento de artistas como Blitz, Paralamas do Sucesso, Titãs, Ultraje a Rigor e Legião Urbana. No final da década de 1980, gêneros populares ou regionais como o sertanejo, o pagode e o axé music passavam a ocupar espaço considerável nas emissoras de rádio FM e canais de TV.  Nos anos noventa, o funk carioca e o hip hop se popularizava entre jovens do Sudeste brasileiro, enquanto que o pejorativamente chamado "brega" resistia e se fundia a outros estilos musicais, mantendo-se popular no Norte/Nordeste do país.

    

A música popular hoje

     Com a crescente abertura do Brasil à cultura globalizada dos anos 90 em diante, concomitante ao maior conhecimento, valorização e divulgação de suas próprias raízes históricas, sua música vem mostrando grande originalidade e variedade, observadas na criativa fusão de influências diversas e na riqueza de gêneros musicais encontrados hoje em dia, como o samba, a música sertaneja, o BRock, o samba-reggae, o baião, o forró, a lambada, a música eletrônica, os regionalistas, entre tantos outros.

 

 

 
 

13 - A história da música no Brasil - Parte V

     Os baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil foram os principais expoentes desse movimento. Já o Iê Iê Iê ligava-se basicamente ao rock genuinamente produzido no exterior, embora no Brasil tenha se suavizado e adotado uma temática romântica em uma abordagem muitas vezes ingênua, e teve como grandes nomes Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Tim Maia, Wanderléa, José Ricardo, Wanderley Cardoso e conjuntos como Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys, The Fevers.  A transição para a década de 1970 foi marcada pela consolidação da chamada MPB, termo que passou a se ligar a um tipo de música supostamente mais sofisticada do que a feita em outras tendências bastante populares dentro da música brasileira, como o samba, a música caipira ou a música romântica popular - esta última ganharia na década seguinte a pecha de brega. Nesse contexto, da chamada MPB, despontavam artistas como os Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Gal Costa, Simone, Elis Regina, Rita Lee e Maria Bethânia.No samba, houve uma revalorização do sub-gênero partido-alto - inclusive, com o lançamento comercial de discos. Sambistas como Cartola, Candeia e Nelson Cavaquinho também puderam gravar pela primeira vez sua obra em LPs e novos artistas destacavam-se no meio, como Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Alcione, Beth Carvalho e Clara Nunes.

 

 
 

12 - A História da úsica no Brasil - Parte IV

Segunda metade do século XX

     No início da década de 1960, houve uma revalorização do samba feito por compositores oriundos das classes populares, como Cartola e Nelson Cavaquinho, que tiveram composições gravadas por artistas como Elizeth Cardoso e Nara Leão. Depois da bossa nova, o samba ganharia novas experimentações com outros gêneros, como o rock e o funk, experimentados por artistas como Jorge Ben e Don Salvador. Mas o período marcaria uma afirmação e modernização dentro da música popular, onde foram introduzidos novos estilos de composição e interpretação, com os surgimentos da MPB e movimentos como o Tropicalismo e o Iê Iê Iê.  No seio dos grandes festivais musicais das TVs da época e no esgotamento da bossa nova, surgia uma geração universitária de compositores e cantores, entre os quais Chico Buarque, Geraldo Vandré e Edu Lobo, que seria idolatrada pela intelectualidade cultural e classificada sob à sigla MPB (Música Popular Brasileira). Era um movimento intimamente ligado ao engajamento e protesto contra a Ditadura militar no Brasil.O movimento tropicalista caracterizou-se por associar numa mistura antropofágica elementos da cultura pop, como o rock, e da cultura de elite (como o concretismo).

 
 

11 - A História da Música no Brasil - Parte III

continuação Primeira metade do século XX...

     Também no fim dos anos 30 iniciou no Brasil a chamada Era do Rádio, quando este meio de comunicação assumiu um importante papel de divulgador de música popular até bem dentro da década de 1950, e onde alguns intérpretes conquistaram uma audiência nacional, como Dolores Duran, Nora Ney, Vicente Celestino e Ângela Maria. A chamada era de ouro da música brasileira é de início impulsionada pela popularização do rádio em 1927 e com o início das gravações elétricas, que revelam futuros grandes ídolos como Francisco Alves e Carmen Miranda. Durante esse período a indústria nacional produziu mais de 48 mil fonogramas. A Casa Edison tornou-se Odeon (hoje EMI) e começava a enfrentar os concorrentes de peso, como a Victor (atual BMG), a Columbia (depois Continental, hoje Warner) e a Brunswick (espólio repartido bem mais tarde entre as atuais Sony e Universal).

     A Bossa Nova foi um movimento basicamente urbano, originado no fim dos anos 50 em saraus de universitários e músicos da classe média. De início era apenas uma forma (bossa) diferente de cantar o samba, mas logo incorporou elementos do Jazz e do Impressionismo musical de Debussy e Ravel, e desenvolveu um contorno intimista, leve e coloquial, e baseado principalmente na voz solo e no piano ou violão para acompanhamento, ainda que com refinamentos de harmonia e ritmo.

