Trilha Sonora

Por Ana Lucia Santana

 

 

     A música é reconhecida há muito tempo como uma arte peculiar, pois pode incentivar certas atitudes ou despertar algumas emoções particulares nos que a ouvem. Com seu potencial sensibilizador, tornou-se ferramenta essencial na construção da técnica narrativa em todas as tradições culturais, sendo assim conectada intimamente à produção e emissão da simbologia desejada.

     Pode-se afirmar, portanto, que a trilha sonora  consiste na instrumentalização da música e das sonoridades como fatores fundamentais na criação de uma história, seja qual for o veículo que irá transmiti-la – cinema, teatro, televisão, entre outros. É a totalidade das composições musicais apresentadas em uma película cinematográfica, nos programas televisivos, em videogames, etc.     Esta definição abrange a música original, ou seja, aquela elaborada exclusivamente para uma produção artística; ou determinadas criações musicais e trechos de obras que já circulavam antes deste trabalho específico.

     Desde o século XIX as películas cinematográficas são exibidas com o acompanhamento de orquestras ou pianos, principalmente na época do cinema mudo, quando os únicos sons produzidos eram os acordes tocados por um pianista ou pelos instrumentistas de uma orquestra.

     Não há um consenso sobre a melhor forma de se conjugar o cinema e a música. Enquanto determinados pesquisadores acreditam que os sons devem se restringir a sua tarefa utilitária e, portanto, precisam estar sujeitos a critérios que definam seu nível funcional, outros consideram a música cinematográfica como um meio de expressão particular, com qualidades e normas estéticas intrínsecas. A trilha sonora não é, assim, secundária a nenhum outro elemento da produção, direção de arte, roteiro, etc.

     Muitas vezes, por desconhecimento destas peculiaridades; pelos interesses que regem o mercado e impõem um número abusivo de gravações, ou a carência de recursos para produzir uma música de qualidade; ou até mesmo pela ignorância da técnica cinematográfica, gera-se uma trilha sonora artisticamente desprovida de valor. Estas inquietações devem ser igualmente estendidas às músicas que se ligam a outros veículos artísticos, como o teatro e a televisão.

     A trilha sonora mais elaborada é a que torna a narrativa mais densa e rica, harmonizando-se com as outras técnicas cinematográficas e gerando uma experiência emocional original. Ela extrai o melhor de compositores clássicos, das suas criações menos conhecidas, que se transformam em peças célebres ao serem ouvidas em determinadas produções; ou é composta pelos frutos mais significativos dos instrumentistas modernos, que muitas vezes conhecem a fama quando têm seus nomes associados aos mestres do cinema.

     Compor uma trilha sonora exige que os responsáveis por ela meditem com cuidado sobre seu desenvolvimento e manejem ferramentas e recursos teóricos compatíveis com o trabalho que está sendo empreendido. Uma produção bem realizada – ao equilibrar cuidadosamente o som, a imagem e as falas dos personagens - permite que a música imprima o caráter de um filme, a sua face específica, seja qual for o estilo musical empregado nesta obra.

     Algumas canções são inseridas na gravação da trilha sonora de um filme sem necessariamente terem sido produzidas para essa obra em particular, ou sem que mesmo tenham sido tocadas ao longo do filme. Elas são como coadjuvantes em meio às músicas mais importantes, que realmente definem esta produção.

 

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_sonora
http://www.animamusic.com.br/ex_apostila.pdf

 
 

O Impressionismo

O Impressionismo

 

      Refletindo um estilo que inicia as pesquisas modernas , aliadas aos valores plásticos da arte , o Impressionismo reflete também a transitoriedade e as mudanças que ocorrem no mundo físico na criação artística .

      O Impressionismo propõe-se a :

 

-  captar , pela observação , as constantes modificações que a luz solar produz na natureza ;

-  aplicar nas artes as teorias de Chevreul e Helmholtz , no campo da ótica ;

-  registrar os instantâneos , os movimentos fugazes  , as variações da luz que produzem a variabilidade da cor na natureza.

 

      Para tanto , o artista deixa o ateliê e pinta ao ar livre .

      Como precursores do movimento podemos citar os ingleses Constable e Turner , que pintaram paisagens de Londres sob o efeito do nevoeiro .

      Sob a influência deles , Monet e Manet iniciam o movimento .

      O nome vem do crítico Louis Leroy quando contemplava um quadro de Monet  -  Impressão do sol nascente   -  numa exposição em que figuravam , além de Monet , Renoir , Cézanne , Pissarro e outros .

      Louis Leroy ridicularizava , na ocasião , a tela  , dizendo que ela se contentava em dar apenas  “ Impressão “  de uma realidade .

 

      O Impressionismo apresenta  as seguintes características :

 

-  diluição de contornos pelo efeito da luz difusa sobre o objeto ou paisagem

-  distinção da forma espacial pela cor ou mancha de luz projetada sobre o objeto :  por isso, ausência de efeito linear .

-  não há cor local e imutável : as mutações da luz  mudam as cores de um determinado objeto  e as aparências cromáticas são determinadas pela             incidência de luz projetada ;

-  pintura de efeitos luminosos da natureza ;

-  transformação das figuras em massas coloridas ( o que realmente interessa são as modificações que a luz vai produzir nelas );

-  menos profundidade no espaço e leve cor transparente .

 

     O impressionismo foi fundamentado na decomposição óptica das cores, ou seja, tinha um caráter científico. O objetivo era transmitir a impressão do que se vê e, para isto, a sensação tornou-se o ponto de partida. O estilo encontrou em cada artista uma interpretação diferente, sendo que o único ideal, que os unia, era o de captar a imagem vista como se fosse um instantâneo. O movimento teve como marco inicial o ano de 1874.

     Os artistas acabaram com as regras de composição do ateliê e buscaram a elaboração de uma pintura que representava a impressão visual momentânea e flagrante. Captaram as impressões de luz, cor e forma, diluindo os contornos e abolindo os tons sombrios. Aplicaram o conceito da mistura óptica das cores, desenvolveram o gosto pelos tons claros e a aversão pelo preto, trabalharam com contrastes de cores e acabaram com o delineamento das formas, deixando as marcas do pincel expressas na tela.

     O impressionismo nos chamou a atenção para o fato que, ao observarmos uma imagem ao ar livre, não vemos elementos individuais e sim uma brilhante mistura de matizes que se combinam em nossa mente. Para captar a imagem passageira, os pintores tinham que trabalhar em pinceladas rápidas, o que muitas vezes tornava a imagem de difícil visualização. Levou tempo para o público perceber que só ao olhar de longe é que se pode entender um quadro impressionista.

     A natureza foi para os impressionistas o meio de percepção de uma nova realidade, onde passaram a evidenciar o caráter eminentemente visual da pintura, a análise e decomposição das cores através da presença da luz e a concepção dinâmica do universo. Devido à observação da natureza, os impressionistas perceberam que as sombras são luminosas, que a linha é uma abstração humana e que a forma é dada pela cor.

     Um dos elementos que facilitou o desenvolvimento e a aceitação do impressionismo foi a fotografia, que ajudou a descobrir o encanto da cena fortuita e do ângulo inesperado, impulsionando os artistas para novas explorações. Outro elemento foi a aprendizagem de uma nova forma de visualizar o mundo, evidenciada através da cromotipia japonesa que chegava aos franceses nas embalagens de caixas de chá.

     Na arte oriental, temas simples do cotidiano sempre foram objetos de representação. O oriental sempre viu nas coisas simples a essência da vida, enquanto o homem do ocidente manteve sua predileção por temas nobres, heróicos ou históricos. A partir do impressionismo, esta visão se alterou e o artista aprendeu com o oriental a observar a vida a partir de outros prismas.

 

 

 
 

O Realismo

O REALISMO

 

      O movimento que dominou  a segunda metade do século XlX ,o Realismo coincide com o cientificismo , valorizando o objetivo , o sóbrio, o minucioso , expressão da realidade e dos aspectos descritivos .

      Na arquitetura , os artistas se beneficiam do extraordinário avanço da técnica , e de materiais até então inexplorados , como o vidro  ,o ferro , o concreto armado .

      Na Inglaterra se faz a primeira ponte de estrutura metálica , a ponte de ferro sobre o rio Severn, construída pelo inglês Wilkinsom, em 1755.

      Em 1843, o francês Labrouste faz com ferro e aço a cobertura do salão da Biblioteca Santa Genoveva , em Paris .

      Em 1851, em Londres , o Inglês Paxton faz o monumental “ Palácio de cristal “, em ferro e vidro .

      Em 1889, Gustavo Eiffel levanta , em Paris , a famosa torre , hoje logotipo da “ cidade Luz”.

      Em Chicago é construído o primeiro arranha - céu , pelo engenheiro Jenney , o “Home Insurance Building”.

      Na escultura , o francês Rodin é o principal nome . Sua estátua de São João Batista demonstra o realismo e a técnica que levam o autor a ser considerado o iniciador da escultura moderna .

      Na pintura, a “Escola de Bartizon “marca a passagem do Romantismo para o Realismo . Nela encontramos também os percursores do impressionismo e da arte moderna .

      Pregava a valorização das possibilidades artísticas de representar a realidade. Neste movimento, os artistas optaram por representar as imagens do cotidiano de um modo real, aproveitando as sensações da luz e da cor. Os temas utilizados foram os populares, ligados à realidade visível e ao presente. Dentre os pintores realistas destacaram-se Corot, Courbet, Millet e Daumier.

      Os arquitetos do período encaravam os novos materiais surgidos com a industrialização, como possibilidades de inovações na estrutura dos edifícios, mas eram incapazes de dar-lhes formas coerentes, o que resulta em composições de características ecléticas.  

 

       O século XIX foi marcado por descobrimentos técnicos e a industrialização exerceu influência em todos os campos. A arte se adaptou aos métodos de observação objetiva da ciência e tinha a ambição de resolver o problema social decorrente dos progressos mecânicos.

        Exercício referente ao texto do Cinema como arte.

1- Por que o cinema é conhecido como a “sétima arte”?

2- Em que ano acontece a primeira exibição de cinema no Brasil, e que tipo de filmes foram projetados?

3- Em que período da história do cinema nacional revelou-se a artista Carmem Miranda?

4- Qual é o primeiro gênero do cinema brasileiro, e como surgiu?

5- Em 1955, Nelson Pereira dos Santos lança o filme precursor do Cinema Novo, "Rio, 40 Graus". Quais são os principais objetivos propostos pelo Cinema Novo, e seus principais diretores?

 

     OBS: Deverá ser entregue na quinta-feira (2001-2002-2003-2006 ) e na sexta-feira (2004 - 2005 ), 10/11/16 e 11/11/16 respectivamente

 

 
 

Cinema como arte

Na Europa do século XVIII, existiam seis artes: arquitetura, pintura, escultura, música, literatura e teatro (incluindo a dança). Eram conhecidas como Belas Artes. O cinema foi inventado pelos irmãos Auguste e Louis Lumiére no final do século XIX, e passou a fazer parte da lista das Belas Artes graças ao intelectual italiano, Ricciotto Canuto, em 1912.

Em 1985 na França, Auguste e Luis Lumière, fizeram a primeira exibição pública de uma imagem em movimento. Louis Lumière produziu e exibiu um documentário de curta metragem chamado “Sortie de L’usine Lumière à Lyon” (Empregados deixando a Fábrica Lumière), e possuía 45 segundos de duração. Os filmes desta época eram feitos baseados nos acontecimentos do cotidiano.

Em 1902, Georges Méliès lança o filme “Viagem à Lua”, e inaugura o gênero da ficção, desenvolvendo diversas técnicas: fusão, exposição múltipla, uso de maquetes e truques ópticos, precursores dos efeitos especiais. O cinema então virou arte!

Vamos conhecer agora  um pouco sobre a história do cinema brasileiro?

Em 1896 acontece a primeira exibição de cinema no Brasil. Ocorreu no Rio de Janeiro, onde foram projetados oito filmetes retratando apenas cenas pitorescas do


cotidiano de cidades da Europa. Em 1898, o imigrante italiano Affonso Segretto traz para o Brasil o cinematógrafo, invenção dos irmãos Lumiére, e filma cenas do porto brasileiro, e fica conhecido como o primeiro cineasta em terras brasileiras.

Entre 1906 e 1910 surgem os primeiros filmes de ficção, chamados de “posados” ("Os Estranguladores", de Francisco Marzullo), os “cantados”, com atores dublando ao vivo (“Paz e Amor”).

Na década de 1930 coexistem o cinema mudo e o cinema sonoro. As produções nacionais são voltadas para musicais carnavalescos, com atores de rádio e teatro. Adhemar Gonzaga cria o estúdio Cinédia, que produz dramas populares e comédias musicais, como “Alô, Alô Brasil” (1935) e “Alô, Alô Carnaval” (1936), que revelam a cantora Carmen Miranda, sucesso internacional.

Na década de 1940, os filmes carnavalescos da década anterior evoluem para filmes cômico-musicais, de baixo orçamento, dando origem ao primeiro gênero brasileiro, a Chanchada. Em 1949 é lançado o Estúdio Vera Cruz, o primeiro a realizar moldes profissionais no Brasil. Seu grande sucesso é o comediante Mazzaropi. Mas o estúdio acaba na década de 1950.

Em 1955 Nelson Pereira dos Santos lança o filme precursor do Cinema Novo, "Rio, 40 Graus". O Cinema Novo opõe-se ao populismo das Chanchadas, buscando um estilo nacional por meio da discussão da realidade econômica, social e cultural do país. Entre os principais diretores, estão Nelson Pereira dos Santos, Roberto Santos, Glauber Rocha e Arnaldo Jabor. José Mojica Marins, o Zé do Caixão, populariza o cinema de terror brasileiro.

Sob controle do governo, a Embrafilme garante espaço para os filmes  nacionais, em meio ao domínio dos filmes estrangeiros, com financiamento público e salas de exibição garantidas em lei. Em São Paulo, o movimento da Boca do  Lixo produz filmes de baixo orçamento, com forte apelo erótico, conhecidos por Pornochanchadas, na década de 1970.

Na década de 1980, a produção cinematográfica cai, e praticamente não são exibidos filmes nacionais. Curtas e documentários passam a ser os únicos representantes do cinema brasileiro com acesso ao mercado.

Com a crise política e econômica do governo Collor na década de 1990, a crise cinematográfica se agrava. Na segunda metade da década, filmes brasileiros voltam   a


ser realizados, chamando a atenção da crítica internacional, no período que fica conhecido por Cinema da Retomada. Um filme deste período é o Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995), de Carla Camurati.

 

Atualmente, o cinema nacional tenta conquistar maior participação no mercado, produzindo cada vez mais filmes com qualidade. São lançados filmes de grande sucesso de público e reconhecimento internacional.

 
 

Trabalho Jogos Eletrônicos

JOGOS ELETRONICOS

1-     1) O texto menciona uma conexão simbólica entre o cinema e os jogos eletrônicos em relação à música. Explique essa relação:

2-    2)  O texto menciona as sensações e as emoções que a música desperta nos jogadores auxiliando o envolvimento no jogo eletrônico. Exemplifique as emoções em jogos de ação e de aventura, apresentados no material estudado:

3-     3) Você conhece jogos eletrônicos? Imagine jogar sem o áudio ou assistir a um filme somente com as falas das personagens sem trilha sonora. Prenderia sua atenção?

Justifique a sua resposta.

 

 

Para a próxima aula : 1- Exercício resolvido em folha separada, individual.

   27/10/16                   2- Imprimir o texto : O cinema como arte. Colar no caderno.

 

 

 
 

Música e Jogos eletrônicos

Imagine os jogos eletrônicos sem trilha sonora, seria a mesma coisa? Vamos conversar sobre isso.