 
 

10 - A História da Música no Brasil - Parte II

O Choro

     Durante o período colonial e o Primeiro Império também as valsas, polcas, schotischs e tangos de diversas origens estrangeiras encontraram no Brasil uma forma de expressão peculiar e que, junto com a herança da modinha, viriam a ser a origem do Choro, um gênero que recebeu este nome em virtude de seu caráter plangente. Surgiu em torno de 1880 e logo adquiriu uma feição própria, onde o improviso tinha um papel principal e estabilizando-se na formação para uma flauta, um cavaquinho e um violão, e mais tarde ampliando seu instrumental. Seus maiores representantes foram Joaquim Antônio da Silva Calado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha.

 

Primeira metade do século XX

     Derivado da umbigada, um ritmo africano, o samba já era registrado desde 1838, e recebeu influências da modinha, do maxixe e do lundu, e no século XIX a palavra designava uma variedade de danças de origem negra. No início do século XX, era um tipo de música identificada as pessoas dos estratos mais humildes. Mas em 1917, ele sairia das rodas de improvisações e criações conjuntas dos morros cariocas e seria alçado a condição de representante da música popular brasileira.

Inspirado no modelo das operetas, teve seu início no Brasil em meados do século XIX com a apresentação em 1859 da peça As Surpresas do Sr. José da Piedade, de Justiniano de Figueiredo Novaes. O gênero caiu no agrado das massas e se caracterizava por ser uma crítica satírica aos costumes vigentes. Os números apresentados eram em geral canções populares ou paródias de obras célebres, acompanhadas por uma orquestra de câmara. Nos anos 30 atingiu seu auge, com encenações luxuosas e que já apresentavam as suas estrelas, as vedetes, com trajes sumários, o que deu origem à derivação do Teatro Rebolado.

 
 

09 - A História da Música no Brasil - Parte I

Música popular

     Na música popular o negro teve uma participação fundamental. trazendo da África alguns instrumentos como atabaques, o agogô, a cuíca e o berimbau, e ritmos desconhecidos pelos europeus, já no século XVIII sua contribuição se faz notar nas danças e canções de rua, crescendo em importância no século XIX e florescendo exuberante após a abolição da escravatura em 1888, equiparando-se nos dias de hoje à participação branca.

Origens

     Os primeiros exemplos de música popular no Brasil datam do século XVII, como o lundu, originalmente uma dança africana que chegou ao Brasil, via Portugal, ou diretamente, com os escravos vindos de Angola. Tinha uma natureza sensual e humorística que foi censurada na metrópole, mas no Brasil recuperou este caráter, apesar de ter incorporado algum polimento formal e instrumentos como o bandolim. Mais tarde o lundu, que de início não era cantado, evoluiu assumindo um caráter de canção urbana e se tornando popular como dança de salão. Outra dança muito antiga é o cateretê, de origem indígena e influenciada mais tarde pelos escravos africanos.

A Modinha

     Entre os séculos XVIII e XIX a modinha assumiu um lugar de destaque. De origem possivelmente portuguesa a partir de elementos da ópera italiana, foi citada pela primeira vez na literatura por Nicolau Tolentino de Almeida em 1779, embora seja ainda mais antiga. Domingos Caldas Barbosa foi um de seus primeiros grandes expoentes, publicando uma série que foi extremamente popular na época. A modinha é em linhas gerais uma canção de caráter sentimental de feição bastante simplificada, muitas vezes de estrutura estrófica e acompanhamento reduzido a uma simples viola ou guitarra, sendo de apelo direto às pessoas comuns. Mesmo assim era uma presença constante nos saraus dos aristocratas, e podia ser mais elaborada e acompanhada por flautas e outros instrumentos e ter textos de poetas importantes como Tomás Antônio Gonzaga, cujo Marília de Dirceu foi musicado uma infinidade de vezes. A modinha era tão apreciada que também músicos da corte criaram algumas peças no gênero, como Marcos Portugal, autor de uma série com letras extraídas da Marília de Dirceu, e o Padre José Maurício, autor da célebre Beijo a mão que me condena.

 

 
 

08 - O RÁDIO

O RÁDIO

 

1-      ORIGEM E DESENVOLVIMENTO

     O rádio, este importante meio de comunicação de massas, não foi obra de um só homem.

     Ele foi o resultado de contribuições científicas de todas as partes do mundo durante  muito tempo.

     Para que você possa compreender sua origem acompanhe a longa trajetória que o rádio teve em sua evolução, até chegar ao ponto em que atualmente se encontra, poderoso veículo de comunicação que leva aos pontos mais distantes a cultura, a educação e o divertimento:

. 1873 – J.C. Maxwell completa sua teoria sobre as ondas eletromagnéticas. Observando que as ondas muito curtas afetam o nervo ótico, provocando uma sensação de luz, concluiu, pela existência de ondas maiores, que poderiam produzir efeitos eletromagnéticos.

. Heirich Hertz, em seu laboratório, em Karsruhe, na Alemanha, transmite impulsos de uma sala para outra, provocando a teoria de Maxwell e demonstrando a relação íntima entre a luz e a eletricidade.

. 1896 – O italiano Guglielmo Marconi patenteia o primeiro aparelho transmissor sem fio. Não havendo apoio em seu país, a Itália, vai para a Inglaterra. Ali, por ocasião de uma enfermidade da rainha Vitória, que se encontrava na ilha de Wight, transmitiu-se notícias para Londres, através do aparelho de Marconi, dando conta de seu estado de saúde.

. Dezembro de 1901, Marconi transmite sinais de Código Morse da Inglaterra para o outro lado do Atlântico, na Terra Nova. Estava criado, assim, o telégrafo sem fio e, por fim, o rádio.

. 1904 - o Inglês Fleming inventa a válvula de vácuo que permitiu controlar a velocidade das ondas eletromagnéticas.

. 1906 – O americano Lee de Forest acrescenta à válvula de Fleming a grade e, com isso, consegue ampliar as ondas.

     Estava criada a radiofonia, ou, como mais comumente se conhece, o rádio, agora capaz de levar o mundo, através do som, aos lares mais distantes.

     Natal de 1906, o professor R.A. Fesseden, em Massachusetts, nos Estados Unidos, transmite músicas e uma fala própria das festividades do Natal. Era o primeiro programa irradiado.

     Em 1908, Lee de Forest irradia, com sucesso, da torre Eiffel, em Paris.

2-      OS PROGRAMAS

     Em 1910, da Metropolitan Opera de Nova York, Enrico Caruso fazia o seu programa, o primeiro a ser transmitido pela rádio. A voz do imortal tenor italiano maravilharia o mundo.

     Mais foi só depois da Primeira Guerra Mundial que se incrementou a radiodifusão. A princípio, os programas eram feitos por radioamadores e se limitavam à difusão de músicas e discos.

     Com a curiosidade e o interesse despertados no público, surgiram também os interesses comerciais. Daí o aparecimento de organizações com o objetivo de divulgar informações, propaganda comercial e divertimentos.

     Em 1920, instala-se na Pensilvânia, Estados Unidos, a primeira radiodifusora regular, organizada pela Westinghouse Electric and Manufacturing.

     3 – O RÁDIO NO BRASIL

     Em 07 de setembro de 1922, o Brasil em festa, comemorava o centenário de sua independência. O presidente Epitácio Pessoa inaugurava, em discurso, a Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro.

     Por iniciativa da Westinghouse Electric International e da Companhia Telefônica Brasileira, foi instalada no alto do Corcovado a estação de prefixo S.P.C. para a irradiação dos festejos da Exposição do Centenário da Independência. A inauguração dessa Exposição foi a primeira irradiação pública do Brasil.

     Em 20 de abril de 1923, é criada a primeira radiodifusora brasileira: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

     Hoje, há radiodifusoras em todas as capitais do país e nas principais cidades dos estados.

     Com um número sempre crescente, e graças ao transistor, que possibilitou a fabricação de aparelhos e receptores pequenos e a pilha, o rádio no Brasil é um dos mais importantes veículos de cultura e um poderoso instrumento de informação e educação, levando a cultura aos pontos mais distantes.

 

     O RÁDIO E A MÚSICA POPULAR

          Se a nossa música popular evoluiu, como a música popular de todo o mundo, é ao progresso e a tecnologia que se deve esta evolução. Produto da tecnologia, o rádio foi o grande veículo de divulgação da música popular, lançando cantores e compositores, hoje verdadeiros monstros sagrados do cancioneiro popular.

          No Brasil, foi a divulgação da música popular pelo rádio que fez imortais como Lamartine Babo, Noel Rosa, Heitor dos Prazeres, Pixiguinha e tantos outros compositores que formam a grande galeria de nomes da nossa música popular.

          Entre os divulgadores, podemos citar, entre outros, Renato Murce, Ari Barroso, César de Alencar, Paulo Gracindo e uma galeria interminável de comunicadores e “disk-jockeys”.

          Entre os intérpretes: Araci de Almeida, Francisco Alves, Carmem Miranda, Sílvio Caldas, Vicente Celestino, Orlando Silva e tantos astros que com suas vozes encanaram e continuam encantando a quantos ligam um rádio.

          Dos programas de variedades e de auditório aos programas musicais, muito deve ao rádio a música popular, que se desenvolveu e criou um público.

O RÁDIO E A NOTÍCIA

          Desde que se firmou como realidade, nenhum fato escapou ao rádio. O mundo todo, logo que acontece um fato importante, toma conhecimento dele. É o rádio informando, notificando, noticiando.