 

Antes de vermos o cinema falado, a música era instrumento primordial para impulsionar as emoções. Os expectadores viam toda a magia das histórias na tela grande sob a guarda de um maestro ou músico, que conduzia todo o plano de fundo. Entre risadas e choros, foi assim por um tempo, até que, em 1927, quebrava-se o silêncio pela primeira vez, com o primeiro filme falado, O Cantor de Jazz, um musical  na verdade.

 

Criando uma conexão simbólica, essa demonstração é coincidente com o que presenciamos hoje com os jogos eletrônicos. Temos diálogos, sim, mas a trilha sonora é o ponto alto de tudo dentro de uma trama de game. Como não há seres humanos reais ali, o elo emocional que nos resta é 30% proveniente da história, que - vamos falar a verdade - algumas pessoas não prestam muita atenção, e 70% da    música, que,de acordo com a intensidade dos sons, é por onde sabemos onde está o perigo ou a realidade agradável.

Alguns trabalhos musicais surpreendem por sua profundidade com a história, e, em certos casos não se tem a voz do personagem, apenas momentos de ação e drama, nos quais a trilha sonora cabe como instrumento vocal. A partir disso, conta-se milhares de histórias que nos direcionam a universos diferentes.

 

Um FPS (jogo de tiro em primeira pessoa) que traz, geralmente, um clima denso vem com sons que condizem com a tensão de um dado momento. Um jogo de aventura pode oferecer mistério e ação e, entre esse meio termo, a trilha também se equilibra de acordo.

 

Todo o trabalho envolvido nesse nicho é parecido com o da indústria cinematográfica. Mas como deve ser fazer parte disso? Como será estar atrás da batuta, atrás do instrumento que cria o chão do jogo? Mesmo não fazendo parte de uma orquestra, algumas bandas também têm relações extremas ao integrarem a trilha sonora de algo grandioso quanto um game ou, como dito, um filme.

 
 

a Ópera

A ópera

 

A ópera surgiu na Itália sob a  Renascença.

As primeiras óperas foram Dafne e Eurídice feitas por integrantes da "Camerata Fiorentina", grupo de poetas e músicos que preconizavam a volta do teatro grego.

A aceitação destas óperas pelo público levou Claúdio Monteverdi a criar a verdadeira ópe,ra, uma reforma completa, com sua obra Orfeu , com recursos de harmonia e aumento  da orquestra pa­ ra cerca de quarenta  instrumentos.

Por isso ele é considerado o "criador da or­ questra" , introduzindo todos os instrumentos e preocupando -se coin a arrumação.

 

Tornando-se o gênero predileto  do  público, a ópera propaga-se  por toda a  Europa.

 
 

Puccini e Tchaikovski

PUCCINI (1858-1924)

Giacomo Puccini, natural de Lucca estudou no Conservatório de Milão, onde mostrou grande inclinação  para  a  ópera.

Seu primeiro êxito foi Manon Lescaut, atin­ gindo o apogu com La  boheme.

 

 

TCHAIKOVSKI (1840-1893)

 

Piotr Ilitch Tchaikovski desde cedo apresen­ tou aptidões para a música . Prematuramente de­ monstrou talento para a  improvisação,  quando seu pai resolveu incentivá-lo.

De suas composições destacamos: concertos para piano e orquestra, óperas, suítes, entre elas Quebra nozes, a sinfonia Patética, Sonhos de in­ verno, Pequena  Rússia  e Lago dos cisnes.

 

 
 

Bellini, Rossini e Verdi

BELLINI (1801-1835)

 

Vincenzo Bellini, italiano que viveu em Paris, muito  preocupado  com  o  "bel canto".

Escreveu entre outras obras as óperas: Nor­ ma e A sonâmbula.

 

ROSSINI  (1792-1868)

Gioacchino  Rossini,  o "cisne de Pesaro". Suas óperas: Otelo,  Guilherme  Tel1 e O barbeiro de Sevilha, esta sua  obra-prima,  de  estilo leve e ligeiro.

 

 

VERDI  (1813-1901)

Giuseppe Verdi, considerado um dos  maio­ res compositores do século XIX no gênero dramático

Estreou no- Scala de Milão - a consagração _ de todos os músicos da época. Melodia suave, rit­ mo gracioso,_ .libertou-se do convencionalismo clássico


 
 

Brahms, Chopin, Liszt

          BRAHMS (1833-1897)

 

Johannes Brahms, filho de cantor, foi exímio pianista  e violoncelista.

Tradicionalista, muito se preocupou ··com a forma. Técnico perfeito, criou ritmos originais. Amigo   de   Schumann,   apaixonou-se   por Clara Schumann.

Sua obra é muito vasta: música sinfônica, música de câmara, canções, concertos, composi­ ções para piano etc.

 

CHOPIN (1810-1849)

Frédéric François Chopin, de Varsóvia, vir­ tuose aos oito anos. Obrigado a deixar a pátria, a saudade muito influenciou em suas composições. Contribuiu para a evolução da música com inova­ ções na fraseologia, nas formas, no estilo e na téc­ nica  do piano.

Estilo pessoal e original , foi muito propria­ mente  chamado  de  "alma  do piano" .

 

Compôs: 14 valsas, 45 mazurcas, 4 baladas, 25 estudos, 24 prelúdios; noturnos, scherzos, so­ natas,  concertos  para  piano  e orquestra.

 

LISZT (1811-1888)

Franz  Liszt,  aos  14  anos  escreveu   a  ópera D. Sancho, mas aos nove anos já era um virtuose. Aos 15 anos escreveu Estudos  transcendentais pa­ ra piano. Foi grande propagador das músicas dos amigos.

Foi revolucionário na arte, como pianista e compositor.

Notável por seus poemas sinfônicos, fixou residência em Paris, e excursionando pela Europa ajudou  Wagner  a construir  seu teatro.

Compôs: Poemas sinfônicos , entre eles o be­ líssimo Os prelúdios; Rapsódias húngaras, con­ certos para piano e orquestra, o célebre  Rêve d'amour para piano, além das transcrições de Berlioz,  Bach,  Schubert,  Schumann, etc.

 
 

Schumann, Mendelsoohn, Wagner

SCHUMANN (1810-1856)

Robert Schumann, aos sete anos, sem co­ nhecer regras de composição, já compunha. Dota­ do de rara sensibilidade, chorava quando ouvia os lieds de Schubert.

Apaixonouse por Clara - a primeira pia­nista da Europa' - filha de Wieck, o mais notáyel professor de piano da época, que se opôs ao casa­ mento, alegando ser ele portador de doençà men­ tal hereditária, cujos sintomas já apresentava. Com mandato judiciário, Schumann consegue casar-se.

Por meio de sua revista , fundada ·em 1834, combatia os que atacavam os . românticos e tornou conhecidos os novos compositores : Chopin, Liszt, Brahms ...

Compôs: estudos sinfônicos, · música de câ­ mera, poemas sinfônicos com vozes e orquestra, composições  para  piano   etc.

Em 1846, à.gravando-se sua doença mental, continuou compondo. Sofria de estranha melan- colia.       ··

Com sua ·morte, Clara se tornou a grande divulgadora  de sua obra.

 

 

MENDELSSOHN-BARTHOLDY  (1809-1847)

Jacob L. Felix  Mendelssohn-Bartholdy,  neto de grande filósofo alemão, foi educado em am­  biente seleto onde desenvolveu seu talento precoce. Aos 17 anos compôs  sua  obra-prima:  Sonho  de uma  noite  de verão.

Fundou   a   Associação   Musical   e   dirigiu  o conservatório e a orquestra de Leipzig.

Compôs 5 sinfonia, ouvertures, música de cena,  música  de câmara   para piano , lieds etc.

 

 

             WAGNER (1813-1883)

                      Richard Wagner, de família pertencente ao teatro. A.os 26 anos apresentou sua primeira ópera - Rienzi - e depois Navio fantasma. Escrevia os poemas de seus dramas. Reformou o teatro da ópera, abandonando o drama historico. Uniu canto e orquestra.

      Suas óperas: Rienzi, Navio fantasma, Tan­ nhauser, Lohengrin, Tristão e Isolda e a tetralo­ gia O anel dos Nibelung - composta de quatro óperas: Ouro do Reno, Valquírias, Siegfried, Cre­ púsculo dos deuses.

       Construiu o famoso Teatro Nacional em Bayreuth , no que foi ajudado pelas Associações wagnerianas e por Liszt. A inauguração  do  teatro foi feita co.m  a apresentação  da tetralogia  .

       "A música é a linguagem da emoção." (Wagner)

 

 

            


Schubert e Weber

SCHUBERT (1799-1828)

 

Franz Schubert nasceu nos subúrbios de Vie­ na. Estudou violino com seu pai, mestre-escola. Participou  do  coro  da  capela  imperial  de  Viena, o que lhe proporcionou  estudo  gratuitos.  Teve como professor  de composição  Salieri.

De suas composições , o que mais  caracteriza  o Romantismo é o lied, canção de  qualidade  eru­ dita em alemão. Sua característica é o acompanha­ mento instrumental em que se nota pouco caso às formas  de composição.

Schubert criou o improvise, inspiração do momento.

De caráter impulsivo, boêmio, trabalhava muito e era mal remunerado. Morreu ce

"Minha música é o produto de meu gênio e de minha miséria."  (Schubert)

Deixou centenas de lieds , S óperas, sinfonia, músicas de câmara, composíções para piano etc.1 Muitas delas só foram conhecidas quase cinqüenta anos  após  sua morte.

 

WEBER (1786- 1826)

Carl·Maria von Weber, débil e coxo, aos 17 anos já era diretor de orquestra de Breslau. Publi­cou uma edição dos corais de Bach, hoje conside­ rada obra rara. Dirigiu o Teatro de Praga. Sua ópera Der Freischütz (o franco-atirador) possui nítidos elementos românticos, introdução de me­ lodias populares .

Compôs as óperas ·Oberon e Euryanthe; pa­ ra piano, Convite à dança  etc.

 


 
 

O contato com os Incas

O contato com os incas

     Em 1531, Francisco Pizarro partiu para o Peru para anexar o Império Incaico à Espa­nha. Contava com cerca de 180 homens, 37 cavalos e algumas armas de fogo.

     O chefe supremo inca - Sapa-Inca - de­tinha os poderes militar, religioso e político, mas a sua sucessão não era muito bem esta­belecida e a disputa pelo poder desencade­ava lutas sangrentas entre os candidatos ao título.

     À época da chegada dos espanhóis, o Império Inca estava sendo disputado entre os irmãos Atahualpa e Huáscar. Atahualpa tornou-se o Sapa-Inca após derrotar o ir­mão.

     Quando Pizarro chegou aos altiplanos an­dinos, encontrou-se com Atahualpa na cidade de Cajamarca e lá o inca foi feito prisioneiro dos espanhóis.

     Pizarro exigiu um fabuloso resgate pela vida do imperador, assim como Cortez havia feito com a prisão de Montezuma, no México, em que ele recebeu 800 kg de ouro asteca.

     Os homens de Pizarro exigiram como res­gate uma sala de ouro e prata. A sala possuía 6,70 m de comprimento, 5,20 m de largura e 2,70 m de altura. No total, os espanhóis rece­beram mais de 5 toneladas de ouro! Mesmo assim, a vida de Atahualpa não foi poupada.

     A prisão e morte do imperador inca der­rubou qualquer resistência aos espanhóis, de imediato. Os nativos abandonaram as cidades e os povoados e iniciaram a reação ao domí­nio espanhol.

     O último imperador andino foi Tupac Amaru, que efetivou a última grande revol­ta contra o domínio espanhol. Executado em 1572, seu nome tornou-se símbolo da luta pela liberdade. No século XVIII, seu descen­dente João Gabriel Tupac Amaru liderou uma rebelião indígena contra os espanhóis. Após violentos enfrentamentos, Tupac Amaru foi preso, torturado e morto em Cuzco, em 1781. O nome Tupac Amaru foi proibido em público e o uso de ornamentos da nobreza inca tam­bém foi proibido.

 

A conquista da América Andina contou com a violência bélica (cavalo, espadas e canhões), com a violência cultural (imposi­ção dos valores europeus sobre os nativos) e ainda com o imaginário popular (os incas, ao verem os espanhóis brancos, barbudos e de armaduras, acreditaram que era o deus Viracocha, o filho do Sol). Além disso, os es­panhóis conseguiram a adesão da classe do­minante. O povo agora trabalharia não para o rei, mas para a Espanha.

 
 

O contatoa com os Maias

O contato com os maias

Após a conquista do México, Fernão Cor­tez enviou Pedro Alvarado para a região de Yucatán, em 1523.

Os maias que os espanhóis encontraram nem de longe lembravam a civilização cujas ruínas encantaram e encantam estudiosos e turistas.

Aterrorizados pelas armas de fogo e pelo cavalo, os descendentes maias sucumbiram ao poder espanhol. Além da belicosidade es­panhola, os nativos foram derrubados por epidemias desconhecidas por eles, como a va­ríola.

 

Mesmo conquistados e aviltados, os des­cendentes maias preservaram variações da língua maia, especialmente na península de Yucatán e na Guatemala. Ninguém sabe por que os maias abandonaram suas cidades e ninguém consegue explicar também como eles conseguiram resistir até hoje, mantendo tradições milenares.

 
 

O contato com os Astecas

O contato entre brancos e índios na América

     Logo de início, os índios receberam cor­dialmente os europeus em geral.

     Entretanto, a cobiça dos brancos por ouro, prata e artigos exóticos logo mudaria essa relação pacífica, promovendo um violen­to etnocídio das populações nativas. Além da destruição física propriamente dita, os nativos americanos tiveram sua cultura, seus usos e seus costumes destruídos pelos europeus, que, em nome da "civilização" e da "religião", lhes impuseram novos idiomas e uma nova fé.


O contato com os astecas

      Uma antiga profecia asteca afirmava que um dia o deus Quetzalcoatl, a serpente emplumada, que era retratado como um homem de pele clara e de barba, viria, em pessoa, pelo mar.

     Quando os espanhóis chegaram saindo das águas, com vestimentas brilhantes (armaduras), de pele e olhos claros e barbudos, os astecas creditaram que a profecia estava se concretizando.

     Para agradar a esse deus, o imperador Montezuma II o recebeu com presentes e festas, mas o espanhol Fernão Cortez, impressionado com a grandiosidade dos templos e com a cidade, tratou logo de conquistar aquela região cujo povo conhecia e dominava a arte da fundição aurífera.

     O povo já ouvira falar que aqueles "deuses" possuíam "raios que matavam" (arcabuzes) e ficaram aterrorizados com a visão daqueles homens brilhantes montados em "monstros que soltavam fumaça pelo nariz" (cavalos, animais desconhecidos até então). 

     Numa demonstração de força e ousadia, Cortez exigiu vinte bravos guerreiros astecas. Ao ter o pedido atendido, Cortez decepou as mãos daqueles valentes guerreiros na frente do imperador Montezuma.

     Em seguida, os espanhóis iniciaram a destruição da cidade e Montezuma, um so­berano prisioneiro, pregara uma política de conciliação com os invasores. O povo asteca reagiu à invasão como pôde e, num desses confrontos, Montezuma foi morto.

     Seu sucessor, Cuauhtémoc, enfrentou os espanhóis, que haviam conseguido apoio de tribos rivais, e foi derrotado em 13 de agosto de 1521. Ao se tornar prisioneiro dos espa­nhóis, foi barbaramente torturado durante três anos, até que Cortez resolveu enforcá-lo.

     Com apenas 11 navios, 500 soldados, 16 cavalos e 10 canhões, Fernão Cortez conquistou o Império Asteca, que, na época, possuía cerca de 15 milhões de habitantes.

 

     Para realizar tal proeza, os espanhóis con­taram com cavalos e canhões, que os nativos não conheciam, com as disputas internas e as revoltas de outros povos dominados pelos aste­cas, mas que não aceitavam essa subordinação.