          Muito famoso no rádio brasileiro foi o “Repórter Esso”, programa de notícias que por muitos e muitos anos mandou ao ar as mais sensacionais notícias de todo o mundo.

          Nesse programa, foi notável a figura de Heron Domingues, cuja voz magnífica, que valorizava as notícias, era ansiosamente aguardada.

    

Fonte: Integrando As Artes – Editora Nacional

       

7 - ARTE GÓTICA

Arte- 7º ANO                             Período Gótico                       

 

     Período compreendido entre meados do século XII e início do século XIV, onde o esplendor medieval foi marcado pelo crescimento das cidades, gerando um período de prosperidade econômica.

     Na construção de catedrais, principais espaços arquitetônicos deste período, foram utilizados arcos em ogiva, a fim de se obter maiores vãos. Vitrais iluminavam o interior das catedrais, criando nestas uma atmosfera mística. As paredes translúcidas mostravam narrativas dos textos sagrados, procurando recordar constantemente as palavras proferidas pelos sacerdotes. As catedrais góticas possuíam torres laterais de grande altura e arcos em forma de ogiva nas suas portas de entrada, ressaltando a grandiosidade.

     O culto à Virgem Maria foi instituído neste período e a imagem de virgem transformou-se na imagem simbólica da Igreja. A imagem de Nossa Senhora era destacada em esculturas ou em vitral circular, denominado Rosácea, presente nas fachadas. A virgem Maria passou a ser identificada com a figura da flor.

     A escultura religiosa encontrou espaço nas pequenas imagens, fáceis de serem carregadas por seus devotos. Nestas, pode-se constatar a utilização de mármore, madeira, marfim e ouro, além de pedras preciosas.

     A pintura era evidenciada nas têmperas dos retábulos que compõem  o altar e através dos livros de orações que eram complementados com o uso de iluminuras.

 

Principais características:

 

-          Arquitetura: Apresenta perfeita harmonia entre interior e exterior, formando um todo orgânico, cujos elementos se definem por sua função no conjunto. Nas igrejas, observa-se uma atmosfera de religiosidade, com o predomínio da vertical, reforçando no homem o sentimento de pequenez e ânsia de conquista do infinito. Templos mais famosos: Catedral de Hartres, Catedral de Reims, Catedral de Colônia, Catedral de Notre Dame de Paris e Milão.

 

-          Escultura: Normalmente integrada na arquitetura, predomina o convencionalismo da arte românica. A expressividade se concentra no rosto.

 

-          Pintura: Tem caráter bidimensional e é substituída pelo vitral policromado, cujos efeitos plásticos e luminosidade difusa criam ambiente de recolhimento e piedade cristãos.

6 - O ROCOCÓ

O ROCOCÓ

 

     O termo francês rocaille, que significa concha, deu origem ao termo rococó – um forma de decoração baseada na estilização de conchas.

     Trata-se de um estilo rebuscado e aristocrático, bastante requintado, muito empregado pelos decoradores da fase final do barroco francês, predominando na arte européia do século XVIII.

     Na arquitetura, o Rococó limita-se à decoração de prédios barrocos ou renascentistas.

     Os exteriores tendem para a simplicidade, enquanto os interiores possuem grande quantidade de ornatos de estuque, metal ou porcelana, com aparelhos ricamente emoldurados e pinturas de tons claros. Os tetos, que no barroco eram ilusionistas, passam a ser decorados com arabescos e conchas (“rocailles”).

     Na escultura, há um abrandamento das formas barrocas, com larga difusão das estátuas decorativas de porcelana, que, tendo começado na Alemanha logo se difundiu por toda a Europa.

     Na pintura, nota-se maior difusão da luz, cores transparentes, com o emprego de tons suaves. Desaparecem os fortes contrastes de luz e sombra, bem como as pastosas pinceladas do Barroco.

     A temática é quase sempre de cenas do cotidiano, da vida pastoril, temas mundanos e fúteis substituem os temas religiosos e épicos. Surge o gosto pela mitologia e pelos ornatos de estilo oriental.

     Na música, observa-se o aparecimento dos castrati, cantores preparados desde a infância para terem a voz feminina. Com isso, surge a ópera-bufa, de teor satírico, ironizando a Igreja e os costumes.

     Com o progresso do artesanato de instrumentos, surgem os virtuosi, que levaram a música para os salões da nobreza. Então, surgem as orquestras de câmara (conjuntos de poucos intérpretes). A sonata da câmera (sonata de câmara) se transforma em suíte de danças.

     Grandes nomes se podem citar da época:

a)      Antônio Vivaldi ( 1678-1741), criador de uma vasta obra profana, principalmente para violino.

b)      Arcangelo Corelli ( 1653-1713), violinista e compositor tanto religioso como profano.

c)      Georg Philipp Telemann ( 1681 – 1767 ), que demostrou preferência pelos instrumentos de sopro, criando para eles grande número de peças notáveis.

d)      Domenico Scarlatti ( 1685 – 1757 ), compositor para cravo.