 
 

Pós-Modernismo

     O Pós-Modernismo, que também pode ser chamado de pós-industrial, predomina mundialmente desde o fim do Modernismo. É caracterizado pelas recentes inovações tecnológicas, pela subversão dos meios de comunicação e da informática, com a crescente influência do universo virtual, e pelo desmedido apelo consumista que seduz o homem pós-moderno. Essas características de natureza social, cultural e estética, marcam o capitalismo da era contemporânea. Desta forma, o Pós-Modernismo representa todas as profundas modificações que se desenrolam nas esferas científica, artística e social, dos anos 50 até os dias atuais. Já não é preciso inovar, nem ser original e a repetição de formas passadas, passa a ser aceita.

     O Pós-Modernismo é um processo ainda em desenvolvimento no contexto histórico em que vivemos. No entanto, é difícil analisar este movimento, já que está em construção.

     Alguns pesquisadores, como o francês Jean-François Lyotard, consideram que a Ciência perdeu muito de seu crédito como geradora da verdade absoluta, portanto este processo contemporâneo é qualificado como a negação de todas as justificativas imperativas. Nada mais é certo, tudo é relativo e impreciso.

     O Homem pós-moderno habita em um universo de imagens, repleto de símbolos privilegiados em detrimento dos objetos; a simulação substitui a realidade, e elege-se o hiper-realismo, que pretende transpor para o universo das imagens, uma realidade objetiva como expressão máxima da contemporaneidade e das incertezas humanas.

     O hiper-realismo porém, entra em choque com a existência cotidiana concreta, o que provoca no Homem uma perturbação, pois em um determinado momento é difícil estabelecer as fronteiras entre real e ficção.

     Tudo é fluido na pós-modernidade, uma vez que nada mais é realmente concreto na era atual. Tempo e espaço são reduzidos a fragmentos. A individualidade predomina sobre o coletivo e o ser humano é guiado pela ética do prazer imediato como objetivo prioritário.     A humanidade é induzida a levar sua liberdade ao extremo, 12 colocada diante de uma opção infinita de possibilidades, desde que sua escolha recaia sempre no consumismo.

 

     Pode se dizer, que a Pop Art foi a primeira expressão artística do pós-moderno. Surgiu na Inglaterra, mas ganhou força nos Estados Unidos. Ironiza os ícones do consumismo que a sociedade idolatra, e ao mesmo tempo, luta contra o subjetivismo moderno. Ela surge com a explosão das comunicações de massa, apresenta uma linguagem assimilável pelo público, e utiliza um hiper-realismo ao copiar a vida diretamente em objetos do cotidiano. Finalmente, a Pop Art esgota os códigos estéticos do modernismo, pondo fim à beleza como valor supremo da arte.

         A arte Conceitual na década de 70 dá um passo a mais em direção ao vazio pós-moderno. Ela desmaterializa a arte ao dar um sumiço em seu objeto. Pinturas e esculturas passam a ser supérfluas, pois somente existe interesse pela ideia, a criação mental do artista, registrada num esboço, esquema ou frase.

     Na Pós-modernidade, os artistas têm maiores possibilidades de se comunicar, mas a quantidade incalculável de tendências e linguagens torna impossível alguma unidade formal.

 

     Resta saber por quais caminhos se desdobrará o Pós-Modernismo, se ele também sofrerá uma ruptura inevitável, ou se será enfim, substituído por outro movimento sócio-cultural.

 
 

ARTE GÓTICA

Período compreendido entre meados do século XII e início do século XIV, onde o esplendor medieval foi marcado pelo crescimento das cidades, gerando um período de prosperidade econômica.

     Na construção de catedrais, principais espaços arquitetônicos deste período, foram utilizados arcos em ogiva, a fim de se obter maiores vãos. Vitrais iluminavam o interior das catedrais, criando nestas uma atmosfera mística. As paredes translúcidas mostravam narrativas dos textos sagrados, procurando recordar constantemente as palavras proferidas pelos sacerdotes. As catedrais góticas possuíam torres laterais de grande altura e arcos em forma de ogiva nas suas portas de entrada, ressaltando a grandiosidade.

     O culto à Virgem Maria foi instituído neste período e a imagem de virgem transformou-se na imagem simbólica da Igreja. A imagem de Nossa Senhora era destacada em esculturas ou em vitral circular, denominado Rosácea, presente nas fachadas. A virgem Maria passou a ser identificada com a figura da flor.

     A escultura religiosa encontrou espaço nas pequenas imagens, fáceis de serem carregadas por seus devotos. Nestas, pode-se constatar a utilização de mármore, madeira, marfim e ouro, além de pedras preciosas.

     A pintura era evidenciada nas têmperas dos retábulos que compõem  o altar e através dos livros de orações que eram complementados com o uso de iluminuras.

 

Principais características:

 

-       Arquitetura: Apresenta perfeita harmonia entre interior e exterior, formando um todo orgânico, cujos elementos se definem por sua função no conjunto. Nas igrejas, observa-se uma atmosfera de religiosidade, com o predomínio da vertical, reforçando no homem o sentimento de pequenez e ânsia de conquista do infinito. Templos mais famosos: Catedral de Hartres, Catedral de Reims, Catedral de Colônia, Catedral de Notre Dame de Paris e Milão.

 

-       Escultura: Normalmente integrada na arquitetura, predomina o convencionalismo da arte românica. A expressividade se concentra no rosto.

 

 

-       Pintura: Tem caráter bidimensional e é substituída pelo vitral policromado, cujos efeitos plásticos e luminosidade difusa criam ambiente de recolhimento e piedade cristãos.

 
 

Contemporaneidade

 

Contemporaneidade

 

      O momento pós-moderno é vivido por uma atitude nova diante das coisas. O século XX é o da introspecção, no qual, em seu interior, o artista encontra material para expressar-se. É o momento do efêmero, que suscita uma atitude de aceitação. É o século do processo de fragmentação, do simulacro, do acaso, da turbulência, da velocidade e do dinamismo extremado.

 

     O não querer os valores estabelecidos demostra a insatisfação do artista para com o sistema e o estimula na busca de novos valores. O papel do subconsciente torna-se cada vez mais vivo dentro de nossa cultura, resultando na ênfase na subjetividade e no individualismo.

 

 

Arte conceicutal: a arte como idéia

 

      Situa-se dentro desse panorama a arte conceitual como forma de expressão artística que valoriza mais a idéia do que a construção material da obra, exigindo do expectador uma participação mental ativa. O conceitual é uma tendência que se aproxima mais da proposição de arte como processo e não como produto final, contando mais a idéia do que a aparência visual.

 

     A arte conceitual fala da arte mesma, é a arte sobre a arte. A importância da obra está mais na concepção do que em sua materialização; assim, a proposta já indica uma nova atitude, tanto do artista quanto do público. O artista propõe uma idéia e o observador é impulsionado a refletir e a imaginar. Dessa forma, a arte conceitual exige uma participação mental do espectador, transformando-o em integrante ativo no momento em que elabora com a idéia presente na obra. A primeira mostra de arte conceitual aconteceu na Suíça, em 1969, e reuniu conceitos, processos, situações, informações e documentos. No Brasil, alguns artistas têm explorado constantemente essa forma de arte. Dentre eles, citamos Waltércio Caldas, Barrio, Cildo Meireles e Regina Silveira.

 

 

Performance

 

     Manifestação artística que utiliza várias linguagens numa ação planejada e preparada pelo artista, sem participação do público.

 

 

Instalação

 

     A instalação é uma manifestação artística de caráter efêmero que desenvolve uma idéia ou conceito, utilizando diversos suportes e linguagens para compor um ambiente. Algumas vezes o artista cria espaços que permitem ao espectador penetrar na obra, tornando-se parte dela.

 

 

Happening

 

 

 

 Manifestação artísticas que acontece por meio da ação, da integração entre artista e público. Não há texto definido: ele é construído no desenrolar da ação.

 

 

 

 

 

Intervenção

 

 

 

     Manifestação artística que provoca ação direta e inesperada no cotidiano da cidade ou outro localdeterminado pelo artista.

 

 

 

 

 

Simulacro

 

 

 

     Em arte, é a substituição do objeto real por sua representação, que, alcançando um grau de perfeição inexistente no objeto real, pode ser considerado uma crítica à ausência de significado que atribuímos aos objetos cotidianos.

 

 

 

 

 

Pós-moderno

 

 

 

     O pós-modernismo é o movimento iniciado na Itália, por meio da arquitetura, nos anos 50. Seu principal objetivo foi reagir à busca de universalidade e racionalidade, propondo a volta ao passado por intermédio de materiais, formas e valores simbólicos ligados à cultura local. O movimento foi incorporado pelas artes plásticas nos anos 50 e 60, pela Pop Art e logo após pelos happenings, performances, intervenções e instalações. A linguagem do Pós-modernismo é a da decomposição ou desconstrução ( em contrapartida à composição modernista), numa visão contemporânea sobre o passado. A complexidade, a contradição, a ambiquidade, o ecletismo e o simulacro são algumas de suas características básicas.

 

 

 

 

 

Empatia

 

 

 

     Capacidade de sentir e perceber a si mesmo como se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.

 

 

A História da Televisão no Brasil - Parte 2

 

O início e o crescimento

 

Anos 1950

 

Em 18 de setembro de 1950, a televisão finalmente é inaugurada no Brasil, em São Paulo, em uma cerimônia considerada hoje simplória para a ocasião em questão. Assis Chateaubriand instala vários aparelhos pela cidade para que o povo conheça o que é televisão, pois muitos ainda nem sabiam do que se tratava. Naquele mesmo dia, é exibido um show que é considerado o primeiro programa da televisão no Brasil, TV na Taba, numa alusão aos primeiros moradores de nosso país.

     O show contava com vários artistas famosos tais como: Hebe Camargo, Wilma Bentivegna, Lolita Rodrigues que cantou o "Hino da Televisão Brasileira" composto por Guilherme de Almeida, no lugar de Hebe Camargo, que não compareceu, Aírton Rodrigues e Lima Duarte. Apesar de o programa ter sido bem sucedido, todos deram-se conta de que a emissora voltaria ao ar no dia seguinte e não havia uma programação formada. A emissora de São Paulo funcionava em uma parte dos estúdios das rádios Tupi e Difusora no bairro do Sumaré e denomina-se PRF 3, prefixo que usaria durante alguns anos, devido à coincidência com o canal em que operava.

Em 20 de janeiro de 1951, feriado no Rio de Janeiro em comemoração ao santo padroeiro da cidade, entra finalmente no ar a TV Tupi canal 6, com duas antenas instaladas em pontos estratégicos para expandir o sinal dos transmissores na Urca. A cerimônia de estreia da emissora contou com a benção dada por Frei José Francisco de Guadalupe Mojica (Frei José Mojica), ator "hollywoodiano" que abandonou o cinema para seguir a carreira religiosa. Os estúdios da emissora ficavam na Avenida Venezuela, no centro do Rio de Janeiro, onde antes funcionaram os estúdios da Rádio Tamoio, e o auditório e a central técnica da emissora funcionavam nas antigas dependências do Cassino da Urca, na Avenida João Luiz Alves, no bairro da Urca, zona sul do Rio.

Em 1951, a televisão não contava ainda com propagandas comerciais, assim o intervalo entre um programa e outro era preenchido com números musicais filmados, para dar tempo de se modificar o cenário para a atração seguinte. Como no Brasil as concessões de televisão eram entregues às emissoras de rádio, a televisão era encarada como "um rádio com imagens", assim vários artistas de rádio, principalmente, participaram desses filmes. O primeiro desses filmes foi com a cantora de rumbaRayito Del Sol, famosa na época pela ousadia de suas apresentações, e o bongozeiro dela chamado Dom Pedrito. O segundo foi com a participação de Hebe Camargo e Ivon Cury cantando a música "Pé de Manacá" em um cenário rústico. Outros artistas também participaram desses filmes como Emilinha Borba, Luiz Gonzaga, Adelaide Chiozzo, Lana Bittencourt e muitos outros.

 
 

A Hitória da Televisão no Brasil - Parte 1

 

A TELEVISÃO CHEGA AO BRASIL

 

Introdução: A pré história

 

Anos 1940

 

     Em 1941, a NBC, pertencente à RCA nos Estados Unidos, inaugura a televisão no mundo, na cidade de Nova Iorque, com transmissão em sistema de aluguel de aparelhos e de sinal, transmitindo do alto do edifício Empire State pelo canal 1, o mesmo canal que mais tarde seria utilizado pelas emissoras européias, onde as concessões eram restritas aos governos. Em 1946, em um acordo entre o governo americano e a RCA, o sinal da NBC é transferido para o canal 4 e instala-se o sistema de transmissão americano, inicialmente operando em 12 canais de VHF (de 2 a 13). Esse sistema é aprovado para as transmissões no Brasil, através de influência de Assis Chateaubriand, que estava interessado em ser o primeiro a inaugurar a TV no Brasil.

 

     Em 1946, são distribuídas, pelo governo de Eurico Gaspar Dutra, as primeiras concessões e é lançada a pedra fundamental para a construção do primeiro transmissor de televisão no Brasil, para a TV Tupi canal 6, em uma torre construída no Morro do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Em final de 1949, uma equipe de técnicos vem ao Brasil para conhecer a primeira torre e constata que, pela topografia da cidade, o Morro do Pão de Açúcar não é o local ideal para a instalação dos transmissores.

 

     Como Assis Chateaubriand tem interesse em inaugurar a primeira emissora de televisão na América Latina e já sabendo que os Estados Unidos estão patrocinando a inauguração de um canal em Cuba para o Natal de 1950, ele decide transferir a inauguração do primeiro canal para São Paulo, onde detém a concessão do canal 3, dado à Rádio Difusora de São Paulo. Encomenda nos Estados Unidos a aparelhagem necessária para a montagem da emissora já pronta, bastando para o funcionamento a instalação. Em julho de 1950, a encomenda chega de navio ao Porto de Santos e é acompanhada até a capital por artistas das Emissoras Associadas em São Paulo, numa carreata histórica.

 

 

 

 

 
 

O Realismo

 

 

 

O REALISMO

 

 

 

      O movimento que dominou  a segunda metade do século XlX ,o Realismo coincide com o cientificismo , valorizando o objetivo , o sóbrio, o minucioso , expressão da realidade e dos aspectos descritivos .

 

      Na arquitetura , os artistas se beneficiam do extraordinário avanço da técnica , e de materiais até então inexplorados , como o vidro  ,o ferro , o concreto armado .

 

      Na Inglaterra se faz a primeira ponte de estrutura metálica , a ponte de ferro sobre o rio Severn, construída pelo inglês Wilkinsom, em 1755.

 

      Em 1843, o francês Labrouste faz com ferro e aço a cobertura do salão da Biblioteca Santa Genoveva , em Paris .

 

      Em 1851, em Londres , o Inglês Paxton faz o monumental “ Palácio de cristal “, em ferro e vidro .

 

      Em 1889, Gustavo Eiffel levanta , em Paris , a famosa torre , hoje logotipo da “ cidade Luz”.

 

      Em Chicago é construído o primeiro arranha - céu , pelo engenheiro Jenney , o “Home Insurance Building”.

 

      Na escultura , o francês Rodin é o principal nome . Sua estátua de São João Batista demonstra o realismo e ao técnica que levam o autor a ser considerado o iniciador da escultura moderna .

 

      Na pintura, a “Escola de Bartizon “marca a passagem do Romantismo para o Realismo . Nela encontramos também os percursores do impressionismo e da arte moderna .

 

      Pregava a valorização das possibilidades artísticas de representar a realidade. Neste movimento, os artistas optaram por representar as imagens do cotidiano de um modo real, aproveitando as sensações da luz e da cor. Os temas utilizados foram os populares, ligados à realidade visível e ao presente. Dentre os pintores realistas destacaram-se Corot, Courbet, Millet e Daumier.

 

      Os arquitetos do período encaravam os novos materiais surgidos com a industrialização, como possibilidades de inovações na estrutura dos edifícios, mas eram incapazes de dar-lhes formas coerentes, o que resulta em composições de características ecléticas.  

 

       O século XIX foi marcado por descobrimentos técnicos e a industrialização exerceu influência em todos os campos. A arte se adaptou aos métodos de observação objetiva da ciência e tinha a ambição de resolver o problema social decorrente dos progressos mecânicos.

 
 

O Romantismo

 

 

 

O ROMANTISMO

 

 

 

     O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico, de grande importância pelas mudanças que provocou no campo da criação. Pela primeira vez até então o artista não procurou representar os padrões de beleza consagrados, mas procurou antes de tudo exprimir os seus sentimentos. Buscou a liberdade individual. O romântico fugiu do contato com a realidade, deixando a visão subjetiva prevalecer. Considerou desumano o processo industrial, a preocupação com o lucro, a busca do máximo aproveitamento do tempo de trabalho e o acúmulo de capital. Para expressar sua desilusão se concentrou em temas de amores infelizes , cenas de loucuras, traições e tumultos passionais. Em outras ocasiões, na fuga da realidade, o artista optou por se concentrar nas representações da natureza, como sendo a salvação para o homem do período industrial, ou ainda por um apego a momentos passados, envocando o saudosismo de um momento não vivenciado. Este apego ao passado foi evidenciado nas soluções arquitetônicas do período, onde o período gótico foi visto como uma solução racional. Apareceu então o neogótico. As regras fixas e definidas deixaram de ser usadas, tanto na pintura como na escultura, mas foi na pintura que o movimento mostrou os seus grandes mestres: os franceses Gericault e Delacroix e os ingleses Constable e Turner e o espanhol Francisco de Goya.

 

      Como resumo podemos definir o movimento apresentando  características  variadas : um acentuado subjetivismo , imaginação criadora , inspiração , volta ao passado ,valorização das coisas da terra ,  dos heróis, dos feitos , senso de mistério , valorização do sobrenatural . O Romantismo explode no primeiro quartel do século XlX .

 

      O artista romântico cultua  a natureza , pois ela representa um motivo constante para as suas evasões , para suas meditações , um lugar de refrigério para a imaginação .

 

      Na pintura , a liberdade de composição se revela na exuberância da cor , nos contrastes de luz e sombra , num retorno ao Barroco , nas pinceladas livres , irregulares .

 

      Na arquitetura , revaloriza-se o gótico , o estilo considerado genuinamente europeu .

 

      Na escultura , o dinamismo e o domínio da massa caracterizam o movimento , como se vê no francês Rude, autor de A  Marcelhesa   -  Grupo em alto - relevo no arco do Triunfo de Paris .

 

      No folclore , o Romantismo descobre o rico e imenso  tesouro com que firma o nacionalismo .

 

     

 
 

O Cinema Como Arte

                                    O CINEMA COMO ARTE

     Na Europa do século XVIII, existiam seis artes: arquitetura, pintura, escultura, música, literatura e teatro (incluindo a dança). Eram conhecidas como Belas Artes. O cinema foi inventado pelos irmãos Auguste e Louis Lumiére no final do século XIX, e passou a fazer parte da lista das Belas Artes graças ao intelectual italiano, Ricciotto Canuto, em 1912.
     Em 1985 na França, Auguste e Luis Lumière, fizeram a primeira exibição pública de uma imagem em movimento. Louis Lumière produziu e exibiu um documentário de curta metragem chamado “Sortie de L’usine Lumière à Lyon” (Empregados deixando a Fábrica Lumière), e possuía 45 segundos de duração. Os filmes desta época eram feitos baseados nos acontecimentos do cotidiano.
     Em 1902, Georges Méliès lança o filme “Viagem à Lua”, e inaugura o gênero da ficção, desenvolvendo diversas técnicas: fusão, exposição múltipla, uso de maquetes e truques ópticos, precursores dos efeitos especiais. O cinema então virou arte!
Vamos conhecer agora um pouco sobre a história do cinema brasileiro?
     Em 1896 acontece a primeira exibição de cinema no Brasil. Ocorreu no Rio de Janeiro, onde foram projetados oito filmetes retratando apenas cenas pitorescas docotidiano de cidades da Europa. Em 1898, o imigrante italiano Affonso Segretto traz para o Brasil o cinematógrafo, invenção dos irmãos Lumiére, e filma cenas do porto brasileiro, e fica conhecido como o primeiro cineasta em terras brasileiras.
     Entre 1906 e 1910 surgem os primeiros filmes de ficção, chamados de “posados” ("Os Estranguladores", de Francisco Marzullo), os “cantados”, com atores dublando ao vivo (“Paz e Amor”).
     Na década de 1930 coexistem o cinema mudo e o cinema sonoro. As produções nacionais são voltadas para musicais carnavalescos, com atores de rádio e teatro. Adhemar Gonzaga cria o estúdio Cinédia, que produz dramas populares e comédias musicais, como “Alô, Alô Brasil” (1935) e “Alô, Alô Carnaval” (1936), que revelam a cantora Carmen Miranda, sucesso internacional.
     Na década de 1940, os filmes carnavalescos da década anterior evoluem para filmes cômico-musicais, de baixo orçamento, dando origem ao primeiro gênero brasileiro, a Chanchada. Em 1949 é lançado o Estúdio Vera Cruz, o primeiro a realizar moldes profissionais no Brasil. Seu grande sucesso é o comediante Mazzaropi. Mas o estúdio acaba na década de 1950.
     Em 1955 Nelson Pereira dos Santos lança o filme precursor do Cinema Novo, "Rio, 40 Graus". O Cinema Novo opõe-se ao populismo das Chanchadas, buscando um estilo nacional por meio da discussão da realidade econômica, social e cultural do país. Entre os principais diretores, estão Nelson Pereira dos Santos, Roberto Santos, Glauber Rocha e Arnaldo Jabor. José Mojica Marins, o Zé do Caixão, populariza o cinema de terror brasileiro.
     Sob controle do governo, a Embrafilme garante espaço para os filmes nacionais, em meio ao domínio dos filmes estrangeiros, com financiamento público e salas de exibição garantidas em lei. Em São Paulo, o movimento da Boca do Lixo produz filmes de baixo orçamento, com forte apelo erótico, conhecidos por Pornochanchadas, na década de 1970.
     Na década de 1980, a produção cinematográfica cai, e praticamente não são exibidos filmes nacionais. Curtas e documentários passam a ser os únicos representantes do cinema brasileiro com acesso ao mercado.
     Com a crise política e econômica do governo Collor na década de 1990, a crise cinematográfica se agrava. Na segunda metade da década, filmes brasileiros voltam a ser realizados, chamando a atenção da crítica internacional, no período que fica conhecido por Cinema da Retomada. Um filme deste período é o Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995), de Carla Camurati.
     Atualmente, o cinema nacional tenta conquistar maior participação no mercado, produzindo cada vez mais filmes com qualidade. São lançados filmes de grande sucesso de público e reconhecimento internacional.

 
 

Doutores da Alegria

Doutores da Alegria

     Você sabia que o teatro é uma área profissional de múltiplas vertentes?

     O teatro é um campo profissional que pode trabalhar com ação social, mídia, educação, arte, medicina, ou seja, pode ser considerando como campo de atuação social na humanização das relações e na condução de projetos de cidadania.

Existem diversas áreas de atuação teatral e múltiplas possibilidades estéticas. É um campo de trabalho e pesquisa que se alia a outras áreas profissionais, incentiva e produz ações sociais e políticas, além de interferir criticamente na vida e na sociedade, por meio do debate e discussão coletiva das questões públicas. O teatro incentiva a ação para a transformação da realidade, criando alternativas criativas para o enfrentamento das questões do cotidiano.

    Você já escutou falar no grupo Doutores da Alegria?

     Doutores da Alegria é uma organização sem fins lucrativos que, desde 1991, atua junto à crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde. A essência do trabalho é a utilização do palhaço, que brinca de ser médico no hospital, colaborando para a transformação do ambiente em que se inserem.

     Esta organização nasceu da experiência de uma organização similar, a Clown Care Unit, de Nova Iorque. Este grupo foi fundado por um palhaço dos Estados Unidos, Michael Christensen, em 1986, quando, em um evento num dos hospitais, ele decidiu incluir em suas brincadeiras, crianças que não podiam se deslocar até o espaço escolhido para a festa. Neste momento ele instaurou, em um local dominado por imagens de doenças, ícones de alegria e festividade.

     O brasileiro Wellington Nogueira entrou para esta equipe em 1988. Satisfeito com esta prática, decidiu implantá-la no Brasil. Depois de muito esforço, ele conseguiu dar início a este trabalho no Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em São Paulo, atualmente conhecido como Hospital da Criança.

Em mais de 20 anos de trajetória, a organização Doutores da Alegria já realizou muitas visitas, com um elenco de cerca de 40 palhaços profissionais, e possui unidades em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Recife.

No Rio de Janeiro e em São Paulo, mantém um programa que leva circo, música e poesia, a pacientes de hospitais públicos.

     Os Doutores da Alegria desempenham, por meio de sua Escola, um papel importante na pesquisa da linguagem do palhaço e na formação de artistas profissionais. Outras atividades artísticas, como peças teatrais, são apresentadas ao público em geral.

Mantida por doações de pessoas e empresas, a organização é reconhecida em todo o país por seu profissionalismo e atuação inovadora, graças aos serviços úteis prestados à sociedade, o que lhe conferiu uma certificação de utilidade pública nas esferas federal, estadual e municipal.

     O público-alvo são os pacientes com doenças graves, muitas delas consideradas incuráveis. Estes enfermos encontram-se, quase sempre, tristes e deprimidos, com uma visão negativa da vida e de seu corpo, sobre o qual acreditam não ter mais nenhum domínio. São pessoas traumatizadas e, muitas vezes, fechadas em si mesmas.

     A missão dos Doutores é promover a experiência da alegria como fator incentivador de relações saudáveis por meio da atuação profissional de palhaços junto a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde. Compartilhar a qualidade desse encontro com a sociedade com produção de conhecimento, formação e criações artísticas.

 

     O objetivo dos Doutores é tornar-se um centro cultural referência na arte do palhaço e nas artes cômicas em geral oferecendo acervo, publicações, cursos e produções artísticas que estimulem a reflexão e o diálogo crítico com diversos setores da sociedade

 
 

Nós do Morro

Publicado em 02/07/2012

Dez anos depois de 'Noites do Vidigal', peça que retratava o cotidiano do Vidigal, dois Shakespeares, uma adaptação de contos de Machado de Assis, e um Gorki, o grupo Nós do Morro volta seu olhar para o Morro do Vidigal e estreia o espetáculo teatral 'Bandeira de Retalhos' dia 30 de junho, no Teatro Municipal Maria Clara Machado. O espetáculo ficciona o episódio histórico de 1977, quando o governo tentou expulsar parte dos moradores do Vidigal. Eles resistiram e, com o apoio da população, de setores da igreja católica e da imprensa, mudaram a demografia do Rio de Janeiro para sempre. Com direção geral de Guti Fraga e Fátima Domingues, a peça é um musical 100% brasileiro escrita pelo cantor, compositor, cineasta e artista plástico Sérgio Ricardo, que também assina a trilha sonora e a direção musical. O espetáculo fica em cartaz às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h, de 30 de junho a 5 de agosto, no Teatro Municipal Maria Clara Machado. www.nosdomorro.com.br

 

 

 
 

O Neoclássico Brasileiro

  PERÍODO NEOCLÁSSICO BRASILEIRO -  PARTE I

 

     Dias depois de desembarcar na Bahia, em novembro de 1808, D.João VI abriu os portos do Brasil “ãs nações amigas”. Ao mesmo tempo parecem ter-se aberto também as mentes da corte para as potencialidades da colônia. Ao transformar o Brasil em Reino Unido de Portugal, D. João decidiu tornar o Rio de Janeiro a capital tropical do império luso. Para isso, fez desembarcar na cidade a missão artística francesa. Embora a discórdia interna e a inveja externa tenham sido marcas primordiais da estada da missão no Brasil, seu legado artístico e cultural foi monumental e duradouro. Com a missão desembarcou no Brasil o pintor Debret, cuja obra se tornaria a mais perfeita tradução do Brasil colonial e formaria a imagem que todos os brasileiros  letrados fazem desse período. A obra de Debret se confunde a de Rugendas, o pintor alemão que chegou ao Brasil pouco depois.

     A missão francesa era formada por pintores, escultores e gravadores que haviam caído em desgraça na França após a derrota de Napoleão. Esses homens, que tinham ajudado a criar os “símbolos” e a estética da “nova” França, seriam responsáveis, entre outros tantas obras, pela fundação, no Rio de Janeiro, da Academia e Escola Real de Artes, que mais tarde se transformaria na Academia Imperial de Belas-Artes( e, após a proclamação da República, viria a ser a Escola Nacional de Belas-Artes). DURANTE MAIS DE UM SÉCULO, A ACADEMIA DITOU AS NORMAS DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA E, ESPECIALMENTE NA SEGUNDA METADADE DO REINADO DE D.Pedro II, entre 1855 e 1885, se envolveria no processo que já foi chamado de “monumentalização” da história do Brasil.

     Iniciou-se um período em que, pela visão de um nacionalismo conservador e exuberante, liderado pelo próprio imperador, toda a história do Brasil foi “redescoberta” e relida por uma visão “brasileira”, embora ainda reverente à herança lusitana. Os frutos historiográficos mais notáveis produzidos nesse período são os estudos eruditos publicados na revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e na História Geral do Brasil, de Varnhagen. Tal projeto encontraria seu “braço pictórico” na obra de Pedro Américo, Vitor Meireles, Almeida Júnior, Rodolfo Amoêdo, Henrique Bernadelli, José Zeferino da Costa e Antônio Parreiras - pintores que, financiados por D.Pedro II, se encarregaram de produzir novas imagens do velho Brasil.

     Polêmica desde o dia de sua fundação , a Academia Imperial de Belas Artes já foi acusada de ter “destruído” o que de mais iventivo havia na arte brasileira: o Barroco, “espécie de espírito genético da nossa estética”. Mas o barroco era basicamente medieval e, de certa forma, a vinda da missão “civilizatória” francesa significaria uma modernização nos padrões artísticos brasileiros de então. A academia se tornaria conservadora dos padrões neoclássicos por mais de 50 anos, especialmente durante o reinado de D.Pedro II. Junto com as gravuras de Debret, são as obras produzidas pela academia - principalmente os quadros de Pedro Américo e de Vítor Meireles - que ilustram os livros didáticos de história do Brasil. As imagens produzidas pelos “invasores” franceses  e holandeses em geral são desprezadas.

     É próprio da imaginação histórica edificar mitos que, muitas vezes, ajudam a compreender antes do tempo que os forjou do que o universo remoto para o qual foram inventados.  Quando fabricaram as imagens pretendiam lançar as bases de um conceito de nacionalidade e estabelecer  seu “domínio” também no campo do imaginário. Assim, o classicismo da academia não era só um estilo artístico mas,  representava e se punha a serviço de  “um conjunto de valores sociais e políticos”, no seu esforço de criar a nova imagem da nação.

 

Extraído do  livro História do Brasil  - Zero Hora/RBS  jornal - Coordenação Eduardo Bueno - Adams Design

 

 

                 PERÍODO NEOCLÁSSICO BRASILEIRO -  PARTE II

 

 

     Após a proclamação da República,  a Academia Imperial de Belas-Artes não apenas mudou de nome: mudou de direção e baniu os artistas ligados ao antigo regime. Mas como a República foi incapaz de produzir uma  estética própria, nem tentou redefinir politicamente o uso da estética anterior, a pintura histórica continuou sendo feita pelos moldes anteriores - eventualmente até pelos mesmos pintores ( Pedro Américo,  por exemplo, pintou Tiradentes, logo elevado à categoria de “símbolo” do novo regime, em 1894). Não só a estética era a mesma; seus fins permaneceram inalterados.