 

Fonte: Integrando as Artes – Editora Nacional

5 - Música Barroca - Biografias

                                           MÚSICA BARROCA - Biografias

HAYDN ( 1732 – 1809 )

     Franz Joseph Haydn, austríaco, de pais humildes e camponeses. Dotado de aptidões musicais, ainda pequeno foi para Hamburgo. Aos 10 anos fez parte do coro da catedral de Santo Estêvão.

     Aos 18 anos perdeu a voz e foi ganhar a vida ensinando e tocando em orquestras.

     Foi diretor musical da corte do príncipe Esterhasy.

     Suas obras: trios, peças para piano, sinfonias. Por ser o criador da sinfonia, foi cognominado “o pai da sinfonia”.

 

MOZART  ( 1756 – 1791 )

 

     Wolfgang Amadeus Mozart, nasceu na Áustria e foi um dos exemplos de precocidade musical. Aos seis anos já compunha, aos 10 escreveu as primeiras peças importantes: oratório e sua primeira ópera. Aos 12 anos compôs sua primeira missa solene, causando sempre muito sucesso.

     Escreveu muitas sonatas, trios, quartetos, sinfonias, óperas célebres como, Bodas de Fígaro, D. João, A Flauta Mágica. Sua última obra foi o Réquiem, que não chegou a terminar, morrendo aos 35 anos.

    

BEETHOVEN ( 1770 – 1827 )

 

     Ludwig van Beethoven, alemão, filho de pai alcoólatra e de caráter esquisito. A princípio seu pai quis explorar seu talento musical. Aos 11 anos já era violinista de orquestra, aos treze tocava órgão nas igrejas e já havia composto três sonatas.

     Apurou seus conhecimentos de composição com Haydn, em Viena, e mais tarde com o professor Salieri.

     Em 1800 deu a sua primeira audição pública.

     Lizt divide as composições de Beethoven em três partes:

1)      Aquela em que Beethoven está sob a influência de Mozart e Haydn: primeiras sinfonias, quartetos, sonatas para piano;

2)      Já inovando, substituindo o minueto pelo “scherzo”. É a fase de transição, de libertação;

3)      Aquela em que é considerado pré-romântico.

     Em 1801, apaixonado, escreve a sonata Op.27, nº 2 – sonata Ao luar.

     Já nesta época começam os sintomas de surdez grave. Compôe a 3ª sinfonia – Heróica – dedicada a Napoleão Bonaparte.

     Em 1814, Já era o rei da música e continuou a compor; 7ª sinfonia, 8ª sinfonia....

     Em 1822 sofre grande decepção, quando ensaiava sua ópera Fidelio, pois notaram que ele estava surdo. Ficou muito nervoso.

     Abalado, retira-se da sociedade e continua a compor febrilmente,considerado louco por todos.

     Suas obras: peças para piano, concertos, trios, quartetos, aberturas, uma ópera, 32 sonatas, 9 sinfonias.

 

OBS: SCHERZO – brincadeira – forma livre de composição musical e de caráter muito vivo.

 

4 - A ARTE NEOCLÁSSICA - Parte 2

                   PERÍODO NEOCLÁSSICO BRASILEIRO

 

     Dias depois de desembarcar na Bahia, em novembro de 1808, D.João VI abriu os portos do Brasil “ãs nações amigas”. Ao mesmo tempo parecem ter-se aberto também as mentes da corte para as potencialidades da colônia. Ao transformar o Brasil em Reino Unido de Portugal, D. João decidiu tornar o Rio de Janeiro a capital tropical do império luso. Para isso, fez desembarcar na cidade a missão artística francesa. Embora a discórdia interna e a inveja externa tenham sido marcas primordiais da estada da missão no Brasil, seu legado artístico e cultural foi monumental e duradouro. Com a missão desembarcou no Brasil o pintor Debret, cuja obra se tornaria a mais perfeita tradução do Brasil colonial e formaria a imagem que todos os brasileiros  letrados fazem desse período. A obra de Debret se confunde a de Rugendas, o pintor alemão que chegou ao Brasil pouco depois.

     A missão francesa era formada por pintores, escultores e gravadores que haviam caído em desgraça na França após a derrota de Napoleão. Esses homens, que tinham ajudado a criar os “símbolos” e a estética da “nova” França, seriam responsáveis, entre outros tantas obras, pela fundação, no Rio de Janeiro, da Academia e Escola Real de Artes, que mais tarde se transformaria na Academia Imperial de Belas-Artes( e, após a proclamação da República, viria a ser a Escola Nacional de Belas-Artes). DURANTE MAIS DE UM SÉCULO, A ACADEMIA DITOU AS NORMAS DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA E, ESPECIALMENTE NA SEGUNDA METADADE DO REINADO DE D.Pedro II, entre 1855 e 1885, se envolveria no processo que já foi chamado de “monumentalização” da história do Brasil.

     Iniciou-se um período em que, pela visão de um nacionalismo conservador e exuberante, liderado pelo próprio imperador, toda a história do Brasil foi “redescoberta” e relida por uma visão “brasileira”, embora ainda reverente à herança lusitana. Os frutos historiográficos mais notáveis produzidos nesse período são os estudos eruditos publicados na revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e na História Geral do Brasil, de Varnhagen. Tal projeto encontraria seu “braço pictórico” na obra de Pedro Américo, Vitor Meireles, Almeida Júnior, Rodolfo Amoêdo, Henrique Bernadelli, José Zeferino da Costa e Antônio Parreiras - pintores que, financiados por D.Pedro II, se encarregaram de produzir novas imagens do velho Brasil.

     Polêmica desde o dia de sua fundação , a Academia Imperial de Belas Artes já foi acusada de ter “destruído” o que de mais iventivo havia na arte brasileira: o Barroco, “espécie de espírito genético da nossa estética”. Mas o barroco era basicamente medieval e, de certa forma, a vinda da missão “civilizatória” francesa significaria uma modernização nos padrões artísticos brasileiros de então. A academia se tornaria conservadora dos padrões neoclássicos por mais de 50 anos, especialmente durante o reinado de D.Pedro II. Junto com as gravuras de Debret, são as obras produzidas pela academia - principalmente os quadros de Pedro Américo e de Vítor Meireles - que ilustram os livros didáticos de história do Brasil. As imagens produzidas pelos “invasores” franceses  e holandeses em geral são desprezadas.

     É próprio da imaginação histórica edificar mitos que, muitas vezes, ajudam a compreender antes do tempo que os forjou do que o universo remoto para o qual foram inventados.  Quando fabricaram as imagens pretendiam lançar as bases de um conceito de nacionalidade e estabelecer  seu “domínio” também no campo do imaginário. Assim, o classicismo da academia não era só um estilo artístico mas,  representava e se punha a serviço de  “um conjunto de valores sociais e políticos”, no seu esforço de criar a nova imagem da nação.

 

Extraído do  livro História do Brasil  - Zero Hora/RBS  jornal - Coordenação Eduardo Bueno - Adams Design

 

 

                 PERÍODO NEOCLÁSSICO BRASILEIRO -  PARTE II

 

    

     Após a proclamação da República,  a Academia Imperial de Belas-Artes não apenas mudou de nome: mudou de direção e baniu os artistas ligados ao antigo regime. Mas como a República foi incapaz de produzir uma  estética própria, nem tentou redefinir politicamente o uso da estética anterior, a pintura histórica continuou sendo feita pelos moldes anteriores - eventualmente até pelos mesmos pintores ( Pedro Américo,  por exemplo, pintou Tiradentes, logo elevado à categoria de “símbolo” do novo regime, em 1894). Não só a estética era a mesma; seus fins permaneceram inalterados.

     Pouco importa que a realidade tenha sido bem distinta da imagem. Em 1895, fundado o Museu Paulista, dirigido por Hermann von Ihering, iniciou-se o projeto de fabricação do mito do bandeirante impávido.

 

 

 

 

O NEOCLASSICISMO NA FRANÇA

 

      A teoria de existe uma beleza pura , absoluta , ideal , uma beleza que não se encontra na natureza mas no espírito humano , uma beleza fruto da técnica e do estudo , regida pela razão , encontra aceitação nas academias de arte , principalmente na França .

      Suas características principais :

 

-  Retorno ao passado ,pela imitação dos modelos antigos grego - latinos;

-  academicismo nos temas e nas técnicas , isto é, sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas - artes ;

-  convencionalismo rígido , nos temas e nas técnicas , derivado do estudo das obras da antigüidade grego - romana ;

-  arte entendida como imitação da natureza , num verdadeiro culto à teoria de Aristóteles .

 

      Na pintura , observa-se formalismo na composição e, refletindo o racionalismo dominante , exatidão nos contornos . Distinguem-se os pintores franceses David ( 1748-1825) , introdutor da pintura neoclássica na França  e Ingres ( 1780-1867) , desenhista , autor de obras de contornos nítidos e formas puras .

      Na arquitetura , a imitação dos modelos clássicos é clara , como se pode ver no arco do triunfo da praça 1’Etoile , em Paris , projetado por Chalgrin , celebrando a vitória de Napoleão Bonaparte em Austerlitz e na porta de Brandemburgo , em Berlim , comemorando os feitos de Frederico ll , projetada pelo alemão Langhans.

      Na escultura , merece menção o escultor italiano Canova , grande perito no trato com o mármore e autor de obras famosas como: Perseu e a estátua de Paulina Bonaparte Borguese .