     Pouco importa que a realidade tenha sido bem distinta da imagem. Em 1895, fundado o Museu Paulista, dirigido por Hermann von Ihering, iniciou-se o projeto de fabricação do mito do bandeirante impávido.

 

 

 
 

Neoclássico Europeu

 O NEOCLASSICISMO

       O século XIX foi marcado pela mistura entre subjetividade e objetividade; o estilo neoclássico pelo racionalismo, onde os aspectos intelectuais em geral predominaram sobre o emocionais. As criações neoclássicas apresentavam harmonia e beleza, baseando-se nos modelos clássicos do passado grego-romano. O belo ideal trouxe a perfeição e a objetividade das linhas acadêmicas, mas limitou a imaginação do artista, que passou a seguir modelos pré-determinados de composição, representação e cromatismo. Foram realizados estudos, na antiguidade clássica, para saber quais as proporções ideais para a construção de um prédio e estas foram repetidas com precisão neste período. Os pintores e escultores neoclassicistas copiavam os baixos relevos e as estátuas antigas para aperfeiçoar sua técnica. A principal virtude artística deste período era a cópia exata e não a criação de novos elementos. O melhor artistas era aquele que copiava com maior perfeição. O pintor que mais se destacou neste período foi David que se tornou um ditador artístico, influenciado desde o desenho do mobiliário até os trajes femininos.

     O neoclassicismo teve grande influência na arquitetura dos Estados Unidos da América. No Brasil foi o motivo da implantação da Academia Imperial de Belas Artes, que oficializou o ensino das artes plásticas, abrindo espaço para a formação de importantes artistas acadêmicos em nosso país como é o caso de Vitor Meireles e de Pedro Alexandrino.

     A teoria de existe uma beleza pura , absoluta , ideal , uma beleza que não se encontra na natureza mas no espírito humano , uma beleza fruto da técnica e do estudo , regida pela razão , encontra aceitação nas academias de arte , principalmente na França .

      Suas características principais :

-  Retorno ao passado ,pela imitação dos modelos antigos grego - latinos;

-  academicismo nos temas e nas técnicas , isto é, sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas - artes ;

-  convencionalismo rígido , nos temas e nas técnicas , derivado do estudo das obras da antigüidade grego - romana ;

-  arte entendida como imitação da natureza , num verdadeiro culto à teoria de Aristóteles .

      Na pintura , observa-se formalismo na composição e, refletindo o racionalismo dominante , exatidão nos contornos . Distinguem-se os pintores franceses David ( 1748-1825) , introdutor da pintura neoclássica na França  e Ingres ( 1780-1867) , desenhista , autor de obras de contornos nítidos e formas puras .

      Na arquitetura , a imitação dos modelos clássicos é clara , como se pode ver no arco do triunfo da praça L’Etoile , em Paris , projetado por Chalgrin , celebrando a vitória de Napoleão Bonaparte em Austerlitz e na porta de Brandemburgo , em Berlim , comemorando os feitos de Frederico ll , projetada pelo alemão Langhans.

 

      Na escultura , merece menção o escultor italiano Canova , grande perito no trato com o mármore e autor de obras famosas como: Perseu e a estátua de Paulina Bonaparte Borguese .

 
 

O Rococó

O ROCOCÓ

 

      O termo francês rocaille , que significa concha , deu origem ao termo rococó   -  uma forma de decoração baseada na estilização de conchas .

      Trata-se de um estilo rebuscado e aristocrático , bastante requintado , muito empregado pelos decoradores da fase final do barroco francês , predominando na arte européia do século XVlll .

      Na arquitetura , o Rococó limita-se à decoração de prédios barrocos ou renascentistas .

      Os exteriores tendem para a simplicidade , enquanto os interiores possuem grande quantidade de ornatos de estuque , metal ou porcelana ,  com  aparelhos ricamente emoldurados e pinturas de tons claros .  Os tetos , que no barroco eram ilusionistas , passam a ser decorados com arabescos e conchas  ( “rocailles “) .

      Na escultura , há um abrandamento das formas barrocas , com  larga difusão das estátuas decorativas de porcelana , que ,tendo começado na Alemanha logo se difundiu por toda Europa .

      Na pintura , nota-se maior difusão da luz, cores transparentes , com o emprego de tons suaves . Desaparecem os fortes contrastes de luz e sombra , bem como as pastosas pinceladas do Barroco .

 

      A temática é quase sempre de cenas do cotidiano , da vida pastoril , temas mundanos e fúteis substituem os temas religiosos e épicos . Surge o gosto pela mitologia e pelos ornatos de estilo oriental .                        

 
 

A História do Rádio

O RÁDIO

 

1-     ORIGEM E DESENVOLVIMENTO

     O rádio, este importante meio de comunicação de massas, não foi obra de um só homem.

     Ele foi o resultado de contribuições científicas de todas as partes do mundo durante  muito tempo.

     Para que você possa compreender sua origem acompanhe a longa trajetória que o rádio teve em sua evolução, até chegar ao ponto em que atualmente se encontra, poderoso veículo de comunicação que leva aos pontos mais distantes a cultura, a educação e o divertimento:

. 1873 – J.C. Maxwell completa sua teoria sobre as ondas eletromagnéticas. Observando que as ondas muito curtas afetam o nervo ótico, provocando uma sensação de luz, concluiu, pela existência de ondas maiores, que poderiam produzir efeitos eletromagnéticos.

. Heirich Hertz, em seu laboratório, em Karsruhe, na Alemanha, transmite impulsos de uma sala para outra, provocando a teoria de Maxwell e demonstrando a relação íntima entre a luz e a eletricidade.

. 1896 – O italiano Guglielmo Marconi patenteia o primeiro aparelho transmissor sem fio. Não havendo apoio em seu país, a Itália, vai para a Inglaterra. Ali, por ocasião de uma enfermidade da rainha Vitória, que se encontrava na ilha de Wight, transmitiu-se notícias para Londres, através do aparelho de Marconi, dando conta de seu estado de saúde.

. Dezembro de 1901, Marconi transmite sinais de Código Morse da Inglaterra para o outro lado do Atlântico, na Terra Nova. Estava criado, assim, o telégrafo sem fio e, por fim, o rádio.

. 1904 - o Inglês Fleming inventa a válvula de vácuo que permitiu controlar a velocidade das ondas eletromagnéticas.

. 1906 – O americano Lee de Forest acrescenta à válvula de Fleming a grade e, com isso, consegue ampliar as ondas.

     Estava criada a radiofonia, ou, como mais comumente se conhece, o rádio, agora capaz de levar o mundo, através do som, aos lares mais distantes.

     Natal de 1906, o professor R.A. Fesseden, em Massachusetts, nos Estados Unidos, transmite músicas e uma fala própria das festividades do Natal. Era o primeiro programa irradiado.

     Em 1908, Lee de Forest irradia, com sucesso, da torre Eiffel, em Paris.

2-     OS PROGRAMAS

     Em 1910, da Metropolitan Opera de Nova York, Enrico Caruso fazia o seu programa, o primeiro a ser transmitido pela rádio. A voz do imortal tenor italiano maravilharia o mundo.

     Mais foi só depois da Primeira Guerra Mundial que se incrementou a radiodifusão. A princípio, os programas eram feitos por radioamadores e se limitavam à difusão de músicas e discos.

     Com a curiosidade e o interesse despertados no público, surgiram também os interesses comerciais. Daí o aparecimento de organizações com o objetivo de divulgar informações, propaganda comercial e divertimentos.

     Em 1920, instala-se na Pensilvânia, Estados Unidos, a primeira radiodifusora regular, organizada pela Westinghouse Electric and Manufacturing.

     3 – O RÁDIO NO BRASIL

     Em 07 de setembro de 1922, o Brasil em festa, comemorava o centenário de sua independência. O presidente Epitácio Pessoa inaugurava, em discurso, a Exposição do Centenário da Independência, no Rio de Janeiro.

     Por iniciativa da Westinghouse Electric International e da Companhia Telefônica Brasileira, foi instalada no alto do Corcovado a estação de prefixo S.P.C. para a irradiação dos festejos da Exposição do Centenário da Independência. A inauguração dessa Exposição foi a primeira irradiação pública do Brasil.

     Em 20 de abril de 1923, é criada a primeira radiodifusora brasileira: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

     Hoje, há radiodifusoras em todas as capitais do país e nas principais cidades dos estados.

     Com um número sempre crescente, e graças ao transistor, que possibilitou a fabricação de aparelhos e receptores pequenos e a pilha, o rádio no Brasil é um dos mais importantes veículos de cultura e um poderoso instrumento de informação e educação, levando a cultura aos pontos mais distantes.

 

     O RÁDIO E A MÚSICA POPULAR

          Se a nossa música popular evoluiu, como a música popular de todo o mundo, é ao progresso e a tecnologia que se deve esta evolução. Produto da tecnologia, o rádio foi o grande veículo de divulgação da música popular, lançando cantores e compositores, hoje verdadeiros monstros sagrados do cancioneiro popular.

          No Brasil, foi a divulgação da música popular pelo rádio que fez imortais como Lamartine Babo, Noel Rosa, Heitor dos Prazeres, Pixiguinha e tantos outros compositores que formam a grande galeria de nomes da nossa música popular.

          Entre os divulgadores, podemos citar, entre outros, Renato Murce, Ari Barroso, César de Alencar, Paulo Gracindo e uma galeria interminável de comunicadores e “disk-jockeys”.

          Entre os intérpretes: Araci de Almeida, Francisco Alves, Carmem Miranda, Sílvio Caldas, Vicente Celestino, Orlando Silva e tantos astros que com suas vozes encanaram e continuam encantando a quantos ligam um rádio.

          Dos programas de variedades e de auditório aos programas musicais, muito deve ao rádio a música popular, que se desenvolveu e criou um público.

O RÁDIO E A NOTÍCIA

          Desde que se firmou como realidade, nenhum fato escapou ao rádio. O mundo todo, logo que acontece um fato importante, toma conhecimento dele. É o rádio informando, notificando, noticiando.

          Muito famoso no rádio brasileiro foi o “Repórter Esso”, programa de notícias que por muitos e muitos anos mandou ao ar as mais sensacionais notícias de todo o mundo.

          Nesse programa, foi notável a figura de Heron Domingues, cuja voz magnífica, que valorizava as notícias, era ansiosamente aguardada.

    

Fonte: Integrando As Artes – Editora Nacional

       

 
 

Diversos

 

 

10 . Nova Figuração

 

      É um retorno ao humanismo , valorizando a figura humana . Trata-se de um realismo baseado no simbólico , expressando um estado de espírito , uma emoção . Mostra o homem solitário dos grandes centros urbanos com seus conflitos interiores , suas alegrias .

 

 

11. Arte Fantástica

 

      É uma ficção científica , em que o artista procura figurar um mundo povoado de fantasmas . É uma desmistificação dos mistérios que a ciência atual desvendou . Lançam mão das descobertas espaciais , das pesquisas de laboratório , principalmente biológicas , da desmistificações do sexo e as utilizam em seus trabalhos , usando poliéster , texturas espessas , telas vazadas .

 

12. Op-art

 

      Arte baseada nos estudos sobre a percepção , exprime movimentos de cores e formas pelos efeitos óticos que elas produzem .

      Seu criador é Victor Vassarely , em 1965.

      Vindo de optical art ( “ arte ótica “) a Op-art é uma oposição à Pop-art e uma das correntes mais intelectualizadas da arte contemporânea .

 

13. Arte Cinética

 

      É uma arte - espetáculo em que  o espectador participa . Se na Op - art as formas se movem por ilusão , na arte cinética o movimento é real . É obtido pelo acionamento de mecanismos , conseguindo-se modificar as cores , as formas , e às vezes o som .

 

14. Tachismo

 

      A partir de 1945, como reação ao abstracionismo volta com força e beleza , informal , livre e intensamente cromático . É o Tachismo , nome que vem de

“ tache “que significa mancha . Surge por volta de 45 e se espalha pelo mundo inteiro até a década de 50  .

      São pintores famosos : Mathieu , Sonderborg , os brasileiros Cícero Dias , Bandeira , Manabu Nabe e Francis Bacon .

 

 

15.  

 
 

Nova Figuração

Nova Figuração

 

     É um retorno ao humanismo, valorizando a figura humana. Trata-se de um realismo baseado no simbólico, expressando um estado de espírito, uma emoção. Mostra o homem solitário dos grandes centros urbanos com seus conflitos interiores, suas alegrias.

 
 

Arte Cinética

ARTE CINÉTICA

 

 

     É uma arte espetáculo em que o espectador participa. Se na Op-art as formas se movem por ilusão, na arte cinética o movimento é real. É obtido pelo acionamento de mecanismos, conseguindo-se modificar as cores, as formas e às vezes o som.

 
 

Arte Fantástica

ARTE FANTÁSTICA

 

 

     É uma ficção científica, em que o artista procura figurar um mundo povoado de fantasmas. É uma desmistificação dos mistérios que a ciência atual desvendou. Lançam mão das descobertas espaciais, das pesquisas de laboratório, principalmente biológicas, da desmistificação do sexo e as utilizam em seus trabalhos, usando poliéster, texturas espessas, telas vazadas.

 
 

futurismo

5. Futurismo

 

 

      Tentativa de dar forma à velocidade é a característica mais marcante do movimento .

      Originado na Itália , através da teoria de Marinetti ,  publicada em manifesto em 1909 , procura expressar o movimento real , registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento .

      O artista procura captar a nova forma , modificação provocada pela velocidade .

 

      Umberto Boccioni , Garra , Balla , severini, Duchamp são alguns dos seus representantes .

 
 

Concretismo

 

Concretismo

 

      Trata-se de um abstrato geométrico que busca um movimento perceptivo vibratório através das cores e das linhas . É a síntese das teorias abstratas e científicas da arte moderna .

 

      É uma pintura em duas dimensões e alcança sucesso entre os artistas sul - americanos , principalmente os brasileiros Ivan Serpa , Malluf e outros . É a arte precursora da “Op-art “.

 
 

OBTENÇAO DAS CORES E VALOR TONAL

                     Obtenção das cores através da mistura das tintas          -  folha 03      

 

    Tendo em mãos as três cores primárias em forma de tinta , abre-se à sua frente o fascinante mundo das cores , pois misturando convenientemente o vermelho, o azul e o amarelo, serão obtidas cores secundárias e terciárias .

    Ao trabalhar com as tintas, devemos verificar se elas não se apresentam excessivamente pastosas; se isto ocorrer , bastará adicionar às mesmas o seu diluente . Se estivermos trabalhando com tinta a óleo , o diluente será a aguarrás ou terebintina ; se a tinta for guache , o diluente será água .

    Para a obtenção de uma cor secundária , devemos misturar partes iguais de duas cores primárias .

    Coloquemos uma parte de tinta vermelha sobre a palheta e, ao seu lado , coloquemos outra parte igual de amarelo .

    Com o auxílio do pincel misturamos as duas e obtemos a cor secundária laranja .

    Misturando uma parte de azul com uma parte de vermelho teremos a cor secundária violeta .

    Misturando uma parte de azul com uma parte de amarelo teremos a cor secundária verde.

    Outro aspecto que não podemos descuidar refere-se às proporções das tintas que com relação às secundárias devem ser iguais .

    Para obter as cores terciárias devemos modificar a proporção das tintas , estabelecendo a quantidade de dois para um , ou seja duas partes de uma primária misturadas a uma parte de outra primária .

    Misturando duas partes de amarelo com uma parte de azul , obtemos a cor terciária verde - amarelado . Notar que a cor terciária verde-amarelado tem essa denominação em virtude de possuir maior quantidade de amarelo que a cor secundária verde .

    Misturando duas partes de azul com uma parte de amarelo , temos a cor terciária verde-azulado , possuidora dessa denominação por conter duas partes de azul e            somente uma parte de amarelo .

    Graças ao estabelecimento da cor secundárias e terciárias temos à nossa disposição três categorias da cor verde : o verde puro , produto da mistura do azul com o amarelo , o verde -amarelado com a predominância do amarelo , e o verde-azulado , com a predominância do azul .

    Misturando duas partes de amarelo e uma parte de vermelho , teremos a terciária laranja-amarelado ; duas partes de vermelho , misturadas a uma parte de amarelo , nos fornecem a terciária laranja-avermelhado.

    A terciária violeta-azulado  é obtida pela mistura de duas partes de azul misturadas a uma parte de vermelho e ainda a terciária violeta-avermelhado é obtida pela mistura de duas partes de vermelho misturados a uma parte de azul .

 

    Valor tonal

 

    O recurso técnico do valor tonal permite ao pintor interpretar maior ou menor luminosidade que uma cor pode apresentar . Na realidade a valorização tonal tem por fim transmitir à pintura a interpretação da iluminação do objeto colorido . Suponhamos um objeto de cor vermelha , que pode estar iluminado  por luz forte ou fraca , exposto diretamente aos raios do sol ou situado à sombra .

    Percebemos de imediato que , para cada posição em que o objeto se encontrar , deveremos representá-lo com determinado tom de vermelho ( mais claro ou escuro ) , e não pintá-lo de um vermelho puro , pois , de acordo com o ambiente e a variação da intensidade da luz a que o objeto estiver exposto , a tonalidade de sua cor se modificará.

    Para representarmos essas modificações , chamadas gradações de tonalidades ou valor de tom , numa pintura , utilizaremos o branco e o preto .

    Esse procedimento , por se tratar de uma única cor, toma o nome técnico de “escala monocromática de valor tonal” .

  

 
 

PIGMENTOS E COMPOSIÇÃO DAS TINTAS

    Os pigmentos são partículas sólidas , existentes  na natureza , com a propriedade de, uma vez iluminados , produzir a sensação de cor . São portanto substâncias colorantes .

    Os pigmentos podem ser de origem animal , vegetal ou mineral , sendo que, atualmente , a tecnologia moderna descobriu os pigmentos de origem química .

    Os pigmentos de origem animal são obtidos das vísceras de animais podendo-se citar como o principal deles o obtido da bílis , líquido extraído do fígado e depois reduzido à  condição de pó .

    Os pigmentos de origem vegetal são obtidos de vegetais , como o pau-brasil , de intensa coloração vermelha .

    Os pigmentos de origem mineral provêm de rochas e terras pulverizadas , tais como o basalto , a mica e terra de Siena .

    Dentre os pigmentos de origem química , podemos citar as anilinas .

    Após a descoberta dos pigmentos sentiu o homem a necessidade de criar uma composição líquida que permitisse a aplicação dos mesmos sobre uma superfície destituída de cor . Estavam sendo dados os primeiros passos para a obtenção  das tintas .

 

    Composição das tintas

 

    Diante do elemento colorante conhecido como pigmento e de um elemento líquido misturado a ele, percebeu o homem que essa mistura aplicada a determinada superfície, não aderia a ela por um tempo razoável pois durante a secagem dessa tinta rudimentar os pigmentos se desprendiam da área pintada .

    Para contornar esse problema , surgiu, através de constantes pesquisas , outro elemento que misturado à tinta , lhe conferiu condições de aderência à superfície pintada. Esse novo elemento foi a cola e o óleo de animais ou peixes .

    Com o aperfeiçoamento da composição , estabeleceram-se para esses elementos denominações específicas ,reconhecendo-se que , apesar de todo o desenvolvimento técnico na produção das tintas , o pigmento , o aglutinante e o diluente não poderiam faltar :

      Pigmento - Responsável pela cor da tinta .

      Aglutinante - Responsável pela aderência do pigmento à superfície pintada .

      Diluente  - Responsável pela maior fluidez da tinta .

 

    Como exemplo prático dos elementos componentes de duas tintas consideradas básicas para a realização de trabalhos artísticos e publicitários , podemos citar a tinta a óleo e a tinta guache.

 

      Tinta a óleo - Composição :   1) Pigmentos .

2) Aglutinantes -Óleo de linhaça .

3) Diluente - Aguarrás ou terebintina .

                                                                 

 

      Tinta guache - Composição :  1) Pigmento

2) Aglutinante - Goma -arábica

3) Diluente - Água

 

 

 

   Pela sua composição extremamente simples e pelo seu diluente facilmente encontrado, além da limpeza no uso, podemos dizer que a tinta guache é ideal para a realização de trabalhos escolares , publicitários e artísticos .

 
 

CORES

O objetivo deste estudo é possibilitar ao estudante a compreensão da origem das cores , a sua aplicação prática através das tintas e como combiná-las de maneira correta . Existem dois sentidos de interpretação das cores : o sentido visual e o sentido físico ou material .

    O sentido visual refere-se ao resultado da decomposição da luz branca , o que equivale a dizer que esta última contém em si todas as cores que se encontram na natureza .

    O sentido físico refere-se à obtenção das tintas , que é a forma concreta de utilizarmos as cores na coloração ou pintura de um desenho ou objeto .

 

Teoria Das Cores

 

     Sentido das Cores ( Visual )

 

    Para compreendermos o sentido visual das cores, vejamos como se processa a decomposição da luz branca nas sete cores do espectro solar.

    Considerando que a luz universal provém do sol, vejamos como a própria natureza nos fornece condições de admitirmos que a sua formação se dá através  de sete raios de luz que, uma vez combinados , produzem a luz branca .

    Ao observarmos uma queda d`’agua ou uma cachoeira , num dia ensolarado percebemos a existência de um fenômeno maravilhoso conhecido pela denominação de arco-íris . Esse elemento natural nada mais é que o produto da decomposição da luz solar nos seus sete elementos básicos .

    Podemos observar o arco-íris provocado pelos milhões de pequeninas gotas d`’agua em suspensão ,que agem como filtros da luz solar provocando a sua decomposição nas sete cores : vermelho , laranja , amarelo , verde , azul , anil , e violeta.

    Podemos estabelecer artificialmente esse mesmo fenômeno fazendo um raio de luz incidir sobre uma das faces de um prisma retangular de cristal . Esse objeto de cinco faces tem a propriedade de provocar a dispersão da luz branca decompondo-a nos seus elementos básicos.

    No caso do arco-íris, a curvatura da terra , a existência de um elemento de grande transparência (os milhões de minúsculas gotas de água ) e os raios de luz atingindo obliquamente a terra são os fatores responsáveis pela decomposição da luz do sol e pela criação do seu espectro. Sintetizando , podemos dizer que a área da cachoeira, aliada à curvatura da terra , formou um gigantesco prisma natural, responsável pela dispersão da luz solar . O fenômeno do arco-íris também é observado após uma chuva intensa , quando o sol atravessa as camadas de nuvens, atingindo a terra . As partículas     de água em suspensão produzem as mesmas condições explicadas com relação à cachoeira, e o arco-íris se apresenta em toda a sua resplandecente beleza .

 

    Sentido físico ou material

 

    O estabelecimento da cor na natureza somente é possível em presença da luz. Tal afirmação se prende ao fato de que é a própria essência da luz , existindo , portanto, apenas em presença desta. Por exemplo , um objeto de cor vermelha apresenta essa cor porque possui a propriedade de absorver todos os outros raios coloridos ,refletindo apenas a cor vermelha . De acordo com o exemplo citado , surge uma pergunta: Por que o objeto absorveu todos os outros raios coloridos da luz, refletindo apenas a cor vermelha ?         

 

    Os objetos ou componentes da natureza contêm na sua superfície , substâncias que, na presença da luz , possuem a propriedade de absorver certos raios e refletir outros , de acordo com a sua própria cor. Essas Substâncias chamam-se pigmentos .

 
 

OS PINTORES DE NASSAU

Os Pintores de Nassau

 

Não foi exatamente como se Rembrandt ou Rubens tivessem desembarcando nos tópicos. Mas foi quase. Seis pintores faziam parte da comitiva que Maurício de Nassau trouxe para Recife. Todos tinham casa e comida, salário fixo e muito trabalho pela frente: seriam os primeiros pintores a registrar a exuberante natureza do Novo Mundo. A obra e mesmo o nome de um deles se perderam na história. Pierre de Gondreville produziu pouco e Cornelis Golijath era mais cartógrafo do que propriamente um artista. Zacharias Wagener, mero soldado raso a serviço da Cia das Índias Ocidentais, não constava da lista oficial. Mas, desde sua chegada no Brasil, em 1634, esse alemão de Dresden demonstrou muita habilidade e um interesse permanente pela natureza do país. Promovido a “dispenseiro-escrevente” e a escrivão particular de Nassau, Wagener, simples “pintor de domingo”, acabou produzindo centenas de aquarelas e litogravuras dos animais brasileiros. Ao retornar para a Europa, em 1643, levava consigo os originais do “Thierbhch”, ou Livro dos Animais, uma espécie de versão popular da História Naturalis Brasilae, de Marcgraf. Mais do que isso: a obra de Wagener teve grande influência sobre Albert Eckhout. E, junto com Frans Post, Eckhout foi um gênio da arte no Brasil.

 

     Albert Eckhout nasceu em Groningen, na Holanda, em 1610. Viveu no Brasil dos 27 anos aos 34 anos de idade. Sentava-se à mesa do jovem conde, que chegou ao país com 33 anos, em companhia de Frans Post, dois anos mais moço do que Nassau. Eckhout foi um pintor naturalista com excepcional domínio do desenho de modelos vivos, dono de um estilo altamente individual e detalhista, disposto a documentar tipos humanos, plantas e animais que os europeus jamais haviam visto – e, portanto, nunca haviam retratado. Eckhout era fascinado pelo exótico. Seus retratos em tamanho natural de índios, mamelucos e negros, porém, lhes concede, além de rigor antropológico e etnográfico, uma grande dose de altivez e dignidade: Eckhout pintou indivíduos, não meros exotismos tropicais. Sua obra foi magnificamente complementada pela de Frans Post, cultou das paisagens brasileiras que deixou fascinar pela luminosidade e pelo viço dos tópicos – elementos que tão bem soube capturar em suas telas. Ao retornar para a Europa, Nassau doou os quadros de Post ao rei Luis XIV, da França, e os de Eckhout para Frederico III, da Dinamarca. O encanto que eles despertaram então permanece inalterados mais de 350 anos depois.

 
 

Propaganda

18/03/15

A PROPAGANDA:

     A idéia de anunciar produtos não é nova. Na antiguidade já se anunciavam produtos entre os romanos: sapatos, bolsas e utensílios diversos.

     Em 1633 o papa Urbano VIII criava a “Congregatio Propagandee Fidei”, cujo objetivo era o de difundir a fé católica em todo o mundo.

     Entretanto, o florescimento da propaganda só se deu no final do século XIX, com a industrialização.

     Hoje, o homem  é submetido a um verdadeiro bombardeio de mensagens publicitárias. Televisão, rádio, jornais, revistas, painéis e anúncios luminosos são alguns dos numerosos veículos. A cidade é um grande painel, dominada por todo tipo de apelo ao consumidor.

 

A PROPAGANDA E O RÁDIO

 

      A vida do rádio, a sua pujança até a chegada da televisão se deve sem dúvida à propaganda. Anúncios entre uma atração e outra, firmas e empresas patrocinando os programas e as reportagens foram, sem dúvida, os responsáveis pelo desenvolvimento do rádio entre nós.

     Comprovando-se que as mensagens auditivas apresentam maior eficácia do que aquelas que são simplesmente escritas, o rádio se tornou o veículo mais importante para os anúncios destinados ao grande público.

 

A PROPAGANDA E A TELEVISÃO

 

     Com o advento da televisão, a propaganda tomou novos rumos. Deixou de ser apenas visual, no caso dos cartazes, ou apenas auditiva, no caso do rádio, e passou a ser auditivo-visual.

 

      Para despertar o interesse e ao mesmo tempo agradar, a televisão lança mão do “jingle”, propaganda musical, de curta duração, em geral de 30 a 60 segundos.

 
 

TRABALHO VIK MUNIZ

Trabalho Prático  -  11/03/15

 

Tema Geral: "Transformando Material em Ideia"

 

Tema Central: Problemas sociais em nossa comunidade

 

Objetivo: Vivenciar a experiência de ViK Muniz na transformação de material reciclável em

                  arte

 

Técnica: Montagem e fotografia

 

Roteiro para o trabalho:

 

a) Desenvolver projeto descrevendo os itens: Tema, Objetivo, Material utilizado, Desenvolvi-

    mento e conclusão do trabalho. Todo o processo deverá ser apresentado em  Word  7   ou

    97-2003 e enviado para o e-mail berg.sardinha@bol.com.br;

 

b) A montagem do trabalho deverá acontecer em uma cartolina branca ou papel cartão branco

    onde todo o material deverá ser composto de acordo com o tema escolhido;

 

c) A fotografia deverá ser apresentada em tamanho A4, compreendendo todo o papel. Utilizar

    borda fina para as margens. A imagem da obra deverá ser impressa colorida, aumentando

    assim a visibilidade e interpretação do trabalho;

 

d) O trabalho deverá ser confeccionado em grupo de no máximo 3 pessoas, deverá ser docu-

    mentado em pequena filmagem realizada pelo grupo, quando estiverem executando o tra-

    balho. Enviar o vídeo por e-mail. No vídeo explicar a finalidade da obra; O vídeo deverá ser

    gravado em MP4;

 

f) Biografia de Vik Muniz em PowerPoint e enviar para o e-mail.

 

e) Data de entrega: até 25/03/15

 

 

f) Valor: 4,0 pontos

 
 

O que é arte?

O que é Arte:

Arte é a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente.

A arte está ligada à estética, porque é considerada uma faculdade ou ato pelo qual, trabalhando uma matéria, a imagem ou o som, o homem cria beleza ao se esforçar por dar expressão ao mundo material ou imaterial que o inspira. Na história da filosofia tentou se definir a arte como intuição, expressão, projeção, sublimação, evasão, etc. Aristóteles definiu a arte como a imitação da realidade, mas Bergson ou Proust a vêem como a exacerbação da atipicidade intrínseca ao real. Para Kant, a arte será aquela manifestação que produza uma "satisfação desinteressada".

À luz do Romantismo, do Vitalismo, da Fenomenologia, do Marxismo, surgem também outras e novas interpretações de "arte". A dificuldade de definir arte está na sua direta relação e dependência com a conjuntura histórica e cultural que a fazem surgir. E isso sucede porque ao se instaurar e estabilizar um novo "estilo", este rompe os sistemas e códigos estabelecidos.

Arte é um termo que vem do Latim, e significa técnica/habilidade. A definição de arte varia de acordo com a época e a cultura, por ser arte rupestre, artesanato, arte da ciência, da religião e da tecnologia. Atualmente, arte é usada como a atividade artística ou o produto da atividade artística. A arte é uma criação humana com valores estéticos, como beleza, equilíbrio, harmonia, que representam um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras.

Para os povos primitivos, a arte, a religião e a ciência andavam juntas na figura, e originalmente a arte poderia ser entendida como o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades.Para os gregos, havia a arte de se fazer esculturas, pinturas, sapatos ou navios.

Lista das artes

A arte apresenta-se através de diversas formas como, a plástica, música, escultura, cinema, teatro, dança, arquitetura etc.

Alguns autores (como Hegel e Ricciotto Canudo) e pensadores organizaram as diferentes artes em uma lista numerada. A inclusão de algumas formas de arte não foi muito consensual, mas com a evolução da tecnologia, esta é a lista mais comum nos dias de hoje:

1ª Arte - Música;
2ª Arte - Dança / Coreografia;
3ª Arte - Pintura;
4ª Arte - Escultura;
5ª Arte - Teatro;
6ª Arte - Literatura;
7ª Arte - Cinema;
8ª Arte - Fotografia;
9ª Arte - Histórias em Quadrinhos;
10ª Arte - Jogos de Computador e de Vídeo;
11ª Arte - Arte digital.