 

 

3 - A ARTE NEOCLÁSSICA - Parte I

 O NEOCLASSICISMO

     

 O século XIX foi marcado pela mistura entre subjetividade e objetividade; o estilo neoclássico pelo racionalismo, onde os aspectos intelectuais em geral predominaram sobre o emocionais. As criações neoclássicas apresentavam harmonia e beleza, baseando-se nos modelos clássicos do passado grego-romano. O belo ideal trouxe a perfeição e a objetividade das linhas acadêmicas, mas limitou a imaginação do artista, que passou a seguir modelos pré-determinados de composição, representação e cromatismo. Foram realizados estudos, na antiguidade clássica, para saber quais as proporções ideais para a construção de um prédio e estas foram repetidas com precisão neste período. Os pintores e escultores neoclassicistas copiavam os baixos relevos e as estátuas antigas para aperfeiçoar sua técnica. A principal virtude artística deste período era a cópia exata e não a criação de novos elementos. O melhor artistas era aquele que copiava com maior perfeição. O pintor que mais se destacou neste período foi David que se tornou um ditador artístico, influenciado desde o desenho do mobiliário até os trajes femininos.

     O neoclassicismo teve grande influência na arquitetura dos Estados Unidos da América. No Brasil foi o motivo da implantação da Academia Imperial de Belas Artes, que oficializou o ensino das artes plásticas, abrindo espaço para a formação de importantes artistas acadêmicos em nosso país como é o caso de Vitor Meireles e de Pedro Alexandrino.

     A teoria de existe uma beleza pura , absoluta , ideal , uma beleza que não se encontra na natureza mas no espírito humano , uma beleza fruto da técnica e do estudo , regida pela razão , encontra aceitação nas academias de arte , principalmente na França .

      Suas características principais :

-  Retorno ao passado ,pela imitação dos modelos antigos grego - latinos;

-  academicismo nos temas e nas técnicas , isto é, sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas - artes ;

-  convencionalismo rígido , nos temas e nas técnicas , derivado do estudo das obras da antigüidade grego - romana ;

-  arte entendida como imitação da natureza , num verdadeiro culto à teoria de Aristóteles .

      Na pintura , observa-se formalismo na composição e, refletindo o racionalismo dominante , exatidão nos contornos . Distinguem-se os pintores franceses David ( 1748-1825) , introdutor da pintura neoclássica na França  e Ingres ( 1780-1867) , desenhista , autor de obras de contornos nítidos e formas puras .

      Na arquitetura , a imitação dos modelos clássicos é clara , como se pode ver no arco do triunfo da praça 1’Etoile , em Paris , projetado por Chalgrin , celebrando a vitória de Napoleão Bonaparte em Austerlitz e na porta de Brandemburgo , em Berlim , comemorando os feitos de Frederico ll , projetada pelo alemão Langhans.

      Na escultura , merece menção o escultor italiano Canova , grande perito no trato com o mármore e autor de obras famosas como: Perseu e a estátua de Paulina Bonaparte Borguese .

1 - ARTE NO RENASCIMENTO - Parte 2

ESCULTURA       

 

      Sob o impulso de Frederico ll, grande protetor dos artistas , em princípios do século Xlll, são executadas as primeiras obras de gosto clássico .

      Em Florença , na Toscana , Nicolau de Pisa enriquece o batistério com magníficos relevos . Depois executa o púlpito da catedral de Siena .

      O primeiro grande escultor , porém ,é Lorenzo Ghiberti , que, nas portas de bronze do batistério , em Florença , esculpe maravilhosas cenas do Antigo Testamento .

      Em meados do século XV , com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio . Protetores das artes , os papas deixam o palácio de Latrão e passam a resistir no Vaticano. Ali , grandes escultores se revelam , o maior dos quais é Miguel Ângelo , que domina toda a escultura italiana do século XVl .

 

 

PINTURA    

 

      Giotto é o grande percursor do Renascimento italiano . 

      Masaccio ( Tommaso di san Giovanni di Simoni Guide , 1401-1428), conhecedor perfeito forma e da cor .

      Fra Angelico ( 1387-1455) compõe obras que são verdeira apoteose do gênio cristão , interpretadas com  ternura e alegria de uma alma delicada .

      Botticelli , primeiro artista francamente pagão , apaixona-se pelo humanismo e nos dá uma idéia perfeita do “romantismo artístico “que se atingira .

      Ao findar o século Xv , a arte italiana da pintura é senhora de técnica perfeita , domina todos os processos e alcança os mais vastos domínios do espírito e do sentimento . Estava pronto o campo para os três grandes gênios do século XVl .

      Leonardo da Vinci   -   o gênio completo , que soube unir a percepção espiritual a uma mentalidade científica .

      Suas obras principais : Virgem das rochas , Última ceia   -  obra que tem cópias espalhadas por todo o mundo , e que foi pintada nas paredes de um refeitório monástico em Milão  -  e a Gioconda ,  famoso  retrato encontrado hoje no museu do Louvre .

      Miguel Ângelo Buonarrotti , natural de Florença , pintor e escultor . Na pintura , temos o teto da capela Sistina , no Vaticano e o célebre Juízo final , pintado na parede  do alta - mor da mesma capela .

      Rafael Sanzio , a terceira grande figura do Renascimento italiano , famoso por suas “madonas”, tão doces que  se torna difícil apreciar a  força e o controle de sentimento que há por trás delas.

 

ARQUITETURA  

 

      Nicolau V, eleito papa , é o introdutor do movimento renascentista em Roma .

      Humanista ,este papa inicia as grandes reformas arquitetônicas que imortalizariam a “ cidade eterna” : encarrega Alberti de erguer uma catedral sobre o túmulo de São Pedro , seguindo um projeto de bramante, mas a obra não se concretiza .

      Só em 18 de Abril de 1506, Júlio ll , então papa, coloca solenemente a primeira  pedra da  maior basílica  do mundo .

      São nomes da arquitetura renascentista italiana :                       

 

-  Alberti , um dos fundadores da arquitetura do Renascimento .

-  Bruneleschi , autor da catedral  de Florença .

-  Bramante , projetista , auto da planta da basílica de São Pedro, em Roma .

-  Miguel Ângelo Buonarroti , projetista da cúpula da basílica de São Pedro .

 

 

O  RENASCIMENTO NA FRANÇA       

 

     A escola renascentista na França tem seu ponto forte na arquitetura , sobressaindo os nomes de PierreLescot , que projeta a fachada principal do palácio do Louvre de Denis Sourdeau , que projetou o castelo de  Chambord.

 

 

O RENASCIMENTO NA  ESPANHA         

 

      A escola renascentista espanhola inaugura o estilo plateresco , que se alastra por Toledo , Alcalá , Salamanca , Sevilha etc.

      Grandes monumentos : palácio de Carlos V, alcáçar de Toledo , palácio do Escorial etc.

 

 

O RENASCIMENTO EM PORTUGAL  

 

      Na  arquitetura ,  o Renascimento português produz o estilo manuelino , no qual dominam os  temas do capítulo de Tomar e do mosteiro dos Jerônimos , em Belém .

      Este estilo dá origem a obras de escultura de raro valor : na igreja de Santa Cruz , em Coimbra , no pórtico dos Jerônimos etc.                                                                                          

1 - ARTE NO RENASCIMENTO - Parte 1

O Renascimento

 

      

      Por Renascimento ou Renascença entende-se o período que marca a transição da Idade Média para a Idade Moderna                             

      Foi um movimento de renovação cultural e artística .                                                                                                                                                               

      A renovação das estruturas sociais , políticas econômicas transforma o panorama cultural e artístico .               

      Redescobre-se a cultura clássica grego -romana , surgindo  uma nova cultura marcada por um  neopaganismo em oposição ao Cristianismo .

      A austeridade medieval é substituída pela ostentação e pelo luxo ; o mundanismo sobrepõe-se à fé ; o homem se põe no centro do universo , inaugurando o Humanismo . 

      A arte renascentista assenta-se nas seguintes características :

 

-  inspiração em modelos grego - latinos , de onde se  extrai a unidade , o        equilíbrio e a harmonia ;

-  exaltação do homem, revelada na valorização da beleza física , na     representação dos nus e na busca da perfeição anatômica , como se pode                    observar nas obras de Miguel Ângelo ;

-  gosto pela  ostentação ;

-  volta a natureza como fonte de inspiração ;

 

      Na pintura , observa-se , em primeiro lugar , sua autonomia . Novas  técnicas e conquista do espaço tridimensional , através da exploração da perspectiva científica  -  em que se notabilizaram Paolo Uccello e Leonardo da Vinci   -   e através do emprego  de técnicas de cor como o  “sfumato “ e o “claro - escuro”.                

      No  campo da escultura ,  nota-se a perfeição anatômica , o dinamismo e o naturalismo ,  numa influência nítida dos padrões grego - latinos .

      Na arquitetura , assistimos ao retorno dos padrões clássicos , como predomínio da horizontal sobre a vertical ; emprego dos elementos grego - latinos   -   as ordens arquitetônicas , o frontão triangular ,  as arcadas e abobádas à moda romana , levando às cúpulas  -   de que é um belo exemplo a basílica de São Pedro , em Roma .

 

 

O  RENASCIMENTO NA  ITÁLIA       

 

      Berço da Renascença  , a Itália tem em Florença a capital da arte renascentista .

      Do ponto de vista artístico  , o Renascimento italiano atravessa três períodos :

 

-  O Trecento , período  dos primitivos , anunciado nos fins do século Xlll, com                                    o escultor Nicolau de Pisa e acentuado no século XlV com Giotto .

-  O Quatrocento , idade de ouro do Renascimento , no século XV , quando as artes contam com a proteção dos mecenas , como Lourenço , o Magnífico, Júlio ll e Leão X , revelando-se , então, os maiores gênios artísticos .

- O Cinquecento , no século XVl , em que, mantendo-se as tradições de perfeição e beleza , não se seguem os passos dos grandes mestres anteriores .

 

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