 

 

 
 

trabalho para 27/11/14 - 9º Ano - CERI

Trabalho    -  12/11/14

a) Fazer em folha separada para ser entregue em 27/11/14;

b) iNDIVIDUAL

C) Recorra aos textos do caderno como instrumento de consulta

                                                           ATIVIDADE

1- Recorra ao texto para descrever como e quando ocorreu a chegada da fotografia ao Brasil?

 

2- O que você entendeu por fotopictorialismo? Cite exemplos de fotógrafos adeptos desse estilo?

 

3- Qual foi a transformação ocorrida na fotografia brasileira na década de 1940? Cite exemplos de artistas desse período e descreva suas obras?

 

4- “Pierre Edouard Léopold Verger (1902-1996) foi um fotógrafo, etnólogo, antropólogo e pesquisador francês que viveu grande parte da sua vida na cidade de Salvador, capital do estado da Bahia, no Brasil. Ele realizou um trabalho fotográfico de grande importância, baseado no cotidiano e nas culturas populares dos cinco continentes. Além disso, produziu uma obra escrita de referência sobre as culturas afro-baiana e diaspóricas, voltando seu olhar de pesquisador para os aspectos religiosos do candomblé e tornando-os seu principal foco de interesse.”

Em que vertente da fotografia trabalhava Pierre Verger, e em que período tal vertente teve maior evidência?

 

5- “Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu em Aimorés, Minas Gerais, em 1944. Fotógrafo reconhecido mundialmente e um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade.”

Cite pelo menos três exemplos de obras realizadas por Sebastião Salgado, e explique qual a temática desenvolvida em suas obras?

 

6- Hip Hop é um movimento cultural iniciado no final da década de 1960 nos Estados Unidos. Volte ao texto e mencione o que motivou as pessoas envolvidas neste movimento?

 

7- No Brasil, o movimento Hip Hop foi adotado, sobretudo, pelos jovens negros e pobres de cidades grandes, como a voz desta juventude. O que eles discutem através da linguagem Hip Hop?

 

8- Os MCs (mestres de cerimônias) no início do Hip Hop davam recados, mandavam cantadas e simplesmente animavam as festas com algumas rimas. O que faz um MC no atual Hip Hop?

 

 

9- Você conhece Hip Hop? Dê a sua opinião sobre o movimento Hip Hop brasileiro e internacional?

 
 

Hip-hop

Hip Hop

 

     Hip Hop é um movimento cultural iniciado no final da década de 1960 nos Estados Unidos como forma de reação aos conflitos sociais e à violência sofrida pelas classes menos favorecidas da sociedade urbana. É uma espécie de cultura das ruas, um movimento de reinvidicação de espaço e voz das periferias, traduzido nas letras questionadoras e agressivas, no ritmo forte e intenso e nas imagens grafitadas pelos muros das cidades.

     O Hip Hop como movimento cultural é composto por quatro manifestações artísticas principais: o canto do rap (sigla para rythm-and-poetry), a instrumentação dos DJs, a dança do break dance e a pintura do grafite. O termo música Hip Hop refere-se aos elementos rap e DJ, sendo Hip Hop também usado como sinônimo de rap.

     No Brasil, o movimento Hip Hop foi adotado, sobretudo, pelos jovens negros e pobres de cidades grandes, como Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e São Paulo, como forma de discussão e protesto contra o preconceito racial, a miséria e a exclusão. Como movimento cultural, o Hip Hop tem servido como ferramenta de 11 integração social e mesmo de ressocialização de jovens das periferias no sentido de romper com essa realidade.

     O Hip Hop emergiu no final da década de 1960 nos subúrbios negros e latinos de Nova Iorque. Estes subúrbios, verdadeiros guetos, enfrentavam diversos problemas de ordem social como pobreza, violência, racismo, tráfico de drogas, carência de infraestrutura e de educação, entre outros. Os jovens encontravam na rua o único espaço de lazer, e geralmente entravam num sistema de gangues, as quais se confrontavam de maneira violenta na luta pelo domínio territorial. As gangues funcionavam como um sistema opressor dentro das próprias periferias - quem fazia parte de algumas das gangues, ou quem estava de fora, sempre conhecia os territórios e as regras impostas por elas.

     Esses bairros eram essencialmente habitados por imigrantes do Caribe, vindos principalmente da Jamaica. Por lá existiam festas de rua com equipamentos sonoros ou carros de som muito possantes chamados de Sound System (carros equipados com equipamentos de som, parecidos com trios elétricos).

     Neste contexto, nasciam diferentes manifestações artísticas de rua, formas próprias dos jovens ligados àquele movimento de se fazer música, dança, poesia e pintura.

     As gangues foram encontrando nas novas formas de arte uma maneira de canalizar a violência em que viviam submersas, e passaram a frequentar as festas e dançar break, competir com passos de dança e não mais com armas. Essa foi a proposta de Afrika Bambaataa, considerado hoje o padrinho da cultura Hip Hop, o idealizador da junção dos elementos, criador do termo Hip Hop e por anos tido como master of records (mestre dos discos), por sua vasta coleção de discos de vinil.

     Mestre de Cerimônia é o porta-voz que relata, através de articulações de rimas, os problemas, carências e experiências em geral dos guetos. Não só descreve, também lança mensagens de alerta e orientação, o MC tem como principal função animar uma festa e contribuir com as pessoas para se divertirem. Muitos MCs no início do Hip Hop davam recados, mandavam cantadas e simplesmente animavam as festas com algumas rimas.

 

 

 
 

Arte Indigena

Arte indígena no Brasil

     Do período entre 5000 a.C. e 1100, há vestígios de culturas amazônicas com alto grau de sofisticação na fabricação e decoração de artefatos de cerâmica, como as da ilha de Marajó e da bacia do rio Tapajós, onde se registra a presença de complexos vasos antropomorfos e zoomorfos, com suportes e apliques ornamentais. Ainda no contexto amazônico, são dignos de nota as estatuetas de terracota, sobretudo com representações femininas e de animais, e os objetos de pedra, como os pingentes representando batráquios (muiraquitãs)

     São igualmente importantes as cerâmicas encontradas na costa maranhense (tradição Mina, c. 3200 a.C.) e no litoral baiano (tradição Periperi, c. 880 a.C.), com difusão ampla e diversificada, atingindo certas áreas meridionais já em plena era cristã. Mais simples em sua composição do que as cerâmicas amazônicas, essas peças sobressaem pela diversidade de técnicas decorativas, que vão da pintura, incisão e excisão até o escovamento, corrugação, ungulação, etc.

     De forma genérica, a arte plumária indígena e a pintura corporal atingem grande complexidade em termos de cor e desenho, utilizando penas e pigmentos vegetais como matéria-prima. Por fim, destaca-se a confecção de adornos peitorais, labiais e auriculares, encontrados em diversas culturas diferentes espalhadas por todo o território brasileiro.

 

 

 

ARTE INDÍGENA

 

“SOMOS PARTE DA TERRA E ELA É PARTE DE NÓS”

     Os olhos e as mentes intelectuais da humanidade começaram no séc. XX a reconhecer os povos nativos como culturas diferentes das civilizações oficiais e vislumbraram contribuições sociais e ambientais deixadas pelos guerreiros que tiveram o sonho como professores. Mas a maior contribuição que os povos da floresta podem deixar ao homem branco é a prática de ser uno com a natureza interna de si. A Tradição do Sol, da Lua e da Grande Mãe ensinam que tudo se desdobra de uma fonte única, formando uma trama sagrada de relações e inter-relações, de modo que tudo se conecta a tudo. O pulsar de uma estrela na noite é o mesmo que do coração. Homens, árvores, serras, rios e mares são um corpo, com ações interdependentes. Esse conceito só pode ser compreendido através do coração, ou seja, da natureza interna de cada um. Quando o humano das cidades petrificadas largarem as armas do intelecto, essa contribuição será compreendida. Nesse momento entraremos no Ciclo da Unicidade, e a Terra sem Males se manifestará no reino humano.
 

A Visão Indígena Brasileira

     O que é índio? Um índio não chama nem a si mesmo de índio esse nome veio trazido pelos colonizadores no séc. XVI. O índio mais antigo desta terra hoje chamada Brasil se autodenomina Tupy, que significa "Tu" (som) e "py" (pé), ou seja, o som-de-pé, de modo que o índio é uma qualidade de espírito posta em uma harmonia de forma.

     Qual a origem dos índios? Conforme o mito Tupy-Guarani, o Criador, cujo coração é o Sol, /tataravô desse Sol que vemos, soprou seu cachimbo sagrado e da fumaça desse cachimbo se fez a Mãe Terra. Chamou sete anciães e disse: ‘Gostaria que criassem ali uma humanidade’. Os anciães navegaram em uma canoa que era como cobra de fogo pelo céu; e a cobra-canoa levou-os até a Terra. Logo eles criaram o primeiro ser humano e disseram: ‘Você é o guardião da roça’. Estava criado o homem. O primeiro homem desceu do céu através do arco-íris em que os anciães se transformaram. Seu nome era Nanderuvuçu, o nosso Pai Antepassado, o que viria a ser o Sol. E logo os anciães fizeram surgir da Águas do Grande Rio Nanderykei-cy, a nossa Mãe Antepassada. Depois eles geraram a humanidade, um se transformou no Sol, e a outra, na Lua. São nossos tataravós.

     Esta história revela o jeito do povo indígena de contar a sua origem, a origem do mundo, do cosmos, e também mostra como funciona o pensamento nativo. Os antropólogos chamam de mito, e algumas dessas histórias são denominadas de lendas.

 

ARQUITETURA

     Taba ou Aldeia é a reunião de 4 a 10 ocas, em cada oca vivem várias famílias (ascendentes e descendentes), geralmente entre 300 a 400 pessoas. O lugar ideal para erguer a taba deve ser bem ventilado, dominando visualmente a vizinhança, próxima de rios e da mata. A terra, própria para o cultivo da mandioca e do milho. 
     No centro da aldeia fica a ocara, a praça. Ali se reunem os conselheiros, as mulheres preparam as bebidas rituais, têm lugar as grandes festas. Dessa praça partem trilhas chamadas  pucu que levam a roça, ao campo e ao bosque.
Destinada a durar no máximo 5 anos a oca é erguida com varas, fechada e coberta com palhas ou folhas. Não recebe reparos e quando inabitável os ocupantes a abandonam. Não possuem janelas, têm uma abertura em cada extremidade e em seu interior não tem nenhuma parede ou divisão aparente. Vivem de modo harmonioso.
 

PINTURA CORPORAL E ARTE PLUMÁRIA

     Pintam o corpo para enfeitá-lo e também para defende-lo contra o sol, os insetos e os espíritos maus. E para revelar de quem se trata, como está se sentindo e o que pretende. As cores e os desenhos ‘falam’, dão recados. Boa tinta, boa pintura, bom desenho garantem boa sorte na caça, na guerra, na pesca, na viagem. Cada tribo e cada família desenvolvem padrões de pintura fiéis ao seu modo de ser. Nos dias comuns a pintura pode ser bastante simples, porém nas festas, nos combates, mostra-se requintada, cobrindo também a testa, as faces e o nariz. A pintura corporal é função feminina, a mulher pinta os corpos dos filhos e do marido.
Assim como a pintura corporal a arte plumária serve para enfeites: mantos, máscaras, cocares, e  passam aos seus portadores elegância e magestade. Esta é uma arte muito especial porque não está associada a nenhum fim utilitário, mas apenas a pura busca da beleza.


 

A ALDEIA CABE NO COCAR

     A disposição e as cores das penas do cocar não são aleatórias. Além de bonito, ele indica a posição de chefe dentro do grupo e simboliza a própria ordenação da vida em uma aldeia Kayapó. Em forma de arco, uma grande roda a girar entre o presente e o passado. "É uma lógica de manutenção e não de progresso", explica Luis Donisete Grupioni. A aldeia também é disposta assim. Lá, cada um tem seu lugar e sua função determinados. 

A FLORESTA

O verde representa as matas, que protegem as aldeias e ao mesmo tempo são a morada dos mortos e dos seres sobrenaturais. São consideradas um lugar perigoso, já que fogem ao controle dos Kayapó.

 

OS HOMENS

A cor mais forte (vermelho) representa a casa dos homens, que fica bem no coração da aldeia. É a "prefeitura" Kayapó, presidida apenas por homens. Aí eles se reúnem diariamente para discutir caçadas, guerras, rituais e confeccionar adornos, como colares e pulseiras.

 

AS MULHERES

O amarelo refere-se às casas e às roças, áreas dominadas pelas mulheres. Nesses espaços, elas pintam os corpos dos maridos e dos filhos, plantam, colhem e preparam os alimentos. Todas as choças têm a mesma distância em relação à casa dos homens.

 

TRANÇADOS E CERÂMICA

A variedade de plantas que são apropriadas ao trançado no Brasil dá ao índio uma inesgotável fonte de matéria prima. É trançando que o índio constrói a sua casa e uma grande variedade de utensílios, como cestos para uso doméstico, para transporte de alimentos e objetos trançados para ajudar no preparo de alimentos (peneiras), armadilhas para caça e pesca, abanos para aliviar o calor e avivar o fogo, objetos de adorno pessoal (cocares, tangas, pulseiras), redes para pescar e dormir, instrumentos musicais para uso em rituais religiosos, etc. Tudo isso sem perder a beleza e feito com muita perfeição.
A cerâmica destacou-se principalmente pela sua utilidade, buscando a sua forma, nas cores e na decoração exterior, o seu ponto alto ocorreu na ilha de Marajó.

 

 
 

Cinema como Arte

     Na Europa do século XVIII, existiam seis artes: arquitetura, pintura, escultura, música, literatura e teatro (incluindo a dança). Eram conhecidas como Belas Artes. O cinema foi inventado pelos irmãos Auguste e Louis Lumiére no final do século XIX, e passou a fazer parte da lista das Belas Artes graças ao intelectual italiano, Ricciotto Canuto, em 1912.

     Em 1985 na França, Auguste e Luis Lumière, fizeram a primeira exibição pública de uma imagem em movimento. Louis Lumière produziu e exibiu um documentário de curta metragem chamado “Sortie de L’usine Lumière à Lyon” (Empregados deixando a Fábrica Lumière), e possuía 45 segundos de duração. Os filmes desta época eram feitos baseados nos acontecimentos do cotidiano.

     Em 1902, Georges Méliès lança o filme “Viagem à Lua”, e inaugura o gênero da ficção, desenvolvendo diversas técnicas: fusão, exposição múltipla, uso de maquetes e truques ópticos, precursores dos efeitos especiais. O cinema então virou arte!

Vamos conhecer agora um pouco sobre a história do cinema brasileiro?

     Em 1896 acontece a primeira exibição de cinema no Brasil. Ocorreu no Rio de Janeiro, onde foram projetados oito filmetes retratando apenas cenas pitorescas do cotidiano de cidades da Europa. Em 1898, o imigrante italiano Affonso Segretto traz para o Brasil o cinematógrafo, invenção dos irmãos Lumiére, e filma cenas do porto brasileiro, e fica conhecido como o primeiro cineasta em terras brasileiras.

     Entre 1906 e 1910 surgem os primeiros filmes de ficção, chamados de “posados” ("Os Estranguladores", de Francisco Marzullo), os “cantados”, com atores dublando ao vivo (“Paz e Amor”).

     Na década de 1930 coexistem o cinema mudo e o cinema sonoro. As produções nacionais são voltadas para musicais carnavalescos, com atores de rádio e teatro. Adhemar Gonzaga cria o estúdio Cinédia, que produz dramas populares e comédias musicais, como “Alô, Alô Brasil” (1935) e “Alô, Alô Carnaval” (1936), que revelam a cantora Carmen Miranda, sucesso internacional.

     Na década de 1940, os filmes carnavalescos da década anterior evoluem para filmes cômico-musicais, de baixo orçamento, dando origem ao primeiro gênero brasileiro, a Chanchada. Em 1949 é lançado o Estúdio Vera Cruz, o primeiro a realizar moldes profissionais no Brasil. Seu grande sucesso é o comediante Mazzaropi. Mas o estúdio acaba na década de 1950.   

     Em 1955 Nelson Pereira dos Santos lança o filme precursor do Cinema Novo, "Rio, 40 Graus". O Cinema Novo opõe-se ao populismo das Chanchadas, buscando um estilo nacional por meio da discussão da realidade econômica, social e cultural do país. Entre os principais diretores, estão Nelson Pereira dos Santos, Roberto Santos, Glauber Rocha e Arnaldo Jabor. José Mojica Marins, o Zé do Caixão, populariza o cinema de terror brasileiro.

     Sob controle do governo, a Embrafilme garante espaço para os filmes nacionais, em meio ao domínio dos filmes estrangeiros, com financiamento público e salas de exibição garantidas em lei. Em São Paulo, o movimento da Boca do Lixo produz filmes de baixo orçamento, com forte apelo erótico, conhecidos por Pornochanchadas, na década de 1970.

     Na década de 1980, a produção cinematográfica cai, e praticamente não são exibidos filmes nacionais. Curtas e documentários passam a ser os únicos representantes do cinema brasileiro com acesso ao mercado.

     Com a crise política e econômica do governo Collor na década de 1990, a crise cinematográfica se agrava. Na segunda metade da década, filmes brasileiros voltam a ser realizados, chamando a atenção da crítica internacional, no período que fica conhecido por Cinema da Retomada. Um filme deste período é o Carlota Joaquina, Princesa do Brasil (1995), de Carla Camurati.

     Atualmente, o cinema nacional tenta conquistar maior participação no mercado, produzindo cada vez mais filmes com qualidade. São lançados filmes de grande sucesso de público e reconhecimento internacional.

 
 

Grupo de Teatro Nós do Morro

O Nós do Morro é um grupo de teatro do Rio de Janeiro, composto por jovens e adultos moradores do Morro do Vidigal. Foi fundado em 1986, com o objetivo de criar acesso à arte e à cultura às crianças do morro, além de oferecer-lhes formação técnica.

O grupo foi fundado pelo jornalista e ator Guti Fraga, que se uniu a um grupo de jovens moradores do morro para dar início ao projeto Teatro-Comunidade. Foi uma ideia inovadora, já que, até então, a maioria dos projetos culturais voltados para as comunidades carentes do Rio de Janeiro vinham de fora do Brasil, e nem sempre se adaptavam à realidade do público a que se destinavam.

Com o decorrer do tempo, o projeto se consolidou e, hoje em dia, oferece aos jovens cursos de formação nas áreas de teatro (atores e técnicos) e cinema (roteiristas, diretores e técnicos), abrindo e ampliando os horizontes para jovens moradores, ou não, do Morro do Vidigal.

O Nós do Morro reúne mais de 50 pessoas, entre diretores, atores, técnicos, autores e colaboradores, e seu trabalho alterna a montagem de textos clássicos e criações coletivas.

As Artes Cênicas não devem ser abordadas somente artisticamente, mas também como um importante mercado de trabalho e como uma linguagem plural, possibilitando o conhecimento e a compreensão do teatro como fator de identidade na interação sociopolítica e suas relações com os contextos econômicos e mercadológicos de comunidades diversas. E é justamente nessa interação sociopolítica que se baseia o trabalho do grupo Nós do Morro, que propõe através de suas obras e da ação social junto a sua comunidade de origem, a discussão sobre as implicações econômicas da produção teatral e a análise crítica, além de tomar também como referência a projeção midiática (televisiva, cinematográfica, publicitária) de alguns atores do grupo.

Conceito Pop-art

CONCEITO POP-ART

 

     A Pop Art  é uma escola que utiliza em suas representações pictóricas imagens e símbolos de natureza popular. Originado particularmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, este movimento foi assim batizado em 1954, quando o crítico inglês Lawrence Alloway assim o denominou, ao se referir a tudo que era produzido pela cultura em massa no hemisfério ocidental, especialmente aos produtos procedentes da América do Norte.

     Alguns criadores, inspirados no movimento dadaísta liderado por Marcel Duchamp, decidiram, em fins dos anos 50, se apropriar de imagens inerentes ao universo da propaganda norte-americana e convertê-las em matéria-prima de suas obras. Estes ícones abundantes no dia-a-dia do século XX detinham um alto poder imagético.

     A Pop-art representava um retorno da arte figurativa, contrapondo-se ao Expressionismo alemão que até então dominava a cena artística. Agora era a vez da cultura em massa, do culto às imagens televisivas, às fotos, às histórias em quadrinhos, às cenas impressas nas telas dos cinemas, à produção publicitária.

     Na década de 20, os filósofos Horkheimer e Adorno já discorriam sobre a expressão indústria cultural, para expressar a mercantilização de toda criação humana, inclusive a de cunho cultural. Nos anos 60 tudo é produzido massivamente, e cria-se uma aura especial em torno do que é considerado popular. Desta esfera transplantam-se a simbologia e os signos típicos da massa, para que assim rompam-se todas as possíveis barreiras entre a arte e o povo. Há um certo fascínio em torno do modo de vida da população dos EUA.

     Os artistas recorrem à ironia para elaborar uma crítica ao excesso de consumismo que permeia o comportamento social, estetizando os produtos massificados, tais como os provenientes da esfera publicitária, do cinema, dos quadrinhos, e de outras áreas afins. Eles se valem de ferramentas como a tinta acrílica, poliéster, látex, colorações fortes e calorosas, imitando artefatos da rotina popular.

     Estes objetos que integram o dia-a-dia da massa são multiplicados em porte bem maior, o que converte sua concretude real em uma dimensão hiper-real. Enquanto, porém, a Pop-art parece censurar o consumismo, ela igualmente não prescinde dos itens que integram o circuito do consumo capitalista. Exemplo disso são as famosas Sopas Campbell e as garrafas de Coca-Cola criadas pelo ‘papa’ deste movimento, o artista Andy Warhol.

     Este ícone da Pop-art inspirou-se nos mitos modernos, como o representado pela atriz Marilyn Monroe, símbolo do cinema hollywoodiano e do glamour contemporâneo, para produzir suas obras. Ele procurava transmitir sua certeza de que os ídolos cultuados pela sociedade no século XX são imagens despersonalizadas e sem consistência. Para isso o artista utilizava técnicas de reprodução que simulavam o trabalho mecanizado.

     Nesta salada imagética que constitui a pop-art, o que antes era considerado de mau gosto se transforma em modismo, o que era visto como algo reles passa a ter a conotação de um objeto sofisticado. Isto porque estes artefatos ganham um novo significado diante do contexto em que são produzidos, e assumem, assim, uma valoração distinta.

 

 

 
 

Reprodução e Transformação

Reprodução e Transformação

     No mundo atual, estamos muito acostumados com a presença de imagens, textos e sons produzidos nos meios de comunicação. O principal deles é a televisão, que está presente na maioria das casas das pessoas - em 2011, 96,9% dos lares brasileiros tinham pelo menos uma televisão, segundo dados do IBGE.

     Quando assistimos a um filme no cinema ou na televisão, provavelmente não pensamos em como essas formas de comunicação fazem parte de um  momento raro, se comparadas com toda a história da humanidade. Por meio da transformação das imagens em sinais gráficos surgiu a escrita. Métodos para reproduzi-las, no entanto, foram por muitos séculos limitados. Uma imagem até poderia ser copiada, mas isso acontecia artesanalmente, num processo lento, que impedia sua divulgação. O mesmo ocorreu com os textos. Tudo era feito manualmente, pois não havia a possibilidade de reproduzir livros como conhecemos hoje.

     Uma das mais antigas técnicas de reprodução de imagens, e também de textos, é a xilogravura, ainda hoje usada artisticamente, como nas ilustrações de cordel. Acredita-se que tenha surgido na China, não se sabe ao certo quando, inicialmente para estampar tecidos. Depois, foi adaptada ao papel, também invenção chinesa, do ano 105.

     Somente muitos séculos mais tarde, tanto o papel quanto a xilogravura chegaram ao Ocidente. O papel teria começado a ser usado na Europa no século XI, e a xilogravura, se popularizou somente no século XV. Ela passou a ser usada para reproduzir imagens - no início, cartas de baralho e folhetos religiosos - e textos. Cada página de livro era gravada em uma prancha de madeira, letra por letra, em que muitas vezes havia ilustrações. Apesar do imenso trabalho de se gravar página por página, um livro poderia, então, ser reproduzido várias vezes. Não demorou muito e percebeu-se que , se as letras fossem separadas em blocos individuais, os chamados "tipos móveis", seria muito mais fácil imprimir uma página. Os tipos (letras), em madeira ou metal, eram reunidos para formar o texto a ser impresso, o que era feito com a pressão de uma prensa. Foi a origem da imprensa na Europa, atribuída ao alemão Johannes Guttenberg, ocorrida por volta de 1439. Isso provocou uma revolução na reprodução e divulgação da informação, mudando cada vez mais a relação das pessoas com o conhecimento.

     A reprodução das imagens era feita em xilogravura, e ainda no século XV surgiu a gravura em metal. É uma técnica em que a imagem a ser impressa é gravada numa placa de metal, geralmente em cobre, e transferida para o papel depois de receber tinta. As primeiras técnicas consistiam na incisão, com ferramenta de ponta, no metal, criando um sulgo onde se depositava a tinta. A tinta é tirada dali só com pressão da prensa sobre o papel.

     No início, as gravuras foram usadas principalmente como meio de reprodução de imagens feitas com outras técnicas, como pinturas, por exemplo. Mesmo sendo uma imitação exata, a cópia permitia que a pintura de um artista de um país pudesse ser conhecida em outro, o que aumentava a fama dos grandes artistas.

     No fim do século XVIII surgiu uma nova técnica de reprodução de imagens, inventada pelo alemão Alois Senefelder: a litografia. Do grego lito=pedra, e grafia=escrita, é uma gravura cuja matriz é uma pedra. Usa-se pedra calcária para gravar o desenho. Mas diferentemente da xilogravura ou da gravura em metal, na litografia a pedra não recebe incisões. O desenho é feito na superfície da pedra com material gorduroso, lápis ou tinta. Depois de processos químicos que fixam a imagem na matriz, a pedra é entintada para a impressão; feita também por uma prensa que pressiona a tinta contra o papel. A imagem criada pela litografia é muito mais parecida com um desenho de gravura. Foi um processo  muito usado para criar todo tipo de imagens de reprodução: rótulos, documentos, cartazes etc.

     No século XIX, diversas novas invenções e desenvolvimentos de técnicas geraram novas formas de reproduzir textos e imagens, em papel e também em outras superfícies, tornando os processos cada vez mais mecanizados e mais rápidos.

     Uma das principais invenções desse século, que permitiu finalmente o registro visual preciso da realidade, foi a fotografia. Uma busca de tantos artistas ao longo da história chegava ao fim. Mais ou menos ao mesmo tempo, pessoas diferentes realiaram experimentos físicos e químicos em vários lugares, que desencadearam o surgimento dessa técnica de registrar imagens da realidade por meio da luz (foto=luz). A base do processo fotográfico está no registro da imagem projetada com o uso de uma câmara escura sobre uma superfície fotossensível.

     Ao longo do século XIX, por meio das pesquisas de várias pessoas, o processo fotográfico se desenvolveu permitindo a reprodução de uma mesma imagem várias vezes, a partir dos negativos. Ela liberou os artistas de representarem com fidelidade a realidade, o que desencadeou a arte moderna, e também apresentou às pessoas novas formas de enxergar e conhecer o mundo visível, só possíveis pela capacidade de congelar um momento no tempo.

     Desde os tempos mais remotos, existe, no Oriente, o estêncil (pl. estênceis, em inglês stencil) para a aplicação de padrões (modelos, espaços sequenciais) em tecidos, móveis e paredes.

     Na China os recortes em papel (cut-papers) não eram só usados como uma forma independente de artefato, mas também como máscaras para estampa, principalmente em tecidos.

     No Japão o processo com estêncil alcançou grande notabilidade no período Kamamura quando as armaduras dos samurais, as cobertas de cavalos e os estandartes tinham emblemas aplicados por esse processo. Durante os séculos XVII e XVIII ainda se usava esse tipo de impressão na estamparia de tecidos. Aos japoneses é atribuída a solução das “pontes” das máscaras: diz-se que usavam fios de cabelo para segurar uma parte na outra.

     No Ocidente registra-se no século passado, em Lyon, França, o processo (de máscaras, recortes) sendo usado em indústrias têxteis (impressão a la lyonnaise ou pochoir) onde a imagem era impressa através dos vazados, a pincel. No início do século registravam-se as primeiras patentes: 1907 na Inglaterra e 1915 nos Estados Unidos e o números de impressos comerciais cresceu muito. Na América, os móveis, paredes e outras superfícies eram decorados dessa maneira.

     Foram raros os artistas que utilizaram o processo como ferramenta para a execução de gravuras, ou de trabalhos gráficos. Theóphile Steinlein, um artista suíço que vivia em Paris no início do século (morreu em 1923) é um dos poucos exemplos do uso da técnica. Neste período da grande depressão de 30, nos EUA os esforços do WPA - Federal Art Projects, estimularam um grupo de artistas encabeçados por Anthony Velonis a experimentar a técnica com propósitos artísticos. Os materiais e equipamentos baratos, facilmente encontrados sem grandes investimentos foram algumas das razões que estimularam os artistas a experimentar o processo. Entre eles, citamos Bem Shahn, Robert Gwathmey, Harry Stenberg. Tais artistas iniciaram um importante trabalho de transformar um meio mecânico, cujas qualidades gráficas se limitavam às impressões comerciais, numa importante ferramenta para desenvolver seus estilos pessoais. O sentido desse esforço inicial estendeu-se aos artistas dos anos 1950, incluindo os expressionistas abstratos e os action painters, como Jackson Pollock.

     Até Marcel Duchamp, que não era exatamente um artista-gravador, nos deixou um auto-retrato de 1959, uma serigrafia colorida que está no MoMa (Museum of Modern Art, Nova York).

     No fim da segunda guerra mundial, quando os aviões americanos aterrizaram em Colónia (Alemanha), com suas fuselagens decoradas com emblemas e comics em serigrafia, surgiu o interesse europeu pela técnica.

     As barreiras e definições estabelecidas que tratavam a serigrafia como “manifestação gráfica menor” só foram eliminadas no fim dos anos 1950, início dos 1960. O grande responsável por isso foi o processo fotográfico utilizado através da serigrafia e novos conceitos e movimentos artísticos, além do avanço tecnológico. Os primeiros artistas que se utilizaram do processo procuravam tornar mais naturais e menos frias as impressões. Foram ressaltados, entre outros, dois pontos básicos da técnica: (1) sua extrema adaptabilidade que permite a aplicação sobre qualquer superfície inclusive tridimensional, muito conveniente para certas tendências artísticas (2) e suas especificidades gráficas próprias, ou seja características gráficas que apenas a serigrafia pode proporcionar.

     Da necessidade de artistas como Rauschemberg, Rosenquist, Warhol, Lichtenstein, Vasarely, Amrskiemicz, Albers, Indiana e Stella, houve o desenvolvimento contemporâneo do processo em aplicações artísticas. Novos conceitos foram associados às idéias tradicionais e o estigma “comercial” da serigrafia tornou-se uma questão ultrapassada.

 

 

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL , Homem , de 46 a 55 anos , Arte e cultura , Cinema e vídeo

 
Visitante número